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sexta-feira, 2 de agosto de 2019

A metamorfose do sentir e sentidos

Engraçado como me dei conta do quanto evolui em determinado quesito ao ouvir recentemente a frase de uma amiga: “Adoro a sua frase: -quando azeda, não tem mel que adoce-. É um marco de sua transformação.” E as gargalhadas ecoaram. O diálogo enveredou por páginas de livros, pela ótica da psicologia que encontro também na poesia e que são capazes de tecer costuras com situações do nosso cotidiano.

Saber que minha frase também teve impacto reflexivo para outra pessoa, especialmente sobre a relevância da escolha do SIM e NÃO, com coerência com aquilo faz diferença em sua vida, foi um presente dessa conversa que segue ressoando. Pode até ser a idade, ou a maturidade avançando, o certo é que ando mesmo dando um basta em tudo aquilo que me abusa. A seleção refinada anda cada vez mais refinando os laços.

Ao me afastar de tudo que desgasta vejo florescer novos horizontes. Realmente a fluidez é mágica quando nos damos conta de que o impulso para a mudança está palpitando dentro de nós. É por isso, que se você realmente for próxima e me ver meio sumida, não se assuste, estou em plena metamorfose. Agora se for daquelas de proximidade REAL, chega mais na presença ao vivo e a cores que tem muitas risadas para tecermos juntas. Está em meu DNA a arte de compartilhar o que sinto com quem faz sentido!
A simbologia da metamorfose: Borboleta. Crédito da imagem: Pinterest

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Sentada na calçada

Sentar-se na calçada para ver o final da tarde , conversar, contemplar as cores do entardecer, ver a noite chegar, ouvir histórias...nossa há muito tempo eu não fazia isso. Nesse domingo eu fiz. Sentada no batente da calçada, olhando o céu com riscos vermelhos tingindo o azul, vendo minha pequena brincar e acenar para os carros que passavam na rua.

As vizinhas do lado também estavam na calçada conversando. E me lembrei de um comentário de uma cliente que veio aqui e ficou na calçada sentada e eu a convidei para entrar. Ela disse “quero ficar aqui mesmo, faz tanto tempo que não sento na calçada assim”. E também me lembrei das tantas vezes na infância que fiquei na calçada com as amigas brincando no final da tarde e a noite vinha e ali ficávamos contando causos de assombração.

Minha irmã costuma dizer que isso é para quem não tem o que fazer e fica fofocando. Pode ser também. Mas é um costume muito comum no interior. Lembro de casas que tem até bancos na calçada. E aqui também tem bairros que conservam o sentar na calçada.

E nesse domingo de verão no inverno de agosto foi uma delícia brincar na calçada com a Isa...ficamos ali horas conversando, cantando, curtindo o tempo passar. E me dei conta de como é bom ter uma calçada para sentar.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...