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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Gratidão setembro primaveril

Observo o florescer com esperança. Cada dia mais convicta de que a sintonia com nossa natureza deve ser prioridade em nosso cotidiano. Não temos que ser coniventes com o que fere nossos princípios, não temos que nos calar diante do que nos incomoda. Presenciando situações tão assustadoras tomar partido é fundamental. E não é sobre filiação.

Respostas a:
1) “você não tem medo de se posicionar com esse #EleNão, cuidado se ele ganhar vai ter caça às bruxas”
Sério? Então serei eu e milhões de bruxas queimadas. Eu não tenho medo do fogo, ele é elemento da alquimia.

2) Isa: mãe um colega da escola fez um gesto de arma. Eu fiquei assustada. Ele disse que é o gesto que o pai dele imita do candidato a presidente e que a família dele vota nesse homem!
E o que você respondeu filha?:
Isa: Que em casa ninguém gosta de armas. Ele disse que depois da eleição todo mundo poderá ter uma arma e vai ter muitas mortes. Tô com medo.
Seu olhar é desolador. Minha filha tem 10 anos.

Sim é com tristeza que observo essa onda de incentivo ao ódio tão explicita nessa campanha eleitoral. Fico perplexa com o símbolo do “tiro” de um “mito” tão falso que convence tantos. Há tanta incoerência desses donos da verdade que vomitam suas certezas sem o mínimo de respeito. E mesmo diante desse cenário que quer intimidar enxergo com alegria o levantar das vozes de mulheres que tem coragem de denunciar e tomar partido contra a violência. É assustador e libertador ao mesmo tempo. Eu tomo partido pela liberdade. E não tenho medo de declarar abertamente que #EleNão.

Obrigada setembro primaveril. A primavera floresce hoje e sempre: "Mesmo numa cultura opressora, em qualquer mulher na qual a Mulher Selvagem ainda viva e viceje ou apenas cintile, haverá perguntas-chave ...a mulher está capacitada para agir de acordo com sua própria competência, com seu próprio talento. Tomar o mundo em suas mãos e agir com ele de um modo inspirado e fortalecedor da alma é um poderoso ato do espírito selvagem." Do livro Mulheres que Correm com os Lobos. Clarrissa Pinkola Estes

sábado, 25 de outubro de 2014

Sobre as campanhas eleitorais e o voto

As acusações dão o tom nas campanhas. Só que nessa campanha ganhou dimensões assustadoras. Ao invés de debater problemas reais apontando soluções, a base do discurso é tentar atingir o outro. Será mesmo que essa é a fórmula pra mostrar quem é melhor? Penso que só estimula o preconceito e outros fatores negativos. Já ouvi tantos absurdos durante esse processo eleitoral que causam indignação e nojo. Preferi não retrucar, optei pelo silêncio. Basta dizer que sou nordestina SIM com muito orgulho e que eu raciocino SIM. É mais fácil generalizar. Na minha simples percepção, Rótulos diminuem a visão, restringem o espaço do conhecimento. Respeito engradece.

O que se vê é uma disputa de partidos que levanta questões de rico contra pobres. Acredito que o contexto deve ser maior. Vivemos em comunidade e muitos problemas comum como a violência afeta todas as pessoas. Pensar restrito não resolve nada, tem que expandir o horizonte. Isso é um discurso pequeno diante da grandeza do Brasil. Oferecer condições melhores para o país crescer é fundamental já que temos potencial para que esse crescimento aconteça. Se o país cresce as oportunidades são multiplicadas.

Acredito que há sim outro caminho, o que convoca o eleitor a questionar, é questionando que avançamos e é cobrando os compromissos dos candidatos eleitos que exercermos nosso papel de cidadão e participamos da construção permanente da democracia. Sua ação é seu reflexo. Não é só votar e pronto, o voto precisa ir além.
Crédito imagem: Blog Compromisso Consciente

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...