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quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Distância e proximidade

Estar perto e longe ao mesmo tempo é possível? Em certo sentido sim. As vezes tem pessoas que está ao seu lado e distante milhares de milhas. Outras que estão fisicamente em outro continente e muito mais próxima naquilo que importa. Estou há 32 dias longe do Brasil, na missão mãe e avó, nesta viagem invernal e tenho refletido muito sobre esses extremos. Me perguntaram do que sinto mais falta nessa experiência da viagem mais comprida que já fiz. Talvez eu não consiga descrever todas as coisas porque a saudade vai aflorando nos detalhes do cotidiano. O canto do pássaro na árvore seca desperta lembrança, o formato de uma nuvem, o cheiro do alho fritando no azeite, o riso das crianças e tantas cenas daqui que entrelaçam recordações de lá.

Contemplando um painel que Peaches fez das suas férias no Brasil do ano passado, lembrei dos meus contando sobre a hora de compartilhar na aula sobre as férias, logo após o início de cada semestre, seja na escrita, fotos ou oralidade. Tenho escrito poucas linhas diárias sobre minha passagem por aqui e fiquei pensando o quanto de vida esses dias estão acrescentando a minha memória afetiva. Na gélida estação do Norte, o calor do afeto tem aquecido minha alma. Eu sou grata por estar aqui, ainda que seja tão doloroso a saudade de todos que verdadeiramente me amam e que estão do outro lado do Atlântico. Sou mulher do sentir e sei bem quem são.

No começo da viagem, tivemos por aqui a companhia da Isa, a tia amada de Peaches, Damian e Alise. Meu caçula Arthur viajou para Pernambuco. Os dois já estão em casa desde final de dezembro. E minha maravilhosa irmã tem me ajudado muito. Alise, a menina luz, nasceu dia 13/12/24, na Lua Crescente, dia de Santa Luzia. Foi a primeira vez que eu pude acompanhar esse momento tão precioso da minha primogênita que completou sua tríade. Sintonia refinada com a mãe aqui. Eu acredito em propósito divino e sinto com toda força que a maternidade da Bruna tem um sentido tão intenso que ela vai descobrindo e vivenciado em cada ciclo. Quando sentimos no ventre e assim que nasce acolhemos em nossos braços o bebê, um turbilhão de sensações percorre nosso ser. Eu jamais vou conseguir descrever tamanha imensidão.

Uma vez ouvi: você é uma avó jovem. Nem tanto assim. Este ano completarei 50 anos e segurando Alise no colo me pus a rezar para que eu possa ter a graça de viver muito mais para continuar visitando-os aqui e os recebendo no Brasil, nesse ir e vir de chegadas e partidas, nesse espaço de vida que vamos colecionando memórias. Voltando as perguntas, para findar o texto, deixo aqui minhas simples observações sobre essas questões cujas respostas podem ser bem diferentes para cada pessoa e até ter semelhantes em alguns pontos com as minhas também.

Do que sinto mais falta nesse período longe de casa? São muitas, do abraço a comida e tantas variáveis que renderiam páginas e páginas, mas vou me deter em três que representam muitas para findar esse texto: 1- dos filhos: do aperto abraço do meu Arthur, meu caçula que tira meu juízo e inunda minha vida de amor e das falas da Isa, da sua sensibilidade que me abraça no olhar. 2 - do café da minha mãe nas manhãs de domingo. Somos muito abençoados por ter essa Maria de Fátima e tia Lane e Coca...). 3 - dos laços amizades e das conversas presenciais profundas e recheadas de riso.

Sobre a minha pergunta - estar perto e longe ao mesmo tempo é possível? - deixo aqui outras perguntas provocações para que questionem: você está realmente presente em cada ação? Tem atenção plena na escuta do outro? Está atento a fala durante a conversa ou absorto em distrações? Quantas vezes você esteve com alguém do seu lado e se sentiu sozinha? E como é encantador quanto sentimos o contrário. Quando a pessoa está distante léguas e te conhece tanto que sente pelo som da sua voz como você está. Isso sim faz diferença. Que sejamos cada vez mais Presença real. 

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Agosto iluminado, obrigada

Agosto foi um mês de maravilhosas lunações. Foi sensacional! De tantos encontros e alegrias. De presentes presenciais que fazem toda diferença em minha jornada. Da proximidade da família e amigos, de perto e de longe, gente minha que tanto AMO. Eita que esse povo do meu agrado me faz tão bem.

Alguns destaques do mês
Alimentando a fé na visita ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida. Quanta alegria em realizar esse compromisso sagrado.

Encontro espetacular com os amigos no show do Bruno&Marrone. Que resenha. Que noite. Memorável para celebrar o aniversário do estimado Gustavo.

A pintura do quarto do Arthur, um trabalho sensível e criativo executado por Rosana Grimaldi. Um projeto que nasceu há algum tempo e conseguimos concretizar. É a arte dando cor e vida aos espaços de minha casa.

E apesar de todos as atividades cotidianas, tirar momentos para contemplar a lua, uma ligação mais demorada para pessoa querida, uma adorável leitura, brincadeira com as crianças ou simplesmente respirar pausadamente e descansar. É nesse roteiro que pretendo seguir: priorizando a essência do que é essencial.

Obrigada agosto. Há muita vida dentro de um mês. Há muito espaço para realizar no dia, sequenciar na semana e no passo a passo ir cumprindo as metas que determinamos. Aprendi com Fatyma de Moraes que especificar com clareza é essencial. Não esmorecer com as dificuldades, enfrentar os desafios e desenvolver cada vez mais a persistência, são elementos chaves para seguir avançando. Tudo isso em sintonia com sua natureza. Com aquilo que você sente e é. Isso é fundamental em todos os sentidos.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Gratidão maio/2018

Sempre que eu paro para registrar minhas gratidões sinto imensa alegria. Todos os dias eu agradeço, nem sempre escrevo. Hoje reservei um tempo para fazer esse registro, afinal, maio foi muito especial. Não há espaço para pontuar tudo, mas vou tentar elencar três saborosas gratidões do mês.

Visitar minha terra, sozinha. Encontrar meu pai, vozinha, irmãos, primos, tias. Foi um grande feito. E já que as sensações são indizíveis, algumas palavras podem apresentar nuances do que senti: coragem, alegria, saudade e amor. Trouxe na bagagem recordações atemporais.

Os churrascos do mês na companhia do grupo de amigos que formamos. Nossa amizade é muito valiosa e o riso é uma de nossas marcas. E a cada encontro vamos fortalecendo nossos laços e ampliando o repertório da nossa história.

Extrair humor até de situações estressantes é uma graça que procuro praticar. Sim, o riso é um bálsamo e está nas veias de minha família, pelo menos de boa parte que conheço e convivo. E sim, isso é uma bênção. As risadas ecoam e sua energia enlaça boas memórias que são contadas oralmente, na maioria das vezes. E maio foi palco desses encontros onde a risada fluiu com maestria. Salve o riso!

E a escolha da imagem do mês, diante de tantas emoções, é a foto do meu irmão Henrique Neto clicando os dois primos. Quanta sintonia de Amor há nesse retrato. Eu sou muito grata!

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Experiências culinárias com sabor, família e amizade

Nunca fui prendada na cozinha. Também nunca tinha tentado. O tradicional prato feijão e arroz eu já melhorei bastante. Agora o macarrão soltinho ainda nada. Nem com as dicas da minha preciosa tia Coca. E olha que gosto do bem simples refogado com óleo, alho e pitadas de ervas. Quando recebo tia lá em casa, já sei que vou me deliciar com esse simples e saboroso prato que perfuma a cozinha.

Quando não tinha os pequenos não dava muita importância pro jantar, mas com os pequenos essa refeição ganhou relevância. Se bem que Isa come mais a noite. Arthur só ensaia, mas tem dias que surpreende. Enfim, o jantar tem saído com comidas bem práticas do dia a dia. E ficar mais tempo na cozinha me inspirou a assistir programas gastronômicos no GNT. São as raridades que assisto já que tv nunca foi e nunca será uma atração do meu cotidiano. Ah sim, gosto também dos programas de decoração, são criativos.

E por falar em criatividade, ela é muito bem vinda em qualquer espaço e experiência. Seja no preparo dos pratos e decoração ela dá um toque especial. Aliás, ando com uma vontade de colocar uma cor na cozinha lá de casa. É logo que as experiências culinárias renderão outras iniciativas. Inspirada nos episódios do Cozinha Prática e Tempero de Família, meus favoritos nesse quesito gastronomia, resolvi escolher 1 prato por mês para fazer em casa.

Em abril foi um macarrão oriental com camarão. Maio e junho eu não fiz nada. Em julho retomei o projeto de escolher 1 prato por mês para receber família e amigos. Em julho fiz o arroz carreteiro com carne seca, hummm. Tem gente que levou marmita e ficou uns 2 dias comendo em casa. Em agosto foi baião de dois homenageando minhas raízes. Antes de raparem a panela eu fiz a marmita pro amigo sortudo acompanhado da clássica farofa que aprendi fazer e que é pedida em todos os churras. Sim, tia Coca ensinou a farofa e embora a minha não chegue aos pés da dela, ando melhorando.

Em homenagem a Minas Gerais e as referências mineiras dos amigos, a receita de setembro será feijão tropeiro e já tem data marcada. Vi no Tempero de Família e vou fazer com alguns ajustes, da panela ao local! Os três primeiros pratos segui a receita do Cozinha Prática com algumas alterações ao meu gosto. A foto do baião de dois vai ficar faltando. Não deu tempo!
primeiro prato, o macarrão com camarão espetacular e o molho ficou divino!

a carne seca dá o toque diferencial ao arroz carreteiro, prato típico em várias regiões

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Presença faz toda diferença

Esta semana um vídeo de uma campanha da Edeka emocionou milhares de pessoas pelo mundo. Um senhor prepara a ceia e tem a como companhia no Natal apenas o seu fiel companheiro, o cachorro. Os filhos e netos estavam ocupados e não puderam vir e isso se repete nos anos seguintes. Uma típica situação de correria de muitas famílias. E então ele utiliza o recurso do aviso de sua própria morte e assim, cada um vai recebendo a notícia em seus cantos, e a tristeza da notícia é visível nas expressões. Fico imaginando o misto de sentimentos em cada um. E eles voltam ao lar, se encontram em frente à casa do pai e imagine a surpresa e a lição em encontrar a casa decorada pro Natal e o pai vivo. É tocante. Espero que essa campanha sirva de lição para muitas famílias, lembrando que Presença faz toda diferença, no Natal, hoje e sempre.

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Paraty é “sensacional”

Meu irmão utiliza essa palavra para descrever o que ama muito: sensacional. É assim com Paraty, lugar que o acolheu e onde ele mora e com outros lugares, acontecimentos e detalhes que despertam suas melhores sensações. Eu poderia dizer tanto sobre essa cidade litorânea carioca, que faz divisa com a bela Ubatuba que tanto amo, mas prefiro escolher apenas uma palavra que também uso para o que toca meu coração: Especial.

Obrigada Paraty por todas as bênçãos. Até a próxima e próximas
Meu pequeno Arthur AMOU as ruas e encantos de Paraty. Tem cavalo, fazenda e mar

Passeio, família, risadas, bolo, churrasco, encontros, mar, comunhão: Paraty

Minha Isa e seu padrinho na praça. Tem show de jazz e muito mais na vida cultural

O filho visitando o Pai e nós descobrindo que ela ama aventuras. Já quer voltar

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Isa pergunta e encontra laços e histórias

A Isa e seus questionamentos. Hoje no caminho de casa pro trabalho e escola, a conversa enveredou pelos laços familiares. Ela se lembrou dos bisavós: “O pai e mãe da vó Fátima são meus bisavós e seus avós né mãe?” Sim filha. Seguiu perguntando quantos eu conheci, e eu respondi que tive a sorte de conhecer 6 bisavós. E lembro com carinho de cada um. Depois ela ficou contando quantos primos tem, por parte de pai e mãe. Da linha materna são 6 primos. Da parte do pai contou 10. E ela disse: “mãe tenho 16 primos, nossa!” Seu ar de espanto misturado com surpresa com os números foi incrível. E prossegue.

Mãe você tem quantos primos? Eu respondo: Nossa filha, tenho que fazer as contas porque a família é grande, tem poucos perto e muitos longe. Comecei a contagem. Cheguei à conta de 39 primos. Confesso que tenho receio de não está correta. Vou me certificar no lápis rsrsrs, Ela ficou com aquele ar emanando novas indagações, curiosidade aguçada da minha menina. Sei que esse papo ainda vai render muitas histórias...

E para ilustrar esse post, o quarteto de primos acompanhados dos meus tios. Tenho muita proximidade com eles, moram perto e marcam presença em minha vida. Laços sagrados de sangue&amor representando a família Neto. Amo muito.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...