Mostrando postagens com marcador laços. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador laços. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Notas de outubro

Se eu não endoidar esse ano, não enlouqueço mais. Disse eu para minha amiga recentemente. 2023 ficará cravado como capítulo potente em distintos sentidos. Esse mês então, que turbilhão. Eita que o eclipse de outubro fervilhou por aqui movimentando as marés profundas. Para suavizar essas notas mensais porque nem tudo é estresse, vamos registrar nuances afetivas do mês que SIM, nos auxiliam a sobreviver.

Nossos churras são bálsamos mensais. Temos um grupo de amizade que sempre está junto e os encontros são regados de música, churrasco, riso e partilha de histórias e emoções. Ah e o que dizer das conversas sensoriais com as amigas então. Tem aquela que nos reconhece pelo tom da voz. É sintonia elevada demais. Quanta gratidão sinto pelos tesouros amizades.

Teve evento empreendedor do Sebrae com aprendizados turbinados. Por mais que nossa agenda seja corrida vale a pena organizar o tempo para participar de feiras como essa que tem um mix de atividades para ampliar nosso conhecimento e experiência. A Feira do Empreendedor 2023 ampliou meus horizontes.

O café marcado e remarcado que virou almoço. De uma conversa no OZ Valley para o estreitamento da conexão. Dessas presenças valiosas que vão muito além. Tem personagens que chegam em nossas vidas com traços divinos. É coisa do sentir e eu tenho plena convicção de que essa teia vai render uma costura preciosa.

As caminhadas de outubro foram mínimas. Falhei demais nesse quesito e preciso melhorar. Por outro lado, tenho me alimentado melhor. Mais frutas, muita água e menor quantidade no prato. Claro que tem as exceções, como no último sábado que fui recebida com cuscuz e baião de dois. Ah essas delícias no almoço repentino e intenso. Que oração fervorosa do Terço Mariano. A fé também nos enlaça.

Dos aniversariantes do mês, destaco meu irmão. Nossa irmandade é sagrada, com cheiro de maresia, riso do sertão e a força da eternidade. Por falar em fortaleza, agradeço as orações de vozinha e de todos os meus laços nesse mês revolucionário. Senti na pele as vibrações que ultrapassam fronteiras e me ensina que o Amor é SIM a potência que transforma.

Gratidão outubro. Que venha novembro!

A mesa do Terço, a comunhão da oração na casa da amiga

o fio de chuva, a brisa da tarde de primavera, na sacada de casa

colecionando janelas de saudades. O outono saudades do Norte

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Sobre as amizades presentes

Numa roda de conversa sobre amigas de longa data e recentes, cada uma tinha sua leitura diferente. Algumas lembraram com nostalgia das amizades da infância e adolescência. Outras mencionaram de como se afastaram dos amigos depois do relacionamento do casal. Uns mudaram de estado, de país e o contato esfriou até desaparecer. Falamos sobre o tempo de nossa amizade e de como essa proximidade vai agregando também nossos filhos e filhas como amigos.

Eu citei o meu exemplo que consegui reencontrar amigas e de como é bom seguir mantendo nossa amizade de infância. Com uma amiga específica, a Zilda, acompanhamos a gestação da outra e hoje nossas filhas, uma de 11 e outra de 10 são amigas. Que preciosidade nesses tempos efêmeros seguir fortalecendo laços amigos tão perenes. E que continue sendo duradouro os laços que o afeto une.

Com o tempo o número de amigos pode diminuir e se tornar ainda mais enriquecedor. Alguns ciclos se fecham e tudo bem. O que aprendi é que cada pessoa que entra e sai da nossa vida tem um significado, seja nas relações breves ou duradouras. Todos os relacionamentos vão sendo transformados com as experiências. Umas boas, outras nem tanto. E cada experiência vem com uma lição.

Uma frase que uma amiga me disse e que faz muito sentido em minha jornada, que pode até ser uma oração, um mantra, desses cotidianos. Para pedir e agradecer, compartilho aqui: “Que Deus nos livre de pessoas danosas. E que a graça do Senhor fortifique os verdadeiros laços.” Eu sou tão grata pela generosidade do Universo que me ensina cada dia mais a refinar e fortalecer meus laços. E sinto também muita gratidão por todas as pessoas com as quais já tive relação amiga em outros tempos, o que foi precioso ficou guardado na memória-coração. E, completando essa frase da minha amiga: Amém. Assim seja hoje e sempre!

Aos amigos (as) de ontem, do hoje e do amanhã, todo meu afeto. Presença amiga faz toda diferença.
As amigas Isa e Julia, passos enveredados por gerações.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Isa pergunta e encontra laços e histórias

A Isa e seus questionamentos. Hoje no caminho de casa pro trabalho e escola, a conversa enveredou pelos laços familiares. Ela se lembrou dos bisavós: “O pai e mãe da vó Fátima são meus bisavós e seus avós né mãe?” Sim filha. Seguiu perguntando quantos eu conheci, e eu respondi que tive a sorte de conhecer 6 bisavós. E lembro com carinho de cada um. Depois ela ficou contando quantos primos tem, por parte de pai e mãe. Da linha materna são 6 primos. Da parte do pai contou 10. E ela disse: “mãe tenho 16 primos, nossa!” Seu ar de espanto misturado com surpresa com os números foi incrível. E prossegue.

Mãe você tem quantos primos? Eu respondo: Nossa filha, tenho que fazer as contas porque a família é grande, tem poucos perto e muitos longe. Comecei a contagem. Cheguei à conta de 39 primos. Confesso que tenho receio de não está correta. Vou me certificar no lápis rsrsrs, Ela ficou com aquele ar emanando novas indagações, curiosidade aguçada da minha menina. Sei que esse papo ainda vai render muitas histórias...

E para ilustrar esse post, o quarteto de primos acompanhados dos meus tios. Tenho muita proximidade com eles, moram perto e marcam presença em minha vida. Laços sagrados de sangue&amor representando a família Neto. Amo muito.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Meus ancestrais, minhas raízes, minha história

Não conheço com profundidade as origens dos meus antepassados, mas os reverencio porque sei que eles são parte de minha história, da minha genealogia, da minha vida, do meu sobrenome, do meu sangue. Quando conhecemos nossas raízes nos encontramos com nós mesmos através dos laços que somos formados.

Tive a grande sorte de conhecer de perto meus avôs e graças a Deus minha vozinha e vozinho, os pais de minha guerreira mãe, ainda estão conosco. Tive a felicidade de conhecer alguns bisavós e bisavôs que se tornaram personagens marcantes da minha infância. Lembro deles com um imenso carinho e muita gratidão.

As bisas são especiais, conheci três. A vovó Yayá foi a primeira que faleceu, era tão pequena, mas tinha uma grandeza em seu jeito frágil. Tinha a mãe do meu vozinho que eu não recordo o nome, mas lembro muito bem de seus traços e dela sentada na sua cadeira de balanço na calçada de Trindade. O tempo passou e logo ela estava caducando e a memória foi fraquejando. De vez em quando acertava o nome dos netos e bisnetos. E tinha a Aurora, mãe da minha vozinha, a quem eu chamava de vó da Ingá, por causa do sítio. Sua presença simples iluminava toda a casa, do raiar do dia até o anoitecer. Sua expressão era leve como seu sorriso.

E tem os dois bisavôs que são verdadeiros extremos. O vovô Vigário era uma figura. Ele adorava contar os “causos” de suas andanças. Recordo-me dele na sua casa em Trindade junto com a Santina com quem ele casou depois que a bisa Yayá faleceu. Aliás, os dois andando juntos na rua era uma graça. Ela tinha um jeito de andar muito estranho. Sei que as histórias do Vovô eram muito divertidas. Meus tios costumavam dizer que ele tinha gosto por “engrandecer” seus feitos.

E o outro bisavô a quem eu chamava de vô do Ingá, também como referência ao sítio, era o marido da Aurora. Lembro dele montado no seu cavalo, seu companheiro nas estradas e veredas da caatinga. Sem dúvida, um homem valente, um vaqueiro do sertão que não perdia a Missa dos Vaqueiros de Serrita e que gostava de poesia mesmo sem saber ler nem escrever. Ele gostava de ficar no alpendre de sua casa recitando poemas que surgiam de sua mente criativa. Tenho muito orgulho de sua veia poética.

E tem minhas duas avós. Uma delas partiu em 2009 nos deixando muita saudade. Ela continua comigo, viva na minha lembrança. Minha avó Cotinha nos deixou um legado de força. Ela é filha do vovô Vigário e da vovó Yayá. Uma mãe sensível, batalhadora e que sempre acolhia todos. Lembro do seu abraço carinhoso e do seu imenso amor e preocupação com sua família. Ela morou em diferentes casas e cidades e foi deixando sua marca por onde passou. Minha avó e madrinha, sua marca de amor estará sempre comigo.

E tem a minha amada vozinha. Não vejo a hora de chegar junho para visitá-la. Admiro tanto minha vó. Ela tem um jeito todo único de transmitir seu afeto. Ela briga e parece está sempre brava, mas aprendi que esse é seu modo de expressar o gigante amor que ela sente por toda sua família. Lembro dela ouvindo a missa e rezando o terço toda noite junto com meu avô. Seu canto é sagrado. Minha vozinha é uma Fortaleza, tem uma fé excepcional, é uma mulher de princípios que tem uma essência firme. Ela é encantadora, é ariana como minha mãe, é determinada, decidida e verdadeira.

E tem o vô Chico. Meu avô e padrinho. Que homem memorável e lindo. Sua pele negra, seu cabelo preto, seu olhos profundos. Seu humor sempre foi uma característica marcante. Como se diz por lá, ela “mangava” de todo mundo. Gostava de colocar apelidos. Eu branca que nem algodão e ele me chamava de minha preta. A última vez que nos falamos foi por telefone, faz um tempo. A Bruna tinha dois anos e eu tinha enviado uma foto de sua bisneta para ele conhecer. Quando perguntei se ele tinha gostado de sua bisneta, ele respondeu sorrindo: “é a minha cara, galega dos olhos de gato” rsrsrs. Nunca vou esquecer sua risada, sua alegria, sua beleza rara.

E tem meu vozinho Enoque. Tão sensível, tão cativante, tão bondoso, tão simples. Ele é puro amor e sensibilidade. Adora sentar embaixo da algaroba para fumar seu cigarro. Fica no alpendre contemplando o horizonte com seu olhar de sonhador. Meu avô tem uma trajetória de vida incrível. Ele é um exemplo de vitória, superação e do quanto temos capacidade de recomeçar e encontrar nosso lugar no mundo. E ele agüenta as brigas da minha avó há quase 60 anos rsrsrs. Ele é muito paciente também. Eu o amo muito por tudo que me ensinou mesmo quando não disse uma única palavra. Ele é o homem mais maravilhoso que já conheci. Meu querido Vozinho, minha gratidão por fazer parte de minha história. Por toda eternidade sua presença estará comigo.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...