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segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

sobre horário, atendimento e disciplina

Já recebi xingamentos por não ter atendido o telefonema do cliente em um horário que não é o de atendimento definido e informado em nossos canais. Já também ouvi comentários irônicos sobre “erro” ou “privilégio” em fechar o estabelecimento às 17:00. Isso ouvi ao retornar à ligação que apareceu nas chamadas perdidas no dia seguinte. Da mesma forma vou respondendo as mensagens enviadas pelo WhatsApp no horário comercial da empresa que é das 8:00 às 17:00. Os xingamentos e mensagens inadequadas, para dizer o mínimo, também são enviadas por mensagem, algumas seguidas de muitas interrogações.

Eu compreendo a urgência de alguns clientes, no entanto, espero que tenham respeito e compreensão pelo horário de funcionamento da empresa. Nossa estrutura de atendimento é projetada para este horário. Temos compromisso com nossa agenda familiar e esse é o principal motivo para o fechamento da empresa às 17:00. O período do descanso é prioridade para o bom desempenho das atividades. Qualidade combina com eficiência e a disciplina com o horário escolhido é fundamental para que que essas duas características estejam conciliadas com o trabalho que executamos.

Apesar do aborrecimento inicial esses acontecimentos desagradáveis que aconteceram em 2018 serviram como lição para aprimorar minha capacidade de respirar profundamente, agradecer o contato e desejar boa sorte como resposta. Aos xingamentos, alguns deles bem ofensivos, respondi simples e objetiva. Renderia até processo. Uma das pessoas incluídas nesse histórico, tempos depois enviou mensagem pedindo desculpas, justificando que estava “estressado ao escrever tudo aquilo”. Eu agradeci sua mensagem de desculpas, foi a única.

Para 2019 a determinação segue contínua, ter disciplina com o horário estabelecido e seguir filtrando e valorizando as relações saudáveis que fazem diferença turbo em nossa jornada.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Menos rótulos, mais respeito

Essa onda de preconceito tem cultivado um terreno perigoso entre as pessoas. Desencadeada com a campanha eleitoral fez brotar sementes de intolerância que estão atingindo um nível preocupante. Que colheita terá com esse clima? Tenho escutado coisas assustadoras sobre nordestinos, sobre divisão do país, entre outras “pregações” de argumentos preconceituosos de quem se considera “melhor”. Pessoas que utilizam rótulos para designar as pessoas como “ignorantes” “falsos” e outros que nem vou mencionar. Quem rotula restringe seu ângulo de visão. Quem privilegia o respeito expande sua percepção.

Sei que esses ataques preconceituosos são de uma minoria e espero que continue sendo. E por mais que nos afetem essas citações, é melhor não dar espaço para raiva e alimentar essa energia. Isso não quer dizer que devemos nos calar diante dessa falta de respeito até porque é crime. Mesmo se o sangue ferver, vamos conter nossos ânimos para não retrucar no mesmo tom. Como diz Jean de La Fontaine: “Paciência e nada de pressas fazem mais do que a força e a ira.”

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Sobre preconceito

É incrível como o veneno do preconceito está enraizado na sociedade. Todos os dias um ou mais casos são publicados em diferentes mídias e também ouvimos relatos de pessoas próximas sobre o assunto. Muitas pessoas já sofreram e continuam a sofrer na pele, alma, mente e coração, esse veneno dolorido dos mais diversos preconceitos que envergonham nossa espécie nos mais variados cantos do mundo. Penso que estamos envenenando nosso planeta de variadas formas, o preconceito é um deles.

Eu enxergo a diversidade como uma grande riqueza e, infelizmente, observo no cotidiano as pessoas enxergarem com a lente do inferior ou superior. Ao invés de semear a igualdade e o respeito, multiplicam a desigualdade e a discórdia. Seja lá de onde for, carregamos consigo nossas raízes que são ampliadas quanto agregamos o diálogo e o intercâmbio com outras culturas. Sinto muito pesar quando ouço dizerem de modo pejorativo que mineiro é isso, pernambucano é aquilo, carioca é assim, o cearense é assado. E fico extremamente alegre quanto ouço de uma forma oposta, ressaltando a beleza do traço de cada lugar, relevando que o diferencial é uma preciosidade.

Esses dias eu atendi um cliente que depois de ouvir a resposta sobre sua consulta indagou: onde fica a Marcos Turbo? Respondi: em Osasco, São Paulo. E ele prosseguiu: Só que você não é paulista não! Respondi: não, sou pernambucana. O cliente respondeu: logo vi que era do Nordeste, com esse sotaque e alegria na fala, dá até pra sentir seu sorriso. O sorriso se tornou gargalhada agradecida. E o cliente finalizou agradecendo as informações e depois retornou para fechar o pedido. Sim, tem pessoas com outra visão. Ele sinalizou um dos traços do povo nordestino que aprecio muito, a alegria. Claro que já passei por situações contrárias, só que esse atendimento acendeu minha esperança de que cada vez mais pessoas valorizem o respeito à diversidade ao invés de enaltecer o preconceito.

A história é recheada de acontecimentos que evidenciam o quanto o preconceito destrói vidas e corrói as relações. Fica a esperança de que a natureza de que “somos todos um” possam conectar mais e mais corações e fazer com que as pessoas sejam agentes transformadores de um mundo melhor que priorize o respeito porque o diferente está na essência da vida.
Crédito imagem: Facebook Hierophant

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...