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domingo, 16 de novembro de 2025

Círculo dos passos

A amizade é uma riqueza. Sou muito grata por cultivar ao longo dos anos esse tesouro atemporal. Das que se foram, mudaram geograficamente e seguimos acompanhando, outras que encerraram o ciclo e deixaram suas marcas. Sim, há relações que acontecem por determinado período, alguns nos decepcionam, machucam e nos afastamos, faz parte do roteiro, e deixam suas lições. Filtrar, perdoar e ficar com o aprendizado. E que alívio quando a ferida cicatriza!  E tem amizades que permanecem por décadas e até para sempre, formam uma rede na qual nos fortalecemos na escuta, na fala, no respeito das diferenças, no abraço, no silêncio, nas orações, uma segurando a mão da outra, partilhando dores e alegrias. Quantas vezes a palavra de uma amiga foi e segue sendo restauração.

Quando nos reunimos em nossas celebrações sinto tanta força. A Rita me disse na última sexta-feira que sou o núcleo que agrega, fiquei honrada com sua percepção. Nossa sintonia é elementar amiga e não preciso dizer mais nada. Cada encontro nosso é marcante e esse 14/11 foi especial. As risadas ecoaram mais uma vez registrando aquilo que tanto acredito: Riso é prece e cura. Ao redor da mesa, com água, cerveja e vinho, cada uma na sua bebida favorita, nós brindamos mais um ano juntas. Foi um ano desafiante para todas nós, cada uma na sua medida, buscando vencer as batalhas. Estamos vencendo e ainda que estejamos sangrando, ao olhar a estrada de 2025 vejo que as casquinhas das feridas estão se formando e que chegamos nessa nova estação ainda mais fortalecidas. Estou tão orgulhosa de todas vocês. Como disse a Alessandra: seguir o coração é o caminho.

Suzana destacou que todas as relações têm conflitos e que equilibrar os egos não é fácil. E aqui faço um adendo, para dizer que nesse processo é importante compreender nossos limites e não nos apagarmos para caber nas expectativas dos outros. Reconhecer que também falhamos é fundamental. Penso nas tantas vezes que não falamos sobre os erros que observamos em algumas atitudes, por medo de magoar, com receio de ser interpretado como julgamento, quando é apenas uma leitura que deveríamos compartilhar com o intuito de ajudar. Eu preciso aprimorar esse exercício. E aqui convoco de novo a Alessandra para a relevância do autoconhecimento e de práticas curativas que são capazes de ressignificar tantos acontecimentos e nos reconectar com nossa natureza circular. Ale você é canal de cura!

E chego na Guio que tem essa energia alegre que nos contagia. Ela é festa de cores. Uma amizade de 45 anos, com distância longa da migração, cada uma veio no seu tempo, e o reencontro orquestrado pela amiga Zilda, aconteceu no meu mundo mágico de OZ. Desde então seguimos próximas, alimentando nossa fé, nos amparando nos aperreios e vibrando nas conquistas. Admiro tanto sua criatividade, a melhor fotografa que temos. Seu olhar captura ângulos que só ela enxerga. Tua visão é comunhão de elementos. Acredita na sua potencialidade, do mesmo jeito que me motiva a despertar a minha. Sou grata por tua presença nesse caminhar.

Silvia, amiga da Vila pra toda vida. Você nasceu para brilhar! Teu Sol tem raios profundos. Permita que ele irradie por teus passos. Estou aqui e sempre estarei rezando por você e invocando a proteção de Deus e dos anjos na tua vida. Jamais estará sozinha. Sua renovação está em pleno curso. Adoramos ser recebidas pela anfitriã Sil, ser abraçada por teu humor, não o perca por nada! Tenho convicção de que iremos brindar suas vitórias nas próximas estações. Perseverança, fé, paz e alegria. Que o Espírito Santo te guie.

Amigas, muito obrigada. Onde meus passos trilharem, tenham certeza de que vocês estarão neles, na lembrança, saudade e afeto. Eu que sou gente que ama, desejo que o AMOR seja multiplicado na vida de todas vocês. Bora andar: “eu encontrarei meus pés no caminho.”

Gratidão Deus pelos anjos amigos!

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Amizade nutrição e cura

Estamos sempre cercadas de pressão e eu observo, com muito pesar, muitas mulheres aprisionadas no que os outros vão dizer, tentando se moldar em padrões que contrariam sua essência. A ausência de ser quem é vai adoecendo as mulheres nas suas próprias mentiras, algumas que nem elas mesmos enxergam ou, mascaram como bloqueio. Por mais que já tenhamos avançados em muitos quesitos, há um longo caminho para compreender e viver o amor como verdade nas relações, a começar por si mesma. As notícias dão conta de que a ansiedade está nas alturas e a saúde mental das pessoas em péssimo estado. Ser taxada de louca, dramática, de isso é frescura, ter receio de nomear os sintomas e de buscar apoio, vai formando um vulcão que quando explode atemoriza ainda mais. Porque o corpo vai dando sinais e nós vamos negligenciando ou escondendo, por medo e vergonha. É sempre uma barreira para todas as mulheres que enfrentam as discriminações nocivas que ferem. Os homens também sofrem, embora camuflem os danos que esse sistema algoz impactam neles e seguem reproduzindo comportamentos tóxicos.

Acompanhar de perto situações dolorosas tem me ensinado muito. Adversidades todos já enfrentamos e seguiremos com elas em algumas estações da estrada, como as elaboramos é o que faz diferença. Essa elaboração é uma tarefa difícil, vamos chorar, sentir tristeza, raiva, medo e dor. Não acredite nessas fórmulas que vendem nas mídias sociais de pessoas felizes o tempo todo, equilibradas nas suas rotinas publicadas e muitas vezes esmagadas no real cotidiano. O equilíbrio total é uma ilusão. Não alcançaremos jamais. A busca insana por colocar em prática esses modelos sufocam as pessoas, ampliam a ansiedade e nos aprisiona em padrões que nos convocam a consumir fórmulas irreais em formas de make, academia, coaching e tantos outras receitas. E não estou aqui dizendo que isso não seja importante. Sim, devemos fazer exercício físico, cuidar do corpo, fazer consultas e exames, fazer terapia se possível, cuidar da aparência, tudo isso e muito mais são válidos. A questão aqui é que nos “vendem” - sim isso é mercadológico – como uma possibilidade “fácil” sendo que é incompatível com a realidade de tantas mulheres. A propagação da comparação é cruel.

Esse ensaio todo acima foi motivado pelos diálogos recentes e das vivências reais, minhas e de outras amigas sobre temas que atravessam nossas existências. Pensando nas observações que escutei, nas lágrimas que ajudei a enxugar, nos apertos de mão e nos abraços que acolhem, escolhi o título. E recordando de tantas “pressões”, lembrei agora de um exemplo simples. Quantas noites eu fui dormir angustiada em ver que não tinha conseguido fazer tudo que estava anotado na agenda e imaginando como estava falhando o tempo todo. E sequer olhava para o que eu tinha realizado e que era muito. Tenho até uma amiga que fica cansada só em ouvir o relato de minha rotina em alguns dias. Até que fui me libertando aos poucos, dentro do privilégio que tenho hoje com minha agenda flexível, de ir me adequando ao tempo possível, dentro das minhas possibilidades, apagando incêndios aqui e acolá, priorizando atividades que amo como ler e escrever, sem negligenciar itens importantes com a alimentação e a caminhada, e tendo a leveza de saber que eu não vou dar conta de tudo sempre e que em alguns dias eu posso até me surpreender. E tudo bem! Essa construção é contínua, com todos os desafios e dores que acontecem nas distintas intercorrências em nosso cotidiano.

Nessa cachoeira de reflexões, vislumbro lampejos de esperança em livros como o de bell hooks, Djamila Ribeiro,Clarrisa Pinkola Estés, no podcast Bom dia Obvius, no programa Sem Censura da TV Brasil, nas provocativas e sensatas colocações de Elisama Santos, nas narrativas que ouvi nas gravações do podcast Sonho e Pele e em outros que costumo divulgar para o meu grupo de amigas. Cada vez que assisto fico agradecida por enxergar que há uma onda crescente que respeita as diferentes pessoas e circunstâncias, valorizam a autenticidade, os saberes locais, com abordagens de modo educativo e até lúdico sobre pautas tão necessárias como a maternidade, menopausa e outras interconectadas do universo feminino e da sociedade. Esses dias assisti um episódio falando sobre solidão e solitude que me fez pensar tanto nesse prazer de estar só. Em quantas mães sentem falta desses momentos únicos, dela com ela mesmo, até para se reencontrar. Eu mesmo que adoro circular sozinha já ouvi certa vez com tom bem preconceituoso: “como você tem coragem de sair sozinha e deixar seus filhos?” Bom, eu me reservei o direito de não gastar minha energia respondendo, mas essa fala evidencia a falta de reconhecimento de que SIM, a mãe precisa de um tempo para respirar sozinha!

É por isso que me esforço para sair com as amigas e ter nossos momentos. Para extravasar nossas emoções em risadas que ecoam, tomar um café para partilhar afetos, acompanhar nas orações porque eu sambo mas rezo também. Esses encontros são mágicos porque nos fortalecem. A amizade é um antídoto para a solidão e um alimento para a solitude. Quantas vezes, em minhas horas de leitura ou silêncio vem a lembrança de uma frase das amigas ou de uma situação que precisa de minha prece, da indicação de alguém que pode ajudar, de um abraço ou mensagem. E aqui a conexão da proximidade sagrada acontece evidenciando que presença se faz ao vivo porque marca os sentidos, e continua na memória que fica tatuada como aprendizado e afeto. Todas as minhas amigas, dentro dos seus contextos, corres, crenças e medidas, têm suas lutas. Eu creio com toda força que somos seres emocionais e que juntas temos a capacidade de ser rede de apoio que nutre. E meu clamor perene é esse: nesse mundo que quer nos distanciar com uma competição ferrenha, sejamos vozes, escutas, mãos, abraços e oportunidades umas para outras. Escolha bem as pessoas e os conteúdos que irão te nutrir e curar. Amizade é relação curativa.

Para finalizar, como eternizou bell hooks: amor é acima de tudo ação!

Amizade é reza, mar, manhã, entardecer, sementes, frutos, raiz, árvore, despertar e janelas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Viagem das meninas

Pela primeira vez, aos 50 anos, fiz uma viagem com amigas. Curta e intensa. Com momentos de silêncio, diálogo, contemplação, caminhada, leitura, refeições sem pressas e conexões que seguem ressoando. Uma pausa presente tão transformadora. Um tempo por você e para você. Apreciamos tanto que já estamos planejando a próxima edição. Recebi algumas perguntas sobre a viagem e revendo desde a chegada ao hotel e o retorno pra casa, mergulhei em reflexões que entrelaçam tantas questões, em especial, sobre a importância de nos permitimos pausar e trilhar novos caminhos. Alguns questionamentos revelam o quanto somos sufocadas por pressões externas que tentam nos enclausurar em padrões que, muitas vezes, estão totalmente desalinhados com nossa essência e afetam nossa saúde mental.

Com quem ficou os filhos enquanto você viajava? 
A clássica pergunta que muitas mães ouvem. Resposta: Com o pai. Claro que como mãe não desconectamos total, respondemos as mensagens e ligamos para ver se estão bem. Ah mas será que o pai cuida direito? É dever dele cuidar. E sim eu me preocupo com eles, especialmente com meu caçula, a do meio é bem madura, e estou ciente que a escolha do pai pelas ações facilitadoras como comer fora ou ifood acontecerão. Claro que tem muitas mães solo que não tem o companheiro e fica mais difícil sua jornada. Outros fatores como a idade dos filhos impactam nossas decisões. Tem muitos pais “presentes” e ao mesmo tempo ausentes dentro da própria casa no cotidiano de muitas famílias. A carga maior ainda está com as Mães. A luta por mudança desse cenário é longa e urgente.

Seu marido não acha ruim que você viaja sozinha?
Essa questão tem implícita tanto julgamento e não culpo quem enviou porque é a forma como as relações são desenhadas. Eu devo ser julgada assim: a louca tem coragem de viajar sem o marido e filhos. Bom, meu marido já fez várias viagens sozinho com os amigos. E tudo bem. Da mesma forma que vive se reunindo com sua turma. Então tenho feito esse movimento de me reunir com minhas amigas só as meninas sim. E aqui não é uma competição do tipo você fez e eu vou fazer também. É muito fértil e saudável nos reunirmos assim. Respeitar o espaço de cada um é importante. Tenho amigas que não vão, talvez não se sintam confortáveis ou tem seus outros motivos e tudo bem. Cada uma tem sua narrativa, princípios e etcssssss. Eu sei quem eu sou, o que sinto e faço. Relacionamento é construção de confiança.

Como é a sensação de estar sozinha com as amigas numa viagem?
Maravilhosaaaaaaaaaa! Eu já havia viajado sozinha por outras motivações e para visitar família. Dessa vez foi diferente. A ideia surgiu num dos nossos encontros femininos. E fomos numa tríade. Eu desejo fazer uma viagem solo, só eu, a mochila e o destino para desvendar. Não pude fazer isso no meu aniversário de 50 anos. Está no plano futuro. Então esse convite da viagem das meninas foi um ensaio. Muito bacana sair da sua rotina, conhecer um novo lugar, trocar experiências no trio e com outras pessoas que conhecemos. Esses momentos fortalecem o laço de nossa amizade e nos ensina a força que emana da união feminina. Quantas vezes estamos presas apenas em uma única visão de determinada situação e o olhar da outra nos traz outra leitura? Especialmente quando a intenção é para você despertar e potencializar mudanças que te farão avançar.

Eu compreendo que muitas mulheres não possuem ainda essa possibilidade de viajar sozinha por inúmeros recortes, um deles a violência que nos amedronta. As taxas de feminicídio e outras discriminações e preconceitos são gritantes. "É perigoso demais viajar sozinha." Já ouvi muito e o quanto isso tem a capacidade de nos paralisar! Quebrar essas barreiras é um chamado a nos unirmos cada vez mais. Eu sou muito grata por ter tido a oportunidade de viver esse experimento. Fomos e retornamos seguras e realizadas. Recebi outras perguntas que rendem muitas abordagens. Por hora fico por aqui e desejando que você abra espaço para viver aquilo que palpita em seu coração. O meu está fervilhando de desejos ardentes para seguir escrevendo minha história.


"Eu encontrarei meus pés no caminho" Ouça On The Way Hollow Coves
Foto da fotógrafa amiga Guiomar Leite

sábado, 15 de fevereiro de 2025

Dia memorável

Sexta-feira, verão, manhã, caminhada orante, passos, folhas personagens, pássaros cantando, beija-flor, suor, banho, café e saída de casa. Escola, na companhia do Elo Sagrado, andamos, pausa para deixar mochila, cachorro-quente no calçadão, estação Osasco, bilhete, trem. Destino Ipiranga para mais uma consulta na especialidade gratidão. Linha 8 Diamante, próximo a passagem entre os vagões, no balanço do meio que Arthur adora surfar, ela está encostada lendo seu kindle. Um casal ao meu lado fala em espanhol ligeiro, toca o telefone dele e inicia uma conversa operária com quem está do outro lado da linha, negociações nos trilhos. O trem é também comunhão de línguas, lugares e personagens.

Barra Funda, escadas e na plataforma logo embarcamos na linha 10-Turquesa. Descemos na Ipiranga, atravessamos o canteiro, a linha férrea, passamos pela comunidade, roupas no varal em frente as casas miúdas, rádio tocando, vozes misturadas, passos apressados, embaixo do viaduto o vai e vem das pessoas, atravessamos a rua e chegamos na parada dos motoboys em frente ao Mooca Plaza Shopping. Muitos ali esperando o chamado Ifood para sair com as entregas, disputando a pouca sombra da calçada. 34 graus marca a temperatura e o céu anuncia o temporal. Entramos no palácio das compras pela entrada dos boys delivery em frente a praça de alimentação. Almocei com o coração latejando. Perguntei ao segurança sobre a saída para pedir Uber e depois da parada para comprar o chocolate preferido da Isa que acontece nessas ocasiões médicas, nos sentamos no confortável e assombreado banco a espera do Uber. Pensei que os motoboys do outro lado, poderiam ter um desses também.

Trovões e nuvens anunciam a chegada do temporal e eu rezei para chegarmos antes dele desabar. Os pingos na janela, o Museu e o parque do Ipiranga e mais adiante o centro clínico. Desço e me deparo com a lixeira que dá o recado. Já no endereço familiar, com a chuva torrencial caindo lá fora, aguardamos o chamado da Doutora Thaís que nos recebeu com seu sorriso. A gratidão a essa especialista é contínua e o tratamento seguirá com novo retornos e, com a graça de Deus, avanços. Ainda chovia, de forma moderada, quando descemos do primeiro andar para iniciar o trajeto do retorno. Uma senhora passando mal, o socorro das enfermeiras, a aflição da acompanhante. Ao nosso lado um casal, a senhora dizendo ao marido que não voltaria com ele de moto, eles sofreram um acidente que a traumatizou e os pinos são lembretes doloridos. Ela me perguntou sobre estação metrô e trem por perto, eu expliquei e avisei que estava indo, ela disse que ia procurar ônibus para ir até lá e eu respondi que não precisava, que ela iria conosco. Não tenho dinheiro, retrucou. Não precisa eu já paguei o Uber e a senhora pode ir conosco.

Na corrida, ela nos conta detalhes sobre o infarto do marido, motorista do articulado do Campo Limpo-Bandeira, aposentado e que ainda trabalha porque precisa, de como homem doente dá trabalho e eu concordei e até o motorista do Uber entrou na roda, do filho que morreu com 48 anos há 2 meses sozinho em casa no bairro de Pinheiros com um pico de diabete e que só 2 dias depois encontraram seu corpo, da dor da perda...ela também irradiou alegria ao falar da construção de sua casa própria perto de Poá, que está fazendo um pouquinho por vez, que também é Pernambucana, vai fazer 70 anos em abril, tem 13 netos, ainda faz faxina e uns bicos...chegamos na Juventus-Mooca, antiga estação férrea. Dois rapazes que certamente voltavam do seu turno de trabalho, nos ajudaram a chegar na plataforma certa. A Dona Lourdes me falou da pamonha que “faz como ninguém”...entramos no trem, na próxima estação, Brás, ela desceu, nos despedimos no vagão e a gratidão no seu olhar fará morada eterna em minha alma...vou seguir sonhando com o sabor da pamonha...

Ainda na Turquesa, segurando perto da saída, uma nova conversa de duas mulheres jovens partilhando com sorriso a aridez de aperreios: “em casa só tenho 2 xícaras, 3 pratos, 1 cadeira e 2 copos. Nem posso receber ninguém” e gargalharam em sintonia. “No começo é assim mesmo e eu só tenho o que uso nem posso te ajudar, mas vou ver o que separo.” Elas pareciam ser companheiras de empresa ou bairro, dividindo cenas da vida na ida e volta da linha férrea. Um nó na garganta e a o aviso da nossa estação. Descemos na Barra Funda, elas e os demais seguiram. A estação do meu Palmeiras, meu time e eu senti saudades dos dias dos jogos que fui junto com meus irmãos. Sobe, desce escada, plataforma lotada de pessoas, uma filha consola a mãe que chora abraçada em seu ombro, ou seria amiga? Eu choro por dentro e ouço as maravilhas da química e da evolução tecnológica desse século que a Isa me ensina. Os ambulantes vendendo água, cerveja gelada, kit manicure pronto para uso: “já está amolado e esterilizado, só 20 Reais.” Depois de Altino saímos espremidas em Osasco. Estava abafado, tínhamos sede e cansaço. Água, café e partida. Isa foi encontrar o pai e irmão, eu segui para minha consulta.

Na Avenida Santo Antônio, o padroeiro de Osasco que está sem catedral. A construção da nova em pleno vapor. Enquanto aguardo minha vez, reencontro com conhecidos das antigas. Dessas surpresas preciosas que nutrem a teia do tempo. Da consulta para o café amizade. É incrível a grandeza do diálogo com quem temos refinamento de alma. Noite, calçada, céu, abraço e despedida. Entro no quinto Uber do dia. Destino casa. Sou surpreendida de uma maneira que não há palavras para descrever. O que eu ouvi e senti no intervalo de quase 20 minutos seguirá ecoando. Como alguém que talvez eu nunca mais encontre foi capaz de transmitir uma mensagem tão tocante? Que resposta! Deus envia sinais e anjos. É nessa trilha de AMOR que eu encontro sentido em todas as estações e com os personagens que eu cruzar.

Que dia Memorável! Gratidão Deus!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2025

Distância e proximidade

Estar perto e longe ao mesmo tempo é possível? Em certo sentido sim. As vezes tem pessoas que está ao seu lado e distante milhares de milhas. Outras que estão fisicamente em outro continente e muito mais próxima naquilo que importa. Estou há 32 dias longe do Brasil, na missão mãe e avó, nesta viagem invernal e tenho refletido muito sobre esses extremos. Me perguntaram do que sinto mais falta nessa experiência da viagem mais comprida que já fiz. Talvez eu não consiga descrever todas as coisas porque a saudade vai aflorando nos detalhes do cotidiano. O canto do pássaro na árvore seca desperta lembrança, o formato de uma nuvem, o cheiro do alho fritando no azeite, o riso das crianças e tantas cenas daqui que entrelaçam recordações de lá.

Contemplando um painel que Peaches fez das suas férias no Brasil do ano passado, lembrei dos meus contando sobre a hora de compartilhar na aula sobre as férias, logo após o início de cada semestre, seja na escrita, fotos ou oralidade. Tenho escrito poucas linhas diárias sobre minha passagem por aqui e fiquei pensando o quanto de vida esses dias estão acrescentando a minha memória afetiva. Na gélida estação do Norte, o calor do afeto tem aquecido minha alma. Eu sou grata por estar aqui, ainda que seja tão doloroso a saudade de todos que verdadeiramente me amam e que estão do outro lado do Atlântico. Sou mulher do sentir e sei bem quem são.

No começo da viagem, tivemos por aqui a companhia da Isa, a tia amada de Peaches, Damian e Alise. Meu caçula Arthur viajou para Pernambuco. Os dois já estão em casa desde final de dezembro. E minha maravilhosa irmã tem me ajudado muito. Alise, a menina luz, nasceu dia 13/12/24, na Lua Crescente, dia de Santa Luzia. Foi a primeira vez que eu pude acompanhar esse momento tão precioso da minha primogênita que completou sua tríade. Sintonia refinada com a mãe aqui. Eu acredito em propósito divino e sinto com toda força que a maternidade da Bruna tem um sentido tão intenso que ela vai descobrindo e vivenciado em cada ciclo. Quando sentimos no ventre e assim que nasce acolhemos em nossos braços o bebê, um turbilhão de sensações percorre nosso ser. Eu jamais vou conseguir descrever tamanha imensidão.

Uma vez ouvi: você é uma avó jovem. Nem tanto assim. Este ano completarei 50 anos e segurando Alise no colo me pus a rezar para que eu possa ter a graça de viver muito mais para continuar visitando-os aqui e os recebendo no Brasil, nesse ir e vir de chegadas e partidas, nesse espaço de vida que vamos colecionando memórias. Voltando as perguntas, para findar o texto, deixo aqui minhas simples observações sobre essas questões cujas respostas podem ser bem diferentes para cada pessoa e até ter semelhantes em alguns pontos com as minhas também.

Do que sinto mais falta nesse período longe de casa? São muitas, do abraço a comida e tantas variáveis que renderiam páginas e páginas, mas vou me deter em três que representam muitas para findar esse texto: 1- dos filhos: do aperto abraço do meu Arthur, meu caçula que tira meu juízo e inunda minha vida de amor e das falas da Isa, da sua sensibilidade que me abraça no olhar. 2 - do café da minha mãe nas manhãs de domingo. Somos muito abençoados por ter essa Maria de Fátima e tia Lane e Coca...). 3 - dos laços amizades e das conversas presenciais profundas e recheadas de riso.

Sobre a minha pergunta - estar perto e longe ao mesmo tempo é possível? - deixo aqui outras perguntas provocações para que questionem: você está realmente presente em cada ação? Tem atenção plena na escuta do outro? Está atento a fala durante a conversa ou absorto em distrações? Quantas vezes você esteve com alguém do seu lado e se sentiu sozinha? E como é encantador quanto sentimos o contrário. Quando a pessoa está distante léguas e te conhece tanto que sente pelo som da sua voz como você está. Isso sim faz diferença. Que sejamos cada vez mais Presença real. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Sobre as amizades presentes

Numa roda de conversa sobre amigas de longa data e recentes, cada uma tinha sua leitura diferente. Algumas lembraram com nostalgia das amizades da infância e adolescência. Outras mencionaram de como se afastaram dos amigos depois do relacionamento do casal. Uns mudaram de estado, de país e o contato esfriou até desaparecer. Falamos sobre o tempo de nossa amizade e de como essa proximidade vai agregando também nossos filhos e filhas como amigos.

Eu citei o meu exemplo que consegui reencontrar amigas e de como é bom seguir mantendo nossa amizade de infância. Com uma amiga específica, a Zilda, acompanhamos a gestação da outra e hoje nossas filhas, uma de 11 e outra de 10 são amigas. Que preciosidade nesses tempos efêmeros seguir fortalecendo laços amigos tão perenes. E que continue sendo duradouro os laços que o afeto une.

Com o tempo o número de amigos pode diminuir e se tornar ainda mais enriquecedor. Alguns ciclos se fecham e tudo bem. O que aprendi é que cada pessoa que entra e sai da nossa vida tem um significado, seja nas relações breves ou duradouras. Todos os relacionamentos vão sendo transformados com as experiências. Umas boas, outras nem tanto. E cada experiência vem com uma lição.

Uma frase que uma amiga me disse e que faz muito sentido em minha jornada, que pode até ser uma oração, um mantra, desses cotidianos. Para pedir e agradecer, compartilho aqui: “Que Deus nos livre de pessoas danosas. E que a graça do Senhor fortifique os verdadeiros laços.” Eu sou tão grata pela generosidade do Universo que me ensina cada dia mais a refinar e fortalecer meus laços. E sinto também muita gratidão por todas as pessoas com as quais já tive relação amiga em outros tempos, o que foi precioso ficou guardado na memória-coração. E, completando essa frase da minha amiga: Amém. Assim seja hoje e sempre!

Aos amigos (as) de ontem, do hoje e do amanhã, todo meu afeto. Presença amiga faz toda diferença.
As amigas Isa e Julia, passos enveredados por gerações.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Gratidão maio/2018

Sempre que eu paro para registrar minhas gratidões sinto imensa alegria. Todos os dias eu agradeço, nem sempre escrevo. Hoje reservei um tempo para fazer esse registro, afinal, maio foi muito especial. Não há espaço para pontuar tudo, mas vou tentar elencar três saborosas gratidões do mês.

Visitar minha terra, sozinha. Encontrar meu pai, vozinha, irmãos, primos, tias. Foi um grande feito. E já que as sensações são indizíveis, algumas palavras podem apresentar nuances do que senti: coragem, alegria, saudade e amor. Trouxe na bagagem recordações atemporais.

Os churrascos do mês na companhia do grupo de amigos que formamos. Nossa amizade é muito valiosa e o riso é uma de nossas marcas. E a cada encontro vamos fortalecendo nossos laços e ampliando o repertório da nossa história.

Extrair humor até de situações estressantes é uma graça que procuro praticar. Sim, o riso é um bálsamo e está nas veias de minha família, pelo menos de boa parte que conheço e convivo. E sim, isso é uma bênção. As risadas ecoam e sua energia enlaça boas memórias que são contadas oralmente, na maioria das vezes. E maio foi palco desses encontros onde a risada fluiu com maestria. Salve o riso!

E a escolha da imagem do mês, diante de tantas emoções, é a foto do meu irmão Henrique Neto clicando os dois primos. Quanta sintonia de Amor há nesse retrato. Eu sou muito grata!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Gratidão Alpha

Não há como representar totalmente o sentido da gratidão em palavras. É uma tentativa de expressar aquilo que sentimos. É uma forma que apresenta uma pequena noção de um sentimento tão sublime que enche nossa vida de leveza. Eis aqui um pequeno registro da minha gratidão por ter tido o privilégio de participar do Alpha e aprender tanto com as experiências e laços que tecemos durante um tempo precioso. Há uma mistura de sensações, imagens, sorrisos, lágrimas, abraços, pessoas, livros e palavras que jorram como cachoeira da minha fonte de recordações, todas entrelaçadas na base de tudo que movimenta a vida e que percebi em tantos formatos no ambiente Alpha: AMOR.

Foi lá que descobri o quanto é valioso o autoconhecimento, a diversidade de crenças e símbolos presente na cultura e religião de povos tão distantes geograficamente e que conseguem expandir seus conhecimentos por tantos lugares e gerações. Essa marca da diversidade Alpha ficou gravada em diversos projetos e eventos que tive a honra de vivenciar. Prática holística com criatividade que despertaram meus sentidos para a sede de aprendizado.

Lá aprendi o sentido da permanente mudança do ciclo da vida que nos coloca diante de conflitos e passagens que engradecem a jornada. Sim, sair da zona de conforto exige coragem, no entanto, quando compreendemos que a força está aqui dentro e que depende de nossas atitudes, iniciamos uma nova trilha. E como foi gratificante ver a evolução real na trajetória de tantas pessoas que buscaram autoconhecimento e ingressaram em um novo caminho. Como aprendemos com o coaching coletivo na Escola das Deusas.

No Alpha, compartilhando experiências fui crescendo também na dor e percebi que ampliar a visão nos faz enxergar outros ângulos e dar novo significado a situações doloridas. E continuo aprendendo que tristezas e alegrias são partes da caminhada e que é nossa ação diante de cada acontecimento que faz diferença para seguir adiante. E tudo que faz diferença em nossa vida torna-se eterno por natureza. De todo meu coração, muito obrigada Alpha e minha amiga e mentora Fatyma de Moraes.
Gratidão pela amizade atemporal. Amo vocês

sábado, 27 de abril de 2013

Ausências e presenças

Eu aprendo cada vez mais que a dualidade é um ensinamento cotidiano. Nessa travessia a ausência e presença têm sido palavras-ações reveladoras. As atitudes são esclarecedoras e indicam que na caminhada aprendiz há lições que, por mais doloridas que sejam, são fundamentais. Nessa trilha há passos que aproximam e distanciam e dentro de cada contexto vamos lidando com tristezas, descobertas, decepções e alegrias. Nesse filtro seletivo nosso coração é convidado a limpar, perdoar, renovar. E, enxergamos que tudo é um processo de desapego, entrega, perdas, ganhos, escolhas, de deixar morrer para reviver. E nesse ciclo vida-morte-vida seguimos marcando nossas cruzes e estrelas.

Também vejo com muita gratidão que a vida é generosa em nos conceder a graça de colocar em nossa jornada anjos com os quais tecemos laços refinados. E como esses anjos são especiais. Marcam nossa história com atitudes que ficam registradas em nosso livro coração por toda eternidade.

O silêncio tem sido uma companhia. E assim escuto minhas vozes, permito aflorar minhas lágrimas e sigo em frente com a certeza de que conviver com ausência e presença será um desafio permanente.

costurando capítulos do meu livro coração

domingo, 1 de maio de 2011

Abril Turbinado

Um mês marcante em minha história. Um mês de muito aprendizado. O mês da Páscoa. Renovação no ar. A Semana Santa é sempre um período marcante e nos convida a rever se vivendo em comunhão com o amor. Uma reforma positiva produz frutos multiplicadores mudar é possível em qualquer tempo. O acesso para uma nova percepção está em você. “Perceba você” é o que sempre diz minha amiga Fatyma de Moraes.

O ritmo dos negócios segue turbinado. Renovamos a Loja Virtual de turbinas Marcos Turbo. Recebemos também uma ótima contribuição no Blog Cidades Turbinadas, da minha amiga paraense Clicia dos Santos. A conexão entre turbinas e cidades está na rota turbinada de aprendizado. Cada cidade é um livro. Tivemos a oportunidade de atender clientes de diferentes localidades em abril e é uma imensa alegria saber que nossos produtos e serviços estão cumprindo seu papel de melhorar o desempenho dos motores. A característica turbo reflete potência, qualidade e eficiência. É, sem dúvida, uma energia motivadora dos nossos passos.

Consegui participar esse mês da edição da Escola das Deusas e foi, como sempre, um evento especial. No ambiente do Esppaço Alpha sempre encontro benefícios. A acupuntura é minha aliada e o atendimento da Rosana confiável e eficaz. Aproveito para parabenizar o Esppaço Alpha pela conquista do prêmio de empresa brasileira do ano em seu segmento de atuação, concedido pela Latin American Quality Institute.

Abril foi aniversário da minha adorável filha Bruna. Observá-la crescer é uma grande lição do desafio maternidade. Sei que estamos dando um grande passo e compartilhar o passo a passo da nossa jornada familiar com as filhas é uma grande bênção. A família é meu núcleo sagrado. O lar é palco de momentos felizes e aprendizes. Quanto mais próximo de mim, mais proximidade encontro nas conexões afetivas e nas associações positivas com personagens de minha história.

Na minha coluna Compartilhando do Portal Colina escrevo sobre minhas experiências cotidianas. Cada semana um ingrediente da semana. Quanta vida em uma semana. Para concluir, quero agradecer aos meus verdadeiros amigos e família que partilham comigo a felicidade de progredir no caminho do amor. Fechei o mês com m diálogo precioso com minha amiga Marili. Ela é inspiração, um exemplo de amor, pura poesia. Felicidades minha Filha Bruna, seu caminho é iluminado

Seja bem-vindo Maio.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Frases

Gosto muito de frase. Já li muitas marcantes em livros, poemas, revistas, sites, blogs, twitter. Já ouvi muitas carregadas de sentidos. As frases têm uma relação muito próxima da amizade. Sempre que eu leio ou escuto uma frase, lembro de algum amigo. As frases são elos de conexão e se acionam nosso coração é porque há muito significado.

Essa semana minha filha assistiu novamente Alice. Um clássico primoroso com frases sublimes. Muitas vezes, uma única fala diz tudo. Então resolvi escolher uma frase recortada de Alice para minha semana que tem uma sintonia magnífica com o projeto Escola das Deusas, coordenado pela minha amiga Fatyma de Moraes: “...Humilde para ser uma. Única para ser muitas “

Toda mulher é mesmo única e múltipla ao mesmo tempo. Em cada edição da Escola das Deusas aprendemos com a diversidade e singularidade de cada participante. E essa frase me fez pensar em tantos momentos do projeto e na grandeza de cada mulher que atua no palco da vida sendo única e muitas em tantas cenas.

Ao enxergar essa frase na Fatyma e no projeto, pude enxergar sua presença em meu cotidiano também. São associações como esta que forma um elo especial em nossa vida! Conheça e participe do projeto Escola das Deusas. Acontece no Esppaço Alpha

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Outubro turbinado

Ontem, 31/10/2010, encerramos o mês de outubro. Um dia histórico para o país que mais uma vez foi às urnas eleger a primeira mulher presidente do Brasil. Um avanço que mostra que temos muito a trilhar para continuar no caminho do desenvolvimento vencendo os desafios para alcançar resultados promissores. A eleição de uma mulher marca o início de um novo tempo que mostrará cada vez mais a força empreendedora das mulheres. Há espaço para todos exercitar sua capacidade criativa.

Outubro foi um mês muito especial. O primeiro mês do novo endereço da Marcos Turbo e já registramos um acréscimo de clientes da nossa cidade sede Osasco. Ainda estamos em processo de mudança e cada pequeno passo é uma vitória. Cada venda de turbina uma conquista. As plantas, os banners, os quadros, o filtro, a fachada e assim cada detalhe vai fazendo a diferença na criação do nosso ambiente de trabalho. O espírito empreendedor é uma energia contagiante que nos estimula a melhorar continuamente.

Outubro foi o mês do aniversário do meu adorado irmão Paulo. Deus me concedeu a graça de ter irmãos e é maravilhoso aprender compartilhando com essa convivência. Meu irmão Paulo é muito querido e em todos os momentos de minha vida ele está nas minhas orações. Esse laço de sangue e amor é uma bênção. E por falar nessa sagrada conexão, a fé nos une ao divino e aos muitos irmãos amigos com os quais tecemos relações. A amizade é um grandioso tesouro que me acompanha e sou muita grata pela presença amiga em minha jornada. Em outubro visitei a Magali e como admiro sua sensibilidade e generosidade. Ao voltar de sua casa tive o privilégio de contemplar a “lua de sol” como definiu a Isabelly. Uma cena que toca o sentimento, uma imagem que fica eternizada em nosso livro coração.

Também fui visitar o mar. Sou das águas e sinto saudade dessa proximidade do toque, do mergulho, da mansidão e da mensagem das águas. Não há como descrever a sensação que o contato com a água me traz. É só sentir e nossas sensações são únicas. Observar minhas filhas Isabelly e a Bruna brincarem juntas faz com que eu flutue na leveza da gratidão. Viajar é explorar a oportunidade de ampliar nossa visão e treinar todos os sentidos. Quando somos cativados pelo lugar que visitamos sempre retornamos. É assim com Guarujá.

Minha amiga Fatyma de Moraes também viajou. Ela cruzou continentes diferentes, ultrapassou barreiras, encantou ainda mais seu mundo ímpar com a leitura de outros mundos. Tenho certeza de que essa viagem foi excepcional e que sua já aguçada percepção expandiu a dimensão quântica que ele exercita de modo tão impressionante. Desejo prosperidade turbinada para seus negócios no Esppaço Alpha, nas embalagens da World Post e nos papéis de presentes da WP+ e nas muitas relações comerciais e afetivas que ela desenha no mapa de sua história de aprendizado e sucesso.

Nossa os 31 dias de outubro tem tanta emoção. Eu poderia descrever tantos outros pontos relevantes, mas, basta dizer que foi um mês ESPECIAL e tudo que é especial é marcante. Desejo a todos que novembro seja um mês iluminado! Minhas sementes, frutos, graças, luz maior que ilumina minha essência de amor!

sábado, 2 de outubro de 2010

Setembro turbinado

O mês 09 de 2010 foi marcante em muitos sentidos, em especial, pela mudança que realizamos. Foi um mês que exigiu 120% de dedicação e todo esse esforço ainda está em curso. Mudar é mesmo um desafio estimulante para melhorar e ampliar nossa visão do quanto podemos desenvolver nossa força criativa expandindo a energia da renovação e da motivação para crescer e melhorar. O tom da mudança está no ar com a chegada da estação da brisa e das flores.

O movimento começou cedo no mês com a Semana Holística que tive o privilégio de participar de dois dias do evento organizado por minha amiga Master Coach Fatyma de Moraes do Esppaço Alpha. Compartilhar com seu espírito aprendiz e agregador é um combustível “up”. O projeto é inovador e tem o propósito de divulgar o conceito e prática holística que nos conscientiza da importância da integridade do ser em comunhão com a natureza. Ter consciência de si e valorizar sua essência sagrada é uma ponte para atitudes sustentáveis nas relações humanas e com o meio ambiente.

O Zoom é mesmo uma palavra que define setembro. Contrato, assinaturas, orçamento, negócios, vendas, compras, um mix de ações no processo de mudanças na Marcos Turbo .A organização do novo espaço é um desafio para procurar o melhor lugar e o encaixe de cada coisa para que a fluidez do trabalho aconteça de forma harmônica e eficaz. Luz, tomadas, tintas, ajustes e tantos etcs. Apesar do cansaço é recompensador observar tudo ganhando forma. Tudo é uma oportunidade para exercitar a mente. Estou cansada e feliz.

Setembro fui para a Expoflora em Holambra e para a Festa do Morango e das Flores em Atibaia. Os dois eventos são bastante divulgados, porém, não pretendo repetir a dose nas próximas edições. Falta planejar melhor a estrutura para receber o público. Pouco espaço para muita gente. O impacto é negativo. Nos dois eventos senti a ausência de um fator relevante para o sucesso de qualquer empreendimento turístico e de outros segmentos: eles estão desprezando a capacidade de público. Tem que ter noção da quantidade de pessoas que podem ser recebidas por dia. Pensar nisso é pensar em qualidade, segurança e perenidade do evento. A impressão que fiquei é que esse item não é levado em conta. O que vale é vender muitos ingressos, tantos quanto puder e cada um que tente conferir as atividades do evento do jeito que der. Eu não volto mais, pelo menos até ter notícia válida de que isso foi alterado.

Que delicia sentir a atmosfera da primavera que já sopra por aí. A chuva molhando o solo e regando a florada dos canteiros dos jardins. Amo a beleza, cores e os diversos formatos das flores. Claro que nem tudo são flores, mas temos que aprender a lidar com os espinhos também. Faz parte da jornada e tudo tem um propósito. As lições são fontes de aprendizados que forma uma bagagem preciosa. A chuva aumenta o trânsito e imagine isso em uma sexta-feira. Esse cenário nos fez perder o vôo de uma viagem programada. Veio o choro, o estresse e o final de semana de sol transformado em final de semana de chuva. Mudança de roteiro e reprogramação. Podemos reprogramar sempre. E tenho certeza de que a nova programação será muito melhor.

Teve tantos outros acontecimentos em setembro que renderiam outros posts. Continuo viajando virtualmente na série mineira do Blog Cidades Turbinadas. Cada cidade é um livro com muitos capítulos para enveredar. Está atrasada, mas logo irei concluir a finalização da série para começar um novo programa de publicações. Andei pouco e estou sentindo falta dos meus passos pensantes que estão loucos que cheguem a próxima semana para retomar o ritmo. O Eu Indico tem uma lista de indicações. Logo teremos novas postagens. Meu Blog Maternidade também tem tantos temas, afinal, ser mãe é um campo fértil para aprender todos os dias. Minhas filhas, cada uma na sua fase, são tesouros inspiradores.

Desejo que outubro seja um mês especial para todos porque tudo que é ESPECIAL faz diferença positiva em nossa vida. E para encerrar, registro minha gratidão pela especial amizade das minhas amigas Fatyma e Clicia. Amo vocês:

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Junho Turbinado

Hoje, 30/06, estamos concluindo o semestre de 2010. Sim, 6 meses já passaram e quando registro minha síntese do mês vou percebendo a importância do tempo de cada dia. Junho foi um mês movimentado em muitos sentidos, nos negócios, nas viagens, nas reflexões, nas leituras e nos laços que vamos tecendo no enredo de nossa vida.

Comecei o mês viajando. Uma viagem rápida e especial para reencontrar minhas raízes. E como é maravilhoso curtir a presença de quem amamos. O abraço carinhoso do meu avô, o sorriso sincero da minha vó, a alegria e o acolhimento afetuosos dos meus tios, as risadas gostosas, o vento, o sol, as estrelas, a deliciosa comida e a saudade feliz que fica no coração de quem volta e de quem fica. Chegada e partida são extremos e complementos.

A semana seguinte da viagem foi marcada por vendas turbinadas na Marcos Turbo. Sucesso de vendas da promoção da COPA 2010 mesmo antes de iniciar o grande evento esportivo. Agradeço aos muitos clientes e desejo muita prosperidade em seus negócios. É o movimento turbo-multiplicador em ação e que ele seja constante para expandir ainda mais o empreendedorismo em nosso país. A Internet é uma aliada nessa jornada e o Google é uma plataforma impressionante que conecta pessoas, empresas, produtos e serviços.

Esse mês foi o aniversário do meu caçula irmão Henrique. Ele me surpreende com sua inteligência criativa. Cada vez que leio seu Blog fico orgulhosa dos seus textos. São letras compondo sua história e registrando sua essência. Parabéns HEU!

Uma atividade que me fez pensar no ciclo da vida, na minha missão e nos propósitos foi selecionar as imagens para a retrospectiva da minha filha Isabelly que completará amanhã 2 anos. Ela está crescendo e desde sua concepção minha vida entrou em um ritmo de transformação e a maternidade tem sido um laboratório de aprendizado.

E a copa começou e as vitórias têm sido celebradas na companhia de amigos. Cada partida é uma decisão e essa atmosfera da copa rende comparações interessantes com o campo corporativo e com outras situações de nossa jornada. Para conquistar a tão sonhada taça cada jogo é fundamental. Para alcançar o sucesso devemos ter esforço disciplinado, acreditar em nosso potencial e está sempre disposto a aprender e melhorar. O Coach é um personagem chave de cada seleção e o Coaching é uma ferramenta de alta performance que está fazendo diferença na vida de muitas pessoas.

As pessoas são diferentes - felizmente - e cada uma tem uma singularidade que precisa ser valorizada e respeitada. E assim também são as cidades. Nas pesquisas para produção de conteúdo do Blog Cidades Turbinadas fico encantada com cada lugar. Agora é a vez das cidades mineiras. E por falar em cidade, estive no último final de semana em Novo Horizonte. Saímos cedo e pude contemplar o nascer do Sol na estrada, os raios beijando o orvalho e iluminando a neblina. É mágico o amanhecer. Incrível também é ver o Rio Tietê vivo no interior com suas praias de águas doces ao sabor das marés.

E junho termina com a Lua Cheia no céu de inverno, a estação fria e acolhedora. A beleza da lua Cheia é tocante e cada fase que antecedeu até este ciclo tem seu sentido para conquistar a Plenitude. E tendo chegado aqui ela minguará para a renovação, é chegado o tempo de um novo mês. Seja bem vindo julho!

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...