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sexta-feira, 2 de fevereiro de 2024

Notas 01/2024

Muitos dizem que janeiro foi longo. Eu digo que foi ligeiro. Eita quanta vida em 31 dias. Já até virou capítulo de 2024. Foram tantas emoções que as notas mensais renderiam um livro, então vou resumir as lembranças que pipocam aqui nessa manhã de escrita.

O Livramento
Na primeira sexta-feira do mês sofremos um acidente na Raposo Tavares. Numa fração de segundos a batida e os 2 capotamentos. O carro com os pneus para cima, meu filho preso, a Isa aterrorizada e todos nós salvos. Das frases que nunca vou esquecer, dita pela socorrista do SAMU que nos transportou ao hospital: “os anjos da guarda de vocês estão ativos.” Gratidão Senhor pelo Livramento. Ainda temos missões por aqui.

A viagem
Embarquei para Pernambuco, minha terra natal, para o sertão onde nasci. Na companhia das mochilas e do meu caçula Arthur. Dessa vez, consegui ficar duas semanas e não foi como um relâmpago como diz Vozinha, nossa matriarca prestes a completar 99 anos. A beleza e fortaleza do Sertão habitam meu espírito. Suas veredas estão em meus passos. O céu iluminado das Luas de todos os ciclos com o cintilar das estrelas próximas seguem iluminando minhas lembranças. E o riso de minha gente tatuado na alma. Um breve relato está escrito em meu Blog de Memórias.

O retorno
Cheguei em São Paulo num dia quente de verão, depois de uma turbulência no avião, daquelas que nunca mais esquecemos. No Uber, colecionei mais uma história de um motorista que seguirá em minhas orações cotidianas. Diz meu marido que sofro demais pelos outros, talvez seja porque em meu coração o sangue que circula tem a fervura do amor. No dia que eu não me compadecer pelo sofrimento do próximo, estarei morta. E bem viva cheguei e recebi o abraço da minha filha Isabelly. Bom viajar, mas retornar também é precioso. O cenário e os personagens da casa nos acolhem.

O ano letivo
Começou com a reunião, correria, livros, material, ajustes na rotina e recomeço. O ambiente escolar é desafiante. Aprender e ensinar são conexões da vida. E oxalá sejam contínuas. Um no ensino fundamental, outro no médio. Esses dias estavam no infantil. Força na lombar que grita porque está só começando. Que seja um ano aprendiz. A educação transforma. E por falar nela, destaco aqui o livro que li em janeiro, do Mario Sergio Cortella: A sorte segue a coragem.

Os aniversariantes
Minha irmã Lane no dia de Reis, minha amiga Carla e seu filho Caique, meu compadre Alisson, meu vozinho, o melhor aquariano do mundo, minhas amigas Dani e Amanda Paz, saudades dos nossos diálogos regados de café ou brisa do mar.  Ah e se eu esqueci alguém me perdoe... E por falar em aniversário, veio do Norte, no último dia de janeiro, a notícia que já é marca de 2024. Nunca esperei tanto o outono Sul Global.

Estamos em fevereiro e o relógio gira. Que seja um mês abençoado. Bora florescer

quarta-feira, 29 de março de 2023

Desfolhada

Minha flor do deserto desfolhou. As folhas secas agora adubam a terra e pequenas novas folhas começam a surgir no seu novo ciclo. Seu tronco me lembra o Baobá.  Lembrei-me das flores que desabrocharam há alguns meses e embelezaram meu quintal. Quantas vezes precisamos nos desfolhar para renascer? A cada fase lunar? No despertar do novo dia? O que levar na bagagem? O que se desfazer de vez? Na inquietude das perguntas que palpitam, o vento do outono sopra mudanças como um chamado.

Na minha quietude há um turbilhão de sensações que latejam. Sim eu ando quieta na minha quaresma transformadora. Nesse espaço tão meu que me convida a me escutar e se aproximar das minhas aspirações que tantas vezes foram deixadas de lado. Talvez seja a maturidade da pré menopausa sacudindo os sentimentos, ou apenas é chegada a hora de realmente me ouvir e fazer minhas escolhas.

Nesse conflito de tantas situações e nas reflexões tão profundas que afloram no meu silêncio, percebo o quanto me distanciei em alguns aspectos dos caminhos que um dia sonhei trilhar. E sim eu me dediquei muito e continuo me dedicando em tudo que me proponho a fazer, ainda que as decisões tenham sido conduzidas por prioridades que não estavam alinhadas com minha natureza. Não tinha como ser diferente diante das circunstâncias e tudo bem pelo aprendizado.

Olho pra trás e vejo que me deixei de lado muitas vezes. Não sinto culpa nem estou culpando ninguém, foram meus passos e tudo teve um propósito. Minha entrega de amor ao mundo e as pessoas da trança de gente que sou. Mas e agora? A idade avança e o tempo ligeiro tem me convocado a encarar a estrada que tenho pela frente. Uma tempestade de fortes marés no rio de sentimentos para navegar. Para chegar ao mar tenho que atravessar muitos solos, alguns bem áridos, para ir cultivando a fertilidade dos meus desejos. Neste momento estou apenas desfolhada. Ei de florescer!

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Tempo de florescer

Hoje acordei 5:00 para ver o dia nascer na primavera de um novo tempo. As estrelas piscavam no céu, despedindo-se da noite, um leve vento dançava na cortina. Que hora mágica o amanhecer, de repente a luz se faz presente e a claridade irradia por todo cenário da janela, os pássaros cantam anunciando a chegada da manhã. É dia, é primavera, é vida em movimento. Seja bem-vinda nova estação. É tempo para florescer com todo esplendor, concretizando todo potencial de renovação da semente em flores, para que o ciclo tenha continuidade.

Viva a vida, festeje a primavera. E que venham as tardes mornas com flores que encantam e perfumam a casa, com as manhãs frescas com orvalhos, com a brisa leve a embalar o cochilo na rede...ai como amo a estação da beleza!
Crédito imagem: FacebookHierophantMagazine

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...