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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

9ª edição do Leia Mulheres Osasco

Foi a primeira edição de 2020. E a 9ª edição do Leia Mulheres Osasco. O encontro é sempre um reencontro e uma partilha de percepções das diferentes leituras que o livro floresce em cada leitor. A comunhão do sentir, aprender, ensinar e trocar, é mesmo uma potência do livro. O desta edição, Fique Comigo, da escritora nigeriana Ayòbámi Adébáyó, tem um enredo envolvente que provoca vários questionamentos sobre as relações. Nos faz refletir sobre padrões, mentiras, verdades, escolhas e tantos outros sentimentos que as linhas e entrelinhas do livro acende, como uma fogueira viva.

A 9ª edição do Leia Mulheres Osasco aconteceu em um novo endereço. As edições anteriores foram realizadas na Biblioteca Municipal Monteiro Lobato. Este ano nossos encontros serão na Coordenadoria da Mulher, Igualdade Racial e Diversidade Sexual, na Rua Salém Bechara, 407. Obrigada Simone de Carvalho pela acolhida tão afetuosa e por acreditar nesse projeto que inspira a força da leitura. Gratidão as mediadoras Viviane Nogueira e Pilar Bu e todas as participantes. Foi marcante. Até o próximo dia 19/03/2020.
20/02/2020 Leia Mulheres Osasco

Conheça mais sobre o Leia Mulheres e todos os clubes de leitura no site
https://leiamulheres.com.br/

Neste link Pilar Bu escreve sobre as edições de 2019 do Leia Mulheres Osasco
https://medium.com/@PilarBu/leia-mulheres-osasco-2019-542c46de574c

Acesse no Instagram e Facebook sobre o Leia Mulheres Osasco #leiamulheresosasco 

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Livro, companhia, café, combinação

No ponto com o livro na mão. De vez em quando eu tirava o olhar da página para ver se o ônibus estava chegando. Já me avisaram que tem um App que avisa a rota do bus e imagino que ele seja útil. Umas 8 pessoas no ponto, concentrada nas telas. Depois de 10 minutos o ônibus chegou, tinha o meu lugar preferido para sentar, o banco alto. Conclui o capítulo, fechei o livro no meu colo e fiquei contemplando pela janela o movimento da rua. Um vai e vem rápido, um grupo de alunos rindo muito, com suas mochilas nas costas e celulares nas mãos, uma senhora com passos lentos...Nesse tempo de contemplação perdi o ponto, desci no outro. Tudo bem, hoje estou sem pressa. Fiquei pensando se em tempos tão virtuais alguém ainda lê no ônibus, contempla a paisagem e joga conversa fora. Desço e retorno pela rua que não precisava ter percorrido se tivesse decido no ponto certo, segurando o livro na mão e sentindo o vento frio do inverno. Resolvi parar para tomar um café, com leite, daqueles com espuma. E enquanto saboreio minha bebida favorita, leio mais um capítulo. Que delícia de companhia e combinação.
Livro companhia da tarde invernal. Excelente novela!

Onde e como ficam gravadas nossas impressões? Como é o retrato do lar nossa casa? Quanto aprendizado e descobertas uma viagem pode representar? Como a despedida e o recomeço são entrelaçados? Quantas encruzilhadas nos reserva o caminho? De que forma tecemos nossa telepatia? No meu caso, os sentidos são a teia. Talvez seja porque desde cedo eu aprendi que sentir faz toda diferença. A telepatia são os outros, livro de Ana Rusche, tema da 4ª edição do Leia Mulheres Osasco, proporcionou uma partilha de percepções tão sensoriais. Incrível como um livro é capaz de aflorar nossas memórias e tecer laços. Gratidão pela presença da autora e de todos, registrando mais um especial encontro do projeto. Até a próxima edição. #leiamulheresosasco

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

O livro, o Leminski, os laços poéticos

No final do ano eu fiquei 2 semanas em casa. E consegui fazer algumas arrumações. Uma delas foi ajeitar algumas coisas da Bruna, minha primogênita que mora longe. Já teve muitas, agora só algumas coisas delas continuam guardadas. O guarda roupa foi esvaziando aos poucos e cada vez que vou separando e doando é um misto de saudade, despedida e desapego, tudo misturado. Dessa vez encontrei uma preciosidade, um livro de poesia, minha primeira leitura de 2019. Sim, os livros ficam, são tesouros. Dentro do livro encontrei um artigo de Eliane Brum, uma carta de despedida de um hóspede do Okupe Hostel e um folheto de marmitex, marcando três páginas.

Eu não tenho palavras para descrever a sintonia dessas marcações. Leminski é sensacional, sua poesia ímpar, as vezes ácida, outras tão ternas, traça um caminho que percorre nossa alma com tanta profundidade que ganha ecos e conexões cada vez que leio e releio. O livro já é tão íntimo e está em minha cabeceira e no meu coração impregnando meus sentidos. Um presente que tenho que ir devolver ao Okupe já que a carta cita o nome da minha filha Bruna e outras profissionais do Staff. O livro merece ficar no acervo do Hostel, a disposição dos hóspedes para propiciar outras leituras e conexões poéticas dessa obra tão intensa e atemporal que Paulo Leminski nos deixou como legado. Salve a poesia!

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...