segunda-feira, 6 de abril de 2015

Diferenças no atendimento médico

Hoje acordei com forte dor na coluna e segui logo cedo ao Pronto Socorro. Com dor, sozinha, o tempo até ser atendida parece longo. Já chegamos ao hospital numa condição debilitada quando estamos doentes. Quando fui chamada pelo médico senti alívio. Entrei no consultório e o médico nem respondeu ao meu cumprimento de bom dia. Já perguntou o que estava sentindo. Depois de falar, sem examinar nada, ele já estendeu a ficha e disse: “é só levar para medicação”. Saí dali com direção a sala de medicação com a sensação de que aquele profissional não estava contente em estar ali naquela manhã para atender os pacientes. Não precisa ser dócil depois de um domingo de Páscoa, no entanto, um mínimo de educação e atenção ao paciente é fundamental no atendimento hospitalar e em outras atividades.

Felizmente a enfermeira que aplicou a medicação foi atenciosa. Já não é agradável ir ao hospital e quando recebemos um atendimento assim, temos vontade de nunca mais retornar. Infelizmente é recorrente ouvir relatos de atendimento ruim em hospitais e consultórios. É fácil identificar quem exerce a profissão com amor e quem está ali pelo salário ou sei lá qual motivação. Eu passo meus filhos pequenos por uma pediatra que é exemplar e cada atendimento amplia minha admiração pela sua dedicação em atender bem. E cada vez que vou ao Pronto Socorro e me deparo com um atendimento como o de hoje, acredito cada vez mais que fazer o que ama faz toda diferença na sua vida e também na vida das pessoas com as quais se relaciona.

Novo Pronto Socorro Jd D´Abril - Crédito imagem: Site Prefeitura Osasco

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Você é capaz de vencer seu confortável inimigo

Ela é uma velha conhecida de muitos, a senhora “zona de conforto”, essa confortável posição de que tudo está “normal”, digamos dentro do script e que por vezes em nada representa nossa natureza que clama por mudanças. É que mudar traz desafios que precisam ser encarados, sem máscaras, para ter o panorama claro da situação. Tem que almeje grandes mudanças, daquelas radicais e tem quem comece por uma pequena alteração e descobre que ela desencadeia uma onda de ações. A força da mudança ganha proporções incríveis quando é acionada, digo por experiência própria.

Já ouvi muitas pessoas falando sobre seus sonhos com brilho no olhar e depois terminar a fala com ar de tristeza dizendo que para isso acontecer tem que largar aquele emprego “certo” que é “pra toda vida”. E será que vai ter toda vida para fazer o que ama depois que se aposentar? Se colocar como coitadinho é muito comum. Aliás, um aliado de peso da zona de conforto é o papel de vítima. É muito mais fácil colocar culpa no outro do que assumir sua culpa. É mais cômodo colocar no vilão tempo ou falta dele a não realização de seus objetivos. Se você decidir agir diferente, aceitar sua culpa, perdoar a si mesmo, determinar aonde quer chegar, reconhecer seus bloqueios e assumir um compromisso de mudança, tudo pode ser modificado.

Há decisões que mudam completamente o curso de nossa história e elas se tornam reais quando escolhemos com o coração. Certo ditado que minha mãe sempre diz: “aquilo que palpita o coração” faz todo sentido nesse contexto. É exatamente o que faz pulsar nosso coração que dá sentido aos nossos passos. Se a mudança que deseja estiver coerente com sua essência, então é só começar. Sim, não é fácil mudar. Há uma resistência feroz e realizar o primeiro passo é um divisor de águas.

Enfrentar você exige uma força poderosa. Sabe aquela conversa de deixa para amanhã e o amanhã se estende por muito tempo, é uma forma de procrastinar sabotadora. Aprendi que não precisa esperar a segunda-feira, o começo do mês ou ano, é preciso começar já. Nesse processo os hábitos são vitais. Banir um hábito ou reformular é tarefa árdua, mas totalmente possível. Com persistência vamos longe o suficiente para alterar o roteiro e como é recompensador quando enxergamos o avanço da caminhada. O passo a passo se torna um ritual de melhoria contínua.

Esse confortável inimigo que sabota suas mudanças tem solução e ela está ao seu alcance. É aqui dentro que temos aquela amiga divina chamada fé que nos faz acreditar que tudo é possível. A fé alimenta nosso caminho, engradece nossa determinação, motiva a disciplina e se torna presença marcante em tudo que concretizamos. A fé é fundamental, é uma luz que clareia a escuridão do medo, que amplia nossa visão e nos faz ver o quanto somos capazes quando confiamos. É uma sensação indecifrável e que conseguimos vê-la concreta em cada etapa. A vitória nasce e torna-se real quando você escolhe o caminho e assume a direção. Vá em frente!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Gratidão Alpha

Não há como representar totalmente o sentido da gratidão em palavras. É uma tentativa de expressar aquilo que sentimos. É uma forma que apresenta uma pequena noção de um sentimento tão sublime que enche nossa vida de leveza. Eis aqui um pequeno registro da minha gratidão por ter tido o privilégio de participar do Alpha e aprender tanto com as experiências e laços que tecemos durante um tempo precioso. Há uma mistura de sensações, imagens, sorrisos, lágrimas, abraços, pessoas, livros e palavras que jorram como cachoeira da minha fonte de recordações, todas entrelaçadas na base de tudo que movimenta a vida e que percebi em tantos formatos no ambiente Alpha: AMOR.

Foi lá que descobri o quanto é valioso o autoconhecimento, a diversidade de crenças e símbolos presente na cultura e religião de povos tão distantes geograficamente e que conseguem expandir seus conhecimentos por tantos lugares e gerações. Essa marca da diversidade Alpha ficou gravada em diversos projetos e eventos que tive a honra de vivenciar. Prática holística com criatividade que despertaram meus sentidos para a sede de aprendizado.

Lá aprendi o sentido da permanente mudança do ciclo da vida que nos coloca diante de conflitos e passagens que engradecem a jornada. Sim, sair da zona de conforto exige coragem, no entanto, quando compreendemos que a força está aqui dentro e que depende de nossas atitudes, iniciamos uma nova trilha. E como foi gratificante ver a evolução real na trajetória de tantas pessoas que buscaram autoconhecimento e ingressaram em um novo caminho. Como aprendemos com o coaching coletivo na Escola das Deusas.

No Alpha, compartilhando experiências fui crescendo também na dor e percebi que ampliar a visão nos faz enxergar outros ângulos e dar novo significado a situações doloridas. E continuo aprendendo que tristezas e alegrias são partes da caminhada e que é nossa ação diante de cada acontecimento que faz diferença para seguir adiante. E tudo que faz diferença em nossa vida torna-se eterno por natureza. De todo meu coração, muito obrigada Alpha e minha amiga e mentora Fatyma de Moraes.
Gratidão pela amizade atemporal. Amo vocês

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Gentileza cotidiana

Sim, acontece aqui em Osasco, São Paulo e em tantas cidades. Eu já presenciei muitos atos gentis e ontem recebi uma gentileza que me deixou emocionada. Depois de caminhar 50 minutos, acompanhada da minha filha, passamos para comprar frutas e outras coisas para casa. Logo no início da ladeira, tentando equilibrar o peso, um carro com um casal parou e nos ofereceu uma carona. Gentileza doce no cair da noite. Fiquei emocionada com o gesto e na hora lembrei-me do gentilezas urbanas do Catraca Livre.

Em nossos passos pensantes, eu e minha filha, conversávamos sobre a afetividade do brasileiro e isso está refletida nas muitas gentilezas que acontecem no roteiro urbano. A gentileza enche o dia de graça.
#gentilezasurbanas

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Menos rótulos, mais respeito

Essa onda de preconceito tem cultivado um terreno perigoso entre as pessoas. Desencadeada com a campanha eleitoral fez brotar sementes de intolerância que estão atingindo um nível preocupante. Que colheita terá com esse clima? Tenho escutado coisas assustadoras sobre nordestinos, sobre divisão do país, entre outras “pregações” de argumentos preconceituosos de quem se considera “melhor”. Pessoas que utilizam rótulos para designar as pessoas como “ignorantes” “falsos” e outros que nem vou mencionar. Quem rotula restringe seu ângulo de visão. Quem privilegia o respeito expande sua percepção.

Sei que esses ataques preconceituosos são de uma minoria e espero que continue sendo. E por mais que nos afetem essas citações, é melhor não dar espaço para raiva e alimentar essa energia. Isso não quer dizer que devemos nos calar diante dessa falta de respeito até porque é crime. Mesmo se o sangue ferver, vamos conter nossos ânimos para não retrucar no mesmo tom. Como diz Jean de La Fontaine: “Paciência e nada de pressas fazem mais do que a força e a ira.”

sábado, 25 de outubro de 2014

Sobre as campanhas eleitorais e o voto

As acusações dão o tom nas campanhas. Só que nessa campanha ganhou dimensões assustadoras. Ao invés de debater problemas reais apontando soluções, a base do discurso é tentar atingir o outro. Será mesmo que essa é a fórmula pra mostrar quem é melhor? Penso que só estimula o preconceito e outros fatores negativos. Já ouvi tantos absurdos durante esse processo eleitoral que causam indignação e nojo. Preferi não retrucar, optei pelo silêncio. Basta dizer que sou nordestina SIM com muito orgulho e que eu raciocino SIM. É mais fácil generalizar. Na minha simples percepção, Rótulos diminuem a visão, restringem o espaço do conhecimento. Respeito engradece.

O que se vê é uma disputa de partidos que levanta questões de rico contra pobres. Acredito que o contexto deve ser maior. Vivemos em comunidade e muitos problemas comum como a violência afeta todas as pessoas. Pensar restrito não resolve nada, tem que expandir o horizonte. Isso é um discurso pequeno diante da grandeza do Brasil. Oferecer condições melhores para o país crescer é fundamental já que temos potencial para que esse crescimento aconteça. Se o país cresce as oportunidades são multiplicadas.

Acredito que há sim outro caminho, o que convoca o eleitor a questionar, é questionando que avançamos e é cobrando os compromissos dos candidatos eleitos que exercermos nosso papel de cidadão e participamos da construção permanente da democracia. Sua ação é seu reflexo. Não é só votar e pronto, o voto precisa ir além.
Crédito imagem: Blog Compromisso Consciente

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Minha criança eterna

Sou rodeada de crianças que alegram minha vida. Cresci na companhia de irmãos, tantos primos que eu perco a conta e uma ruma de amigos de infância. Aliás, desse período guardo recordações sensacionais que povoam meus sonhos. Os pulos da canoa para demorados mergulhos no açude. Ficava ali nadando e contemplando a beleza dos raios solares refletidos da margem até o mais profundo que conseguia mergulhar. E que delícia quando eu descia entre as bananeiras logo cedo e chegava ao trecho de areia, perto de onde estava ancorada a canoa e me sentava ali para ouvir o canto das marés. Sim, eu converso com as águas até hoje e perco a noção do tempo. E o que dizer da delícia de subir em árvores e fazer dos galhos minha casa imaginária. Não tem melhor morada com sombra, folhas, flores, frutos e pássaros que vem nos visitar. E minhas lindas bonecas de sabugo de milho com seus cabelos dourados balançando ao sabor do vento.

Sim, tive minhas privações na infância, como muitas crianças do sertão. Só que sinceramente elas não deixaram marcas danosas. Lembro é com alegria das visitas de vozinho que nos levava mantimentos e da alegria de falar ao telefone com meu pai distante em São Paulo por alguns períodos. Melhor ainda era quando ele retornava. O que fica é tudo que é especial, que toca a alma, que enternece o coração e posso dizer com letras gigantescas que tive na minha infância e continuo a ter a presença de muito AMOR em minha vida. E é isso que faz toda diferença na vida da criança que continuamos a ser em diversas gerações. E para parabenizar minha criança, meu melhor presente é ir ao sertão, visitar minha terra, ver o meu povo, brincar e sorrir até dar câimbra nas mandíbulas e a barriga doer. É que sorriso não falta por lá.
Feliz dia das crianças!

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...