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domingo, 16 de novembro de 2025

Círculo dos passos

A amizade é uma riqueza. Sou muito grata por cultivar ao longo dos anos esse tesouro atemporal. Das que se foram, mudaram geograficamente e seguimos acompanhando, outras que encerraram o ciclo e deixaram suas marcas. Sim, há relações que acontecem por determinado período, alguns nos decepcionam, machucam e nos afastamos, faz parte do roteiro, e deixam suas lições. Filtrar, perdoar e ficar com o aprendizado. E que alívio quando a ferida cicatriza!  E tem amizades que permanecem por décadas e até para sempre, formam uma rede na qual nos fortalecemos na escuta, na fala, no respeito das diferenças, no abraço, no silêncio, nas orações, uma segurando a mão da outra, partilhando dores e alegrias. Quantas vezes a palavra de uma amiga foi e segue sendo restauração.

Quando nos reunimos em nossas celebrações sinto tanta força. A Rita me disse na última sexta-feira que sou o núcleo que agrega, fiquei honrada com sua percepção. Nossa sintonia é elementar amiga e não preciso dizer mais nada. Cada encontro nosso é marcante e esse 14/11 foi especial. As risadas ecoaram mais uma vez registrando aquilo que tanto acredito: Riso é prece e cura. Ao redor da mesa, com água, cerveja e vinho, cada uma na sua bebida favorita, nós brindamos mais um ano juntas. Foi um ano desafiante para todas nós, cada uma na sua medida, buscando vencer as batalhas. Estamos vencendo e ainda que estejamos sangrando, ao olhar a estrada de 2025 vejo que as casquinhas das feridas estão se formando e que chegamos nessa nova estação ainda mais fortalecidas. Estou tão orgulhosa de todas vocês. Como disse a Alessandra: seguir o coração é o caminho.

Suzana destacou que todas as relações têm conflitos e que equilibrar os egos não é fácil. E aqui faço um adendo, para dizer que nesse processo é importante compreender nossos limites e não nos apagarmos para caber nas expectativas dos outros. Reconhecer que também falhamos é fundamental. Penso nas tantas vezes que não falamos sobre os erros que observamos em algumas atitudes, por medo de magoar, com receio de ser interpretado como julgamento, quando é apenas uma leitura que deveríamos compartilhar com o intuito de ajudar. Eu preciso aprimorar esse exercício. E aqui convoco de novo a Alessandra para a relevância do autoconhecimento e de práticas curativas que são capazes de ressignificar tantos acontecimentos e nos reconectar com nossa natureza circular. Ale você é canal de cura!

E chego na Guio que tem essa energia alegre que nos contagia. Ela é festa de cores. Uma amizade de 45 anos, com distância longa da migração, cada uma veio no seu tempo, e o reencontro orquestrado pela amiga Zilda, aconteceu no meu mundo mágico de OZ. Desde então seguimos próximas, alimentando nossa fé, nos amparando nos aperreios e vibrando nas conquistas. Admiro tanto sua criatividade, a melhor fotografa que temos. Seu olhar captura ângulos que só ela enxerga. Tua visão é comunhão de elementos. Acredita na sua potencialidade, do mesmo jeito que me motiva a despertar a minha. Sou grata por tua presença nesse caminhar.

Silvia, amiga da Vila pra toda vida. Você nasceu para brilhar! Teu Sol tem raios profundos. Permita que ele irradie por teus passos. Estou aqui e sempre estarei rezando por você e invocando a proteção de Deus e dos anjos na tua vida. Jamais estará sozinha. Sua renovação está em pleno curso. Adoramos ser recebidas pela anfitriã Sil, ser abraçada por teu humor, não o perca por nada! Tenho convicção de que iremos brindar suas vitórias nas próximas estações. Perseverança, fé, paz e alegria. Que o Espírito Santo te guie.

Amigas, muito obrigada. Onde meus passos trilharem, tenham certeza de que vocês estarão neles, na lembrança, saudade e afeto. Eu que sou gente que ama, desejo que o AMOR seja multiplicado na vida de todas vocês. Bora andar: “eu encontrarei meus pés no caminho.”

Gratidão Deus pelos anjos amigos!

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Dia memorável

Sexta-feira, verão, manhã, caminhada orante, passos, folhas personagens, pássaros cantando, beija-flor, suor, banho, café e saída de casa. Escola, na companhia do Elo Sagrado, andamos, pausa para deixar mochila, cachorro-quente no calçadão, estação Osasco, bilhete, trem. Destino Ipiranga para mais uma consulta na especialidade gratidão. Linha 8 Diamante, próximo a passagem entre os vagões, no balanço do meio que Arthur adora surfar, ela está encostada lendo seu kindle. Um casal ao meu lado fala em espanhol ligeiro, toca o telefone dele e inicia uma conversa operária com quem está do outro lado da linha, negociações nos trilhos. O trem é também comunhão de línguas, lugares e personagens.

Barra Funda, escadas e na plataforma logo embarcamos na linha 10-Turquesa. Descemos na Ipiranga, atravessamos o canteiro, a linha férrea, passamos pela comunidade, roupas no varal em frente as casas miúdas, rádio tocando, vozes misturadas, passos apressados, embaixo do viaduto o vai e vem das pessoas, atravessamos a rua e chegamos na parada dos motoboys em frente ao Mooca Plaza Shopping. Muitos ali esperando o chamado Ifood para sair com as entregas, disputando a pouca sombra da calçada. 34 graus marca a temperatura e o céu anuncia o temporal. Entramos no palácio das compras pela entrada dos boys delivery em frente a praça de alimentação. Almocei com o coração latejando. Perguntei ao segurança sobre a saída para pedir Uber e depois da parada para comprar o chocolate preferido da Isa que acontece nessas ocasiões médicas, nos sentamos no confortável e assombreado banco a espera do Uber. Pensei que os motoboys do outro lado, poderiam ter um desses também.

Trovões e nuvens anunciam a chegada do temporal e eu rezei para chegarmos antes dele desabar. Os pingos na janela, o Museu e o parque do Ipiranga e mais adiante o centro clínico. Desço e me deparo com a lixeira que dá o recado. Já no endereço familiar, com a chuva torrencial caindo lá fora, aguardamos o chamado da Doutora Thaís que nos recebeu com seu sorriso. A gratidão a essa especialista é contínua e o tratamento seguirá com novo retornos e, com a graça de Deus, avanços. Ainda chovia, de forma moderada, quando descemos do primeiro andar para iniciar o trajeto do retorno. Uma senhora passando mal, o socorro das enfermeiras, a aflição da acompanhante. Ao nosso lado um casal, a senhora dizendo ao marido que não voltaria com ele de moto, eles sofreram um acidente que a traumatizou e os pinos são lembretes doloridos. Ela me perguntou sobre estação metrô e trem por perto, eu expliquei e avisei que estava indo, ela disse que ia procurar ônibus para ir até lá e eu respondi que não precisava, que ela iria conosco. Não tenho dinheiro, retrucou. Não precisa eu já paguei o Uber e a senhora pode ir conosco.

Na corrida, ela nos conta detalhes sobre o infarto do marido, motorista do articulado do Campo Limpo-Bandeira, aposentado e que ainda trabalha porque precisa, de como homem doente dá trabalho e eu concordei e até o motorista do Uber entrou na roda, do filho que morreu com 48 anos há 2 meses sozinho em casa no bairro de Pinheiros com um pico de diabete e que só 2 dias depois encontraram seu corpo, da dor da perda...ela também irradiou alegria ao falar da construção de sua casa própria perto de Poá, que está fazendo um pouquinho por vez, que também é Pernambucana, vai fazer 70 anos em abril, tem 13 netos, ainda faz faxina e uns bicos...chegamos na Juventus-Mooca, antiga estação férrea. Dois rapazes que certamente voltavam do seu turno de trabalho, nos ajudaram a chegar na plataforma certa. A Dona Lourdes me falou da pamonha que “faz como ninguém”...entramos no trem, na próxima estação, Brás, ela desceu, nos despedimos no vagão e a gratidão no seu olhar fará morada eterna em minha alma...vou seguir sonhando com o sabor da pamonha...

Ainda na Turquesa, segurando perto da saída, uma nova conversa de duas mulheres jovens partilhando com sorriso a aridez de aperreios: “em casa só tenho 2 xícaras, 3 pratos, 1 cadeira e 2 copos. Nem posso receber ninguém” e gargalharam em sintonia. “No começo é assim mesmo e eu só tenho o que uso nem posso te ajudar, mas vou ver o que separo.” Elas pareciam ser companheiras de empresa ou bairro, dividindo cenas da vida na ida e volta da linha férrea. Um nó na garganta e a o aviso da nossa estação. Descemos na Barra Funda, elas e os demais seguiram. A estação do meu Palmeiras, meu time e eu senti saudades dos dias dos jogos que fui junto com meus irmãos. Sobe, desce escada, plataforma lotada de pessoas, uma filha consola a mãe que chora abraçada em seu ombro, ou seria amiga? Eu choro por dentro e ouço as maravilhas da química e da evolução tecnológica desse século que a Isa me ensina. Os ambulantes vendendo água, cerveja gelada, kit manicure pronto para uso: “já está amolado e esterilizado, só 20 Reais.” Depois de Altino saímos espremidas em Osasco. Estava abafado, tínhamos sede e cansaço. Água, café e partida. Isa foi encontrar o pai e irmão, eu segui para minha consulta.

Na Avenida Santo Antônio, o padroeiro de Osasco que está sem catedral. A construção da nova em pleno vapor. Enquanto aguardo minha vez, reencontro com conhecidos das antigas. Dessas surpresas preciosas que nutrem a teia do tempo. Da consulta para o café amizade. É incrível a grandeza do diálogo com quem temos refinamento de alma. Noite, calçada, céu, abraço e despedida. Entro no quinto Uber do dia. Destino casa. Sou surpreendida de uma maneira que não há palavras para descrever. O que eu ouvi e senti no intervalo de quase 20 minutos seguirá ecoando. Como alguém que talvez eu nunca mais encontre foi capaz de transmitir uma mensagem tão tocante? Que resposta! Deus envia sinais e anjos. É nessa trilha de AMOR que eu encontro sentido em todas as estações e com os personagens que eu cruzar.

Que dia Memorável! Gratidão Deus!

quarta-feira, 30 de agosto de 2023

Notas de agosto

O intenso agosto terminará com a Lua Cheia no céu de inverno. Escrever sobre o panorama do oitavo mês de 2023 renderia muitas páginas. Há muita vida no capítulo de um único mês. Fazendo um zoom ligeiro sobre os dias e semanas de agosto pipocam muitos acontecimentos, emoções e a certeza de que os encontros afetivos marcam nossa história. Vamos a seleção do que seguirá palpitando na continuidade dos dias vindouros:

O samba de OZ desembarcou na Vila na companhia de amigos que vibraram com o churrasco dos pais e amigos. Que celebração memorável. Logo teremos mais uma roda para brindar a alegria dos encontros. O diferencial que a presença faz em nossa história é marcante.

Tivemos temperaturas quente e muito fria também, nesse clima louco de terras paulistas. Dias de sol e chuva, de casaco e bermuda. Haja saúde para enfrentar tanta mudança. Teve sopa, feijoada, suco e sorvete. Aniversariantes especiais, pai, irmão e amiga.

Nasceram as folhas da Amoreira e as primeiras frutas. Hoje já experimentei a doçura da amora do meu jardim. Sinal do fim do inverno e da primavera que logo chegará. As flores vermelhas seguem enfeitando minha saída e chegada de casa. Tem pássaros na árvore e ninho no pinheiro. Borboletas brancas voando por perto. Livros companhias na rede, no sofá e cama.

Teve canto, sorriso e lágrimas. Silêncio e fala. Sonhos significativos, orações no Terço e missas. Agenda Norte e Sul, novo ciclo começando, jogos e provas do caçula aqui. Cansaço e força para as atividades da rotina. Cumpri minha meta de escrever 1 texto em cada um dos meus Blogs, falhei na rotina de exercícios.

Consegui definir e organizar datas das promessas viagens a serem cumpridas para completar o prometido em 2020. Tem muito afeto no caminho entre o mar e o sertão, nas passagens já vivenciadas que habitam a memória afetiva e nas próximas chegadas e partidas que estão no horizonte.

Planejar os passos é necessário para motivar e concretizar ações presentes e futuras. Ainda que haja dificuldades no trajeto não podemos esmorecer. Há uma energia poderosa quando nos propomos a fazer. Tem que girar a roda no ritmo das marés que tocam. Eu sigo escutando o vento e conversando com as plantas.

Gratidão agosto por tanta vida. E que venha setembro e que chegue a primavera. Estou pronta para a estação de um novo tempo.

as primeiras amoras 2023 do jardim

domingo, 6 de março de 2022

Pronta para o ciclo 47

Ainda é verão, o domingo está bem abafado, típico da estação paulista e logo teremos Lua Nova no céu, a minha lunação, o Sol no meu signo, o marco de um novo ciclo que já palpita com os desafios da estação 4.7. Ela chega amanhã. Sim, 47 anos da menina que teimosamente “se criou”. É que nasci tão miúda que alguns disseram que eu corria o risco de não me criar. Certo é que não cresci muito na estatura, mas até que cresci um bocado em outros aspectos. Também pudera, tenho muitas cicatrizes tatuadas em meus sentidos, cravadas pelo aprendizado árduo e leve do caminho já vivido.

Minha estrada tem linhas retas, subidas, descidas e curvas, pontuadas em cenários distintos e com muitos personagens entrelaçados. Eu sou uma colcha de retalhos, enfeitada por cactos e flores, com delicadeza e espinho, com riso e lágrimas, com afeto, dor e saudade, com aroma de mato e perfume da maresia. Espie isso, desde pequena, a menina nascida no sertão do Araripe, que conversava com as marés no açude de minha infância, parecia já sentir o chamado das ondas. Fui arrebatada de emoção quando avistei o mar, o meu lugar sagrado no universo.

É elementar, eu sou das Águas! Da nascente que jorra, da cachoeira que lava a alma, do açude, do riacho, do rio que percorre distâncias para desaguar no oceano, desbravando os territórios na comunhão dos solos rasos e profundos. Ser das águas é sentir a força da transformação contínua, é saber que a cada passagem vamos sendo alimentadas, é compreender que o caminho nunca cessa, vamos mergulhando em outras águas e ampliando a percepção da grandeza dos laços que somos.

Hoje, nesse meu último dia dos 46 anos, eu agradeço por cada passo percorrido até aqui. Estou em transição, passando por momentos doloridos, surpresa com minha intuição aguçada, com a serenidade que estou sentindo diante das adversidades. No meio do turbilhão, emergiu o fogo da coragem para que eu possa enfrentar cada missão. Cada acontecimento tem um significado e uma sintonia com um Propósito Maior. Eu corri o risco de me criar e estou aqui, Mulher, Mãe, Avó, única e múltipla, pronta para mergulhar nas águas aprendizes do próximo ciclo. Vem 47!

A menina do sertão


A menina do Mar

A menina dos livros

terça-feira, 30 de abril de 2019

Abril e o ciclo vida e morte do outono de todos os tempos

Abril sempre será um mês especial em minha vida. Nasceram no outono deste hemisfério, minha primogênita e meu caçula. Uma diferença de 18 anos entre eles. Um da Terra, outro do Fogo. E celebrar a vida dos dois é uma alegria que renova minha gratidão e a certeza de que cada estação tem muito sentido. O ciclo é perene, embora não sejamos imortais.

Mesmo que não compreendamos na hora e duvidemos em alguns momentos, tudo tem um propósito e vamos aprendendo. Assim o tempo vai nos moldando, e vice e versa também. Não à toa a energia gira circular. Faça um exercício de girar e sinta o movimento do vento. É mágico. “Coisa de doido” diz meu marido quando me ver nessa conexão, dançando e ouvindo o canto do vento. E respondo: Sou grata por ter nascido louca. E o som da minha gargalhada inunda o quintal e a leveza enlaça meu corpo.

E já que citamos movimento, abril foi fervoroso. Fazendo o zoom por tudo que passou dentro do mês percebo quanta vida nesse intervalo de tempo. Vou listar alguns acontecimentos que palpitam agora em minha memória coração:

Mãe viajou para ver vozinha. Meu irmão Paulo veio do Ceará para uma curta temporada e sua companhia alegre faz tão bem. Eu recebi minha adorável prima Ruthi em casa. Ah sua presença trouxe tanta ternura ao meu coração. Mistura de Pernambuco, Pará, São Paulo, Osasco, Cotia, cenários, cheiros, personagens, chegadas, saudades e partidas.

Fui ao Pronto Socorro, consulta, laboratório, sangue, exames, bactéria. Os imprevistos e os check-ups necessários. E até isso ensina que é preciso começar e seguir o passo a passo para definir e programar a solução.

Teve churrasco nas alturas e encontros no solo. Teve missa, domingo de Ramos, almoço de Páscoa. Café com gente amiga. Teve parque, teatro, bolo, trem, metrô, estações, prédios, livraria, ruas, avenidas, futebol, natação. Sorrisos e lágrimas. Livros, abraços e poesia. Alegrias e tristezas. Para lembrar que a presença da morte e vida está no cotidiano, em distintos contextos e com diferentes leituras.

Encerrando esse rascunho do mês, que apesar de nem chegar perto da intensidade de abril/2019, deixa rastro de sua grandeza, uma das minhas frases preferidas do Homem Aranha que tem sintonia com a minha teia enveredada de laços: “Se você guardar uma coisa tão complicada como o amor aqui dentro (no coração), vai ficar doente.” Peter Parker. E para finalizar, um trecho do melhor Spoilers de Vingadores Endgame, escrito por meu irmão Henrique:

“Sempre assisti filmes com meu filho. Outro dia, víamos uma foto sua ainda bebê segurando dois bonecos de super heróis. Sabemos que não estamos sozinhos no multiverso (ele sonha em viajar ao universo 616 e poder olhar para o alto em NY e ver o Homem-Aranha passando). Sabemos que a ficção é tão real quanto nossa própria vida e que o que se define fácil por realidade não nos é suficiente. Brincamos se não seríamos Odin e Thor levando uma vida mortal para aprender o que é ser humano. Super heróis é o que mais próximo temos de uma religião....
E então os Vingadores. Todos eles. Aqueles que haviam morrido voltavam um a um para enfrentar o inevitável. E ele finalmente, recompensado, sorriu, um sorriso que falhou, e seguiu um novo choro. Um choro diferente, aliviado.
Era de felicidade.
Para sempre vou lembrar do choro de felicidade do João, invariavelmente, e sentir felicidade junto. Eu mesmo chorei ali, feliz por e com ele. E vou sempre lembrar que o sorriso se banhou de lágrimas, exatamente no momento que mais se esticou, porque viu a volta daquele que mais o machucou ao morrer. O Homem-Aranha...
E espero que enquanto nossa mortal experiência neste universo durar, possamos continuar assistindo juntos à filmes e heróis.”

os personagens de abril. Muito amor nessa teia que entrelaça outras teias nessa trança de gente.

sexta-feira, 29 de março de 2019

Viva ao mês de março

É um mês muito celebrado em minha vida. Nasci em março. Minha mãe, avó, tia, sobrinho, primos, primas e amigas. Quanta gente querida. Das águas piscianas e do fogo de Áries. Uma comunhão de elementos. Do fogo que ilumina e aquece. E das águas ora mansas, ora tempestuosas, que vão nos ensinando o aprendizado de cada estação. Renascer é uma dádiva para seguir navegando pelo oceano da vida.

Quanta vida março! Quando paro para registrar minhas gratidões mensais e reflito sobre os acontecimentos do mês, sinto tanto entusiasmo por me permitir relembrar e agradecer a presença das pessoas que enfeitaram meu cotidiano. Agradeço nesse momento por observar que cada passo é importante. Agradecer é uma formar de oração e eu rezo entregando meu louvor a Deus. Sinto uma fortaleza por não ter esmorecido diante do cansaço e das dificuldades. Elas sempre irão existir e ter determinação para ir vencendo cada batalha, por menor que seja, é uma maneira de ir aprimorando nossa resiliência diante dos desafios. Essa convicção se torna cada vez mais presente em meu cotidiano.

E cada dia, por mais que muitos denominem rotina, tem seu diferencial. Mesmo nos dias mais difíceis, parar por alguns minutos para agradecer os pequenos encantos do cotidiano, traz uma sensação de leveza incrível. Sentir é o que nos faz enxergar a graça da vida em ação. Nesse mês de março eu tive o privilégio de viver emoções que marcam nossa jornada. E celebramos a amizade na comemoração do meu aniversário em um encontro cheio de risada e ternura, num lugar que tanto apreciamos. E como não dá para pontuar nem ilustrar todas as gratidões, faço aqui minha seleção de alguns momentos especiais de março/2019. Sigamos celebrando o ciclo da vida. E vamos lá que o último fim de semana de março já sopra os bons ventos do outono.

amigas especiais no meu aniversário. Mais um encontro memorável. Viva a amizade
O primeiro jogo de futebol no estádio. Meu Arthur vibrou muito com seu time do coração
os irmãos brincando com as folhas e flores do outono, o carinho que enternece meus sentidos

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

Fevereiro/2019, gratidão pela bênção da vida

O mês 01/2019 começou com a graça do florescer da vida. Nasceu minha neta. Minha filha tão longe, tão firme nesse momento único. Não tenho palavras que descrevam minha admiração, orgulho e alegria por sua força durante essa gestação, parto e com todo aprendizado que a cada dia a jornada maternal está lhe ensinando. Sempre digo que nossa proximidade é sagrada e pude sentir essa vibração ainda mais forte. É coisa de sentir, não tem como explicar. Renascemos, toda família, com essa bênção da menina que nasceu para semear o amor. Ela é filha, neta, bisneta e tataraneta. Ela é a luz de uma nova geração e nos sentimos agradecidos ao universo por sua vida. Peaches graciosa, nossa pequena estrela radiante, te AMAMOS!

O ciclo da vida é generoso. O hábito de agradecer até pelos pequenos detalhes do cotidiano como os passos pensantes que retomei, me faz enxergar cada vez mais a grandeza divina. Muito obrigada fevereiro/2019. Que venha março. O Sol já brilha em Peixes. Amém!

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Viver

A vida nos convida a viver. E viver é um grande desafio. O tempo de viver é hoje. O presente é a oportunidade que temos para viver o tempo da vida. Tenho uma vida pulsando em meu ventre e fico refletindo sobre o horizonte de aprendizado que meu filho terá possibilidade de conhecer e compartilhar. Viver é semear. Cada pessoa é uma semente conectada com outras sementes.

A vida é um rio que se movimenta ao sabor das marés das emoções e das relações. Há tanta beleza na arte de viver. Que possamos exercitar nossa capacidade de treinar a arte da vida em nosso cotidiano servindo com amor em cada pequeno detalhe. Viver é uma arte plural.
Minha palavra do dia 02/04/2012. Que eu possa VIVER!

domingo, 10 de julho de 2011

Junho turbinado

Este post está bem atrasado. Normalmente eu publico minha síntese turbinada mensal no último dia do mês ou logo no início do mês sequencial. Junho já se faz diferencial dos demais meses do primeiro semestre por este atraso que tem um motivo muito especial. Foi um mês de mudança. Mudar faz parte do curso da vida e certas mudanças são tão intensas que modificam nossa rotina e nos faz centralizar um foco em um objetivo. É como diz minha amiga Master Coach Fatyma de Moraes, certas situações demandam 120% de nossa energia no processo inicial. É o impulso necessário para que as próximas ações sigam o fluxo progressivo.

Hoje é dia 10/07. Tem uma linda Lua iluminando a noite do inverno. Eu a contemplei no meu quintal e vou dormir com sua bela imagem em minha lente coração. Mas, antes de adormecer, quero cumprir esta tarefa mensal que está no meu check list de tarefas grifada como pendência. Meu post do mês turbinado, do fantástico mês de junho que marca a chegada do inverno, estação preferida da minha filha Bruna. É também o mês de Santo Antônio, São João e São Pedro. Mês das festas juninas, das fogueiras, da alegria do São João que agitam as noites nordestinas. Lembro com carinho das novenas de São João do sertão. Recordações da infância que são eternas.

Junho foi sim turbinado. Um mês de muito trabalho na Marcos Turbo. Muitos posts no Blog, promoções na Loja Virtual de turbinas, anúncios de turbinas automotivas e diesel e outras ações no cotidiano turbo da empresa. No Blog Cidades Turbinadas, as cidades sorteadas do mês estão aguardando as publicações. Acontece que por conta da mudança, não tive tempo suficiente para fazer as pesquisas e a produção dos conteúdos. Meu compromisso com cada cidade é muito importante e só escrevo quando consigo combinar as informações que me permitam conhecer melhor a cidade e me sentir preparada para descrever minha leitura. Este mês de julho vou atualizar a programação das postagens.

Em junho o roteiro do cotidiano foi alterado. É sempre possível programar um novo roteiro. Uns ajustes aqui, outros ali, e tudo vai adquirindo o ritmo de melhorias. Senti muita falta de não participar das atividades da agenda do Esppaço Alpha, em especial, da edição da Escola das Deusas. Mesmo ausente fisicamente sinto-me parte do projeto e sou muito grata por tudo que aprendi com a Escola das Deusas. Tenho muita gratidão pelas lições do coaching feminino e tantos outros conhecimentos compartilhadas de forma tão participativa na Escola das Deusas. A positiva troca de informações e experiências é uma oportunidade enriquecedora de aprendizado e evolução.

Quero agradecer muito o mês de junho em minha vida. Sem dúvida, um mês inesquecível em minha história. Obrigada, mil vezes obrigada pela bênção da vida.
Em homenagem ao meu irmão Henrique que faz aniversário em junho. MUITO ESPECIAL!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Nossos jardins

Toda sexta-feira eu assisto o quadro verde da Ananda Apple no Bom Dia São Paulo. E que maravilha começar o dia com a beleza das flores, plantas e árvores, tão belas e tão diferentes, enfeitando nossos jardins. Cada edição do quadro é uma oportunidade para mergulhar nossos sentidos na encantadora beleza da natureza. Dos maiores aos menores, cada jardim é um espaço de vida, aconchego e proximidade. Jardim é um lugar de encontro.

Os jardins holandeses foram os destaques das últimas edições do quadro verde que assisti. Quanta cor, quanto amor. Tulipas enchendo de graça parques, praças, sacadas, jardins e casas. Quintais que são palcos para jardins com detalhes tão simples e primorosos, cuidados com carinho e dedicação pelas famílias. Como são angelicais as flores das cerejeiras e macieiras, deslumbrantes na paisagem da Holanda, assim, como outros exemplares de árvores e flores exibidas com tanta maestria pelas reportagens.

As matérias me fizeram pensar nos jardins de minha vida. Aqueles jardins que tocaram minha alma com sua graça. Lembrei-me das árvores do meu caminho, algumas próximas, outras distantes, mas que sempre estão comigo porque estão eternizadas em meu coração. Saudade feliz dos pequenos canteiros suspensos em jirau do quintal da minha avó. Ao passar por lá sempre me aproximava e ficava inalando o perfume de hortelã e cravo. Tenho também na memória a lembrança de um quintal gracioso da casa de uma tia do meu pai que ficava no sítio. Em um grande jirau e também no chão, canteiros cobertos por cravos vermelhos e brancos cuidadosamente regados para suportar o clima do sertão. E nesse território também tem lugar para as flores do umbuzeiro. E como é doce a sombra do juazeiro. Que delícia sentir saudade feliz.

As reportagens do quadro verde são inspiradoras. Interligam passado, presente e futuro na jornada dos jardins de todos os tempos. Os jardins nos convidam a viver. Nossa vida pode ser representada por um jardim que se transforma a cada estação. Passamos por vários estágios para chegar à florada anual e depois recomeçamos o ciclo. Cultivar nosso jardim é um desafio que pode ser regado de muito aprendizado e beleza.

Parabéns Ananda Apple pelo Quadro Verde.
Desejo que os jardins coloridos de sua vida tenham aromas de felicidades.Crédito imagem: G1 Bom Dia SP galeria de fotos Quadro Verde Holanda

sábado, 23 de abril de 2011

Aniversário da Filha Bruna

No ano comemoramos vários aniversários. Da família, dos amigos. Todos são momentos especiais porque compartilhamos dessa energia de renovação. Hoje é aniversário da minha filha Bruna. Ela está completando 17 anos. E como é intenso acompanhar o aniversário das filhas porque lembramos de todo trajeto, desde a concepção. Nesse roteiro vamos vendo os capítulos e enxergando que o passo a passo da caminhada é um grande tesouro. Os erros ensinam. O perdão enobrece. O amor liberta e nos dá asas para voar. Olho o passado com gratidão fazendo filtros lições e procuro partilhar essa visão com minhas filhas, enaltecendo que o importante é viver com foco no presente que projeta o futuro.

Meu melhor presente é a dimensão infinita do amor que a maternidade me concede a cada dia. Hoje já acendi vela para o anjo da guarda de minha amada Bruna. Já a acordei com um abraço e beijo, já fiz minha oração, já agradeci a bênção de ser sua mãe. O presente é simbólico e retrata uma imagem do que sentimos. O verdadeiro presente é o amor.

Para minha Bruna linda e profunda, desejo toda FELICIDADE. Seu sorriso é uma inspiração. Seu olhar tem o brilho das estrelas, a imensidão do oceano, a amplitude universal de uma menina mulher que desfila sua essência na rota de sua vida.

Que este novo ciclo, seja uma estrada de aprendizado. Te amo! Única na sua natureza SAGRADA! Minha ESPECIAL Bruna.

quarta-feira, 23 de março de 2011

A música que nos toca

É como um bálsamo que acaricia a alma.
É como a mais doce brisa que afaga a pele.
É o som dos campos universais
É o murmúrio suave das águas
É a voz do vento que sopra alegria
É o afago da sombra da árvore
É o aroma mais perfumado

É amor em notas
É amor em vibrações
É energia de conexão
É amor sagradohttp://www.youtube.com/watch?v=T2NEU6Xf7lM

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Novembro turbinado

Encerrando mais um mês turbinado do ano no ritmo do balanço 2010 e com muitas reflexões. Quando nos dispomos a ver as situações por diferentes ângulos e enfrentamos os questionamentos com coragem conseguimos nos aprofundar melhor. Novembro foi um mês importante por muitos aspectos, em especial, por me permitir pensar e repensar. Concluo o mês agradecendo com muito amor por todos os dias e noites, por todos os pensamentos e ações, pelas leituras e escritas, pelas percepções, pela ausência e proximidade e por tudo que está fervilhando em minha mente.

Em novembro viajamos. Curtimos novos ares, paisagens, pessoas e tantos outros detalhes que uma viagem nos proporciona. Poderia listar tantos pontos, mas, basta dizer que as imensidões do mar, do céu e do vento, tocaram minha alma e me chamaram a olhar fundo o mundo que habita em meu ser. A visão de dentro da janela me faz ver com clareza as projeções do que quero, das mudanças que preciso realizar e renova minha energia para traçar meus planos futuros com a convicção de que tenho sim o poder de concretizar meus sonhos.

Novembro foi e continuará sendo um mês marcante por me fazer enxergar a grandeza do amor no seu formato mais sublime, na expressão mais pura, na compaixão natural, na voz que fala além das palavras, nos sentimentos verdadeiros que o coração enxerga de maneira tão clara como a aurora. O amor é a essência que nos revela a luz mesmo que por meio da sombra. E é o amor que nos conecta com o divino e nos faz sentir a força criativa que ganha forma nas nossas habilidades. O amor é uma força fenomenal.

Quanta vida em um mês! Em novembro estive na companhia de amigos, da família, do trabalho, da saudade, da alegria, do cansaço, do estresse. Tivemos movimento na Marcos Turbo na loja virtual e presencial. Novos clientes, novas cidades no Blog Cidades Turbinadas. É motivador viajar semanalmente pelas descobertas sobre a cidade sorteada da semana. Aprendo muito com cada cidade. Toda cidade é um livro de muitas páginas e histórias.

Em novembro agendei e fui ao médico, fiz exames e já marquei o retorno. É uma ação simples que por tantas vezes protelei. Muitas vezes emaranhada no cotidiano vamos deixando de lado uma série de assuntos. O deixa para depois é muito nocivo. Cuidar de si mesmo é vital e se reflete positivamente em outras atividades. É preciso ter responsabilidade consigo mesmo e organizar o tempo de nossa vida priorizando também o que nos faz bem.

Terminei novembro exercitando minha mente com um excelente papo com minha Fatyma de Moraes. Precisamos dialogar mais. É muito proveitoso ouvi-la falar de seus estudos, experiências, análises e projetos. Já li vários livros por sua indicação e sempre saio de nossas conversas com o espírito ávido por aprender. A amizade é mesmo um ótimo estímulo para a mente e uma bênção para o coração. Agradeço de coração todos meus especiais e raros amigos que me alimentam com seu carinho. É maravilhoso ter a oportunidade de compartilhar nossa vida com pessoas com as quais temos uma sintonia refinada!

Obrigada novembro turbinado de emoções. Minhas reflexões continuam. É tempo de questionar para expandir. Meus passos navegam nas ondas do mar, nas águas navego por mares infinitos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Meus passos seguirão

Organizar a retrospectiva para o aniversário da Isabelly foi uma experiência valiosa.

As cinco legendas finais dizem tudo:

Treinei muito e aprendi a andar...
Fui apresentada ao universo dos livros...
E agora ninguém me segura...
Porque enxergo um horizonte amplo...
Por onde meus passos seguirão...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Meus ancestrais, minhas raízes, minha história

Não conheço com profundidade as origens dos meus antepassados, mas os reverencio porque sei que eles são parte de minha história, da minha genealogia, da minha vida, do meu sobrenome, do meu sangue. Quando conhecemos nossas raízes nos encontramos com nós mesmos através dos laços que somos formados.

Tive a grande sorte de conhecer de perto meus avôs e graças a Deus minha vozinha e vozinho, os pais de minha guerreira mãe, ainda estão conosco. Tive a felicidade de conhecer alguns bisavós e bisavôs que se tornaram personagens marcantes da minha infância. Lembro deles com um imenso carinho e muita gratidão.

As bisas são especiais, conheci três. A vovó Yayá foi a primeira que faleceu, era tão pequena, mas tinha uma grandeza em seu jeito frágil. Tinha a mãe do meu vozinho que eu não recordo o nome, mas lembro muito bem de seus traços e dela sentada na sua cadeira de balanço na calçada de Trindade. O tempo passou e logo ela estava caducando e a memória foi fraquejando. De vez em quando acertava o nome dos netos e bisnetos. E tinha a Aurora, mãe da minha vozinha, a quem eu chamava de vó da Ingá, por causa do sítio. Sua presença simples iluminava toda a casa, do raiar do dia até o anoitecer. Sua expressão era leve como seu sorriso.

E tem os dois bisavôs que são verdadeiros extremos. O vovô Vigário era uma figura. Ele adorava contar os “causos” de suas andanças. Recordo-me dele na sua casa em Trindade junto com a Santina com quem ele casou depois que a bisa Yayá faleceu. Aliás, os dois andando juntos na rua era uma graça. Ela tinha um jeito de andar muito estranho. Sei que as histórias do Vovô eram muito divertidas. Meus tios costumavam dizer que ele tinha gosto por “engrandecer” seus feitos.

E o outro bisavô a quem eu chamava de vô do Ingá, também como referência ao sítio, era o marido da Aurora. Lembro dele montado no seu cavalo, seu companheiro nas estradas e veredas da caatinga. Sem dúvida, um homem valente, um vaqueiro do sertão que não perdia a Missa dos Vaqueiros de Serrita e que gostava de poesia mesmo sem saber ler nem escrever. Ele gostava de ficar no alpendre de sua casa recitando poemas que surgiam de sua mente criativa. Tenho muito orgulho de sua veia poética.

E tem minhas duas avós. Uma delas partiu em 2009 nos deixando muita saudade. Ela continua comigo, viva na minha lembrança. Minha avó Cotinha nos deixou um legado de força. Ela é filha do vovô Vigário e da vovó Yayá. Uma mãe sensível, batalhadora e que sempre acolhia todos. Lembro do seu abraço carinhoso e do seu imenso amor e preocupação com sua família. Ela morou em diferentes casas e cidades e foi deixando sua marca por onde passou. Minha avó e madrinha, sua marca de amor estará sempre comigo.

E tem a minha amada vozinha. Não vejo a hora de chegar junho para visitá-la. Admiro tanto minha vó. Ela tem um jeito todo único de transmitir seu afeto. Ela briga e parece está sempre brava, mas aprendi que esse é seu modo de expressar o gigante amor que ela sente por toda sua família. Lembro dela ouvindo a missa e rezando o terço toda noite junto com meu avô. Seu canto é sagrado. Minha vozinha é uma Fortaleza, tem uma fé excepcional, é uma mulher de princípios que tem uma essência firme. Ela é encantadora, é ariana como minha mãe, é determinada, decidida e verdadeira.

E tem o vô Chico. Meu avô e padrinho. Que homem memorável e lindo. Sua pele negra, seu cabelo preto, seu olhos profundos. Seu humor sempre foi uma característica marcante. Como se diz por lá, ela “mangava” de todo mundo. Gostava de colocar apelidos. Eu branca que nem algodão e ele me chamava de minha preta. A última vez que nos falamos foi por telefone, faz um tempo. A Bruna tinha dois anos e eu tinha enviado uma foto de sua bisneta para ele conhecer. Quando perguntei se ele tinha gostado de sua bisneta, ele respondeu sorrindo: “é a minha cara, galega dos olhos de gato” rsrsrs. Nunca vou esquecer sua risada, sua alegria, sua beleza rara.

E tem meu vozinho Enoque. Tão sensível, tão cativante, tão bondoso, tão simples. Ele é puro amor e sensibilidade. Adora sentar embaixo da algaroba para fumar seu cigarro. Fica no alpendre contemplando o horizonte com seu olhar de sonhador. Meu avô tem uma trajetória de vida incrível. Ele é um exemplo de vitória, superação e do quanto temos capacidade de recomeçar e encontrar nosso lugar no mundo. E ele agüenta as brigas da minha avó há quase 60 anos rsrsrs. Ele é muito paciente também. Eu o amo muito por tudo que me ensinou mesmo quando não disse uma única palavra. Ele é o homem mais maravilhoso que já conheci. Meu querido Vozinho, minha gratidão por fazer parte de minha história. Por toda eternidade sua presença estará comigo.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Sono sem sonho anestésico

Como é bom estar em casa depois de ficar internada no Hospital. Com essa somou-se 3 vezes, sendo que nas últimas duas foram especiais, parto normal, sem anestesia. Dessa vez uma pedra no meu caminho. E que pedra trabalhosa! Felizmente tudo correu bem, não me lembro de ter sonhado durante a cirurgia, mas lembro nitidamente das últimas imagens que vislumbrei antes de cair no sono anestésico.
O melhor de tudo é despertar. Ufa! Acordar é um bálsamo daqueles que não há como explicar. Sentir a vida pulsar nos batimentos cardíacos e no silêncio do coração é uma sensação tão vibrante que nos damos conta do milagre da vida. Penso em quantas vezes deixamos de agradecer o dia que nasce, o orvalho da manhã, os raios de Sol que entram pela janela e inundam o ambiente de energia dourada. Obrigada Vida em toda sua plenitude.

O difícil agora é repousar com tanta disposição para fazer acontecer. O final do ano chegou e 2010 anuncia um novo tempo. Mas, o repouso é necessário e tudo tem a hora oportuna. Não podemos descuidar da saúde. Nosso corpo é um Templo Sagrado e o cuidar de si deve fazer parte da rotina de todas as pessoas.
Equilíbrio é saúde e qualidade de vida.

Meu sono está tranqüilo. Meus sonhos são raros, porém, intensos e com muito significado. Tenho clareza das minhas metas reais e sei que tenho capacidade de realizá-las com fé, persistência, determinação, coragem e, acima de tudo, muito amor. Meu propósito maior é melhorar sempre. Podemos sempre fazer melhor porque estamos aqui para evoluir!

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A água, a Isa, a concentração

A Isa nasceu regida pelo Elemento Água. É uma sintonia sagrada. Sua expressão de felicidade brincando na piscina e na praia é magnífica. Toda sua atenção está ali. Sua concentração é máxima. E como aprendemos ao observar uma criança. Ela concentra toda sua energia na brincadeira.

Penso que devemos agir assim. Concentrar-se e dedicar-se por completo na atividade que realizar. Isso é dá o melhor de si em cada etapa. Do detalhe mais complexo ao mais simples faça de forma integral. A música tem me ensinado a força da entrega. São abundantes as sensações do som na mente, no corpo, nos sentidos, vai além do que eu posso explicar.

Eu também sou regida pela Água e sinto-me como peixe de asas que pode mergulhar e voar por oceanos e céu de horizontes infinitos. Sou apaixonada pelo movimento da vida semelhante ao ciclo das águas que nunca cessam, vão e vem em direção ao mar.
Sinto a água na luz do raiar do dia, na ternura do entardecer, na suavidade do sereno da noite...

Sei que no caminho passamos por tempestades, por tormentas, por ondas fervorosas, são fases cujos frutos são lições preciosas. Mas, nada disso me impede a lançar-me na estrada dos meus sonhos. Sei que tenho muito para conquistar e meus passos seguem. Que eu possa cada vez mais aprender a me concentrar na beleza e ensinamentos de cada estação.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sol na janela da Vida

A janela do meu quarto está de frente para o nascer do Sol. É mesmo uma bênção. Hoje acordei cedo e ao abrir a janela vi um lindo Sol iluminando a manhã. Depois de tantos dias nublados, que felicidade acordar assim.

Já imaginei os raios do Sol refletidos no azul do mar que está logo ali depois da Serra. Lembrei que estamos na primavera que nos mostra que mesmo depois de um inverno intenso a vida renasce em folhas e flores que enfeitam a natureza.

E lembrei-me do alto da montanha e de como é lindo ver o amanhecer e entardecer se derramando pelos vales. E fiquei com saudade das trilhas. Como é prazeroso andar sentindo os aromas das paisagens, vislumbrando a diversidade da vida em tantas espécies, ouvindo sons que tocam o coração, aflorando os sentidos...

Saudades de mergulhar...como isso me faz bem...afundar nas águas e ficar olhando os reflexos do sol. Voltar, respirar e novamente mergulhar...nadar...sentir as marés, o bailar das ondas, movimento das águas, movimento da vida.

Quanta gratidão ao universo...ao Sol na manhã de primavera que traz luz para o meu dia. E que delícia acordar com o carinho das minhas filhas adoráveis Bruna e Isa e sentir meu coração inundar de amor. Sol no mar da Cidade do Cabo - África do Sul
Foto clicada pelo meu irmão Paulo Eugênio

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Sagrada Árvore


Hoje é dia da Árvore. E quantas árvores fazem parte de minha história. Da infância lembro dos vários umbuzeiros e que delícia sua fruta. A mangueira da casa dos avos e do juá, uma árvore frondosa no terreiro da casa de uma tia muito querida.

No meu bairro tem ipê roxo e sibipuruna amarela. E como é linda a florada do ipê amarelo. Já comi bastante goiaba no pé, graviola e pinha. Árvores frutíferas que acompanham as estações e tem o tempo oportuno do seu fruto.

Quando desço a Serra do Mar indo pro litoral Sul ou Norte fico fascinada ao ollhar a Serra e ver a imensidão do verde que abriga diferentes espécies. Na Mata Atlântica têm quaresmeira, jequitibás, palmeiras... A biodiversidade do Brasil é uma riqueza. Temos tantas árvores, o pequizeiro no Cerrado, o Buriti no Pantanal, a castanheira-do-pará na Amazônia e tantas outras.

Árvores das estradas, da calçada, da praça, dos parques, das florestas.Árvores que dão sombra, abrigo, flores, frutos. Arvores que alimentam e semeiam a vida.
Plante, cuide, acompanhe. A árvore é um símbolo sagrado.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Setembro é tempo de ação e primavera

Ontem passei na Alameda Gabriel. O vento soprava anunciando que o tempo logo mudaria. As folhas de inverno das árvores voavam pela rua, entravam no carro, passeavam despedindo-se da estação e dando lugar para as novas folhagens da primavera.

Ontem foi um dia importante. Um dia de resolução. É gratificante resolver os assuntos listados na agenda. O check-list de solucionados renona as energias para os próximos passos. E tem aqueles que mesmo quando não escrevemos ficam “martelando” e nos lembrando que é preciso ação.

Estou continuamente aprendendo a relevância de organizar o tempo priorizando as atividades e estabelecendo metas para cada item. Até os sonhos me sinalizam e acordo com a sensação de que hoje é dia para produzir resultado positivo.

Hoje é sexta-feira e defini iniciar uma atividade para esse dia. Faz tempo que ensaio e agora é hora de ir para o palco. É tempo de primavera e o movimento no jardim da natureza já está acontecendo. As vibrações da estação já estão no ar.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...