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terça-feira, 25 de junho de 2024

Metamorfose presente

Neste dia invernal, com céu nublado e frescor, um bálsamo na secura dos últimos dias, reservei um tempo para escrever, ainda que ligeiro, respondendo ao questionamento de quem notou a ausência da minha escrita: “cadê você, senti falta dos seus textos, está tudo bem?”

Uma pausa sem escrita em meus Blogs, uma lacuna repleta de tantos acontecimentos e emoções que nenhuma medida é capaz de sinalizar. Há uma transformação tempestade nas estações do ano, num entrelaçar de Norte e Sul, num caminho que vai rasgando a alma...mesmo desfolhada eu sigo e sinto. É esse sentir que me faz viva.

A leveza das borboletas que nos visitam, lá e cá, até pousando em nós, traz os sinais dessa metamorfose na teia do presente, ressignificando o passado e moldando os rumos do futuro. Pretas com tons azuis, amarelas, laranjas e pintadas... voando na dança dos ventos e aflorando sorrisos banhados por lágrimas. Pequenas e grandiosas como mensageiras de esperança.

Seguindo a resposta: é possível que a ausência ainda seja prolongada. Por hora, muito obrigada pela mensagem. Mesmo em silêncio, seguirei sendo presença afeto. Gratidão!

Minhas meninas Bruna e Isa, somos laços atemporais.

terça-feira, 27 de agosto de 2019

Livro, companhia, café, combinação

No ponto com o livro na mão. De vez em quando eu tirava o olhar da página para ver se o ônibus estava chegando. Já me avisaram que tem um App que avisa a rota do bus e imagino que ele seja útil. Umas 8 pessoas no ponto, concentrada nas telas. Depois de 10 minutos o ônibus chegou, tinha o meu lugar preferido para sentar, o banco alto. Conclui o capítulo, fechei o livro no meu colo e fiquei contemplando pela janela o movimento da rua. Um vai e vem rápido, um grupo de alunos rindo muito, com suas mochilas nas costas e celulares nas mãos, uma senhora com passos lentos...Nesse tempo de contemplação perdi o ponto, desci no outro. Tudo bem, hoje estou sem pressa. Fiquei pensando se em tempos tão virtuais alguém ainda lê no ônibus, contempla a paisagem e joga conversa fora. Desço e retorno pela rua que não precisava ter percorrido se tivesse decido no ponto certo, segurando o livro na mão e sentindo o vento frio do inverno. Resolvi parar para tomar um café, com leite, daqueles com espuma. E enquanto saboreio minha bebida favorita, leio mais um capítulo. Que delícia de companhia e combinação.
Livro companhia da tarde invernal. Excelente novela!

Onde e como ficam gravadas nossas impressões? Como é o retrato do lar nossa casa? Quanto aprendizado e descobertas uma viagem pode representar? Como a despedida e o recomeço são entrelaçados? Quantas encruzilhadas nos reserva o caminho? De que forma tecemos nossa telepatia? No meu caso, os sentidos são a teia. Talvez seja porque desde cedo eu aprendi que sentir faz toda diferença. A telepatia são os outros, livro de Ana Rusche, tema da 4ª edição do Leia Mulheres Osasco, proporcionou uma partilha de percepções tão sensoriais. Incrível como um livro é capaz de aflorar nossas memórias e tecer laços. Gratidão pela presença da autora e de todos, registrando mais um especial encontro do projeto. Até a próxima edição. #leiamulheresosasco

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A água, a Isa, a concentração

A Isa nasceu regida pelo Elemento Água. É uma sintonia sagrada. Sua expressão de felicidade brincando na piscina e na praia é magnífica. Toda sua atenção está ali. Sua concentração é máxima. E como aprendemos ao observar uma criança. Ela concentra toda sua energia na brincadeira.

Penso que devemos agir assim. Concentrar-se e dedicar-se por completo na atividade que realizar. Isso é dá o melhor de si em cada etapa. Do detalhe mais complexo ao mais simples faça de forma integral. A música tem me ensinado a força da entrega. São abundantes as sensações do som na mente, no corpo, nos sentidos, vai além do que eu posso explicar.

Eu também sou regida pela Água e sinto-me como peixe de asas que pode mergulhar e voar por oceanos e céu de horizontes infinitos. Sou apaixonada pelo movimento da vida semelhante ao ciclo das águas que nunca cessam, vão e vem em direção ao mar.
Sinto a água na luz do raiar do dia, na ternura do entardecer, na suavidade do sereno da noite...

Sei que no caminho passamos por tempestades, por tormentas, por ondas fervorosas, são fases cujos frutos são lições preciosas. Mas, nada disso me impede a lançar-me na estrada dos meus sonhos. Sei que tenho muito para conquistar e meus passos seguem. Que eu possa cada vez mais aprender a me concentrar na beleza e ensinamentos de cada estação.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...