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quinta-feira, 6 de junho de 2019

casamentos, caminhos, roteiros, gerações

Minha mãe e meu pai se conheceram em Lagoa do Barro. Foram casados por alguns anos. Não completaram as bodas de prata como eu. Como muitas famílias da região, meu pai veio para São Paulo trabalhar de pedreiro para nos sustentar. Até que resolveram trazer toda família pro Sudeste. Sim, somos uma família como muitas outras de retirantes nordestinos que vieram para São Paulo. Lembro como se fosse hoje do dia que cheguei aqui e contemplei o céu cinza, a neblina gelada e meu corpo pequeno e frágil trêmulo de medo e frio. Na época éramos 4 irmãos e fomos direto pra casa da tia Coca, tão pequena, e que ainda assim nos abrigou. Ficamos duas semanas em São Paulo e depois viemos para Osasco, pra casa do tio Antonio Piqui, irmão da minha madrinha Cotinha. E já são 30 anos em OZ, como carinhosamente chamamos Osasco. Sou muito grata pela cidade que nos acolheu. Aqui construímos nossos laços sem perder as conexões com a terra onde nascemos. Os cenários são diferentes, os personagens também e seguimos nossos passos. Depois da separação meu pai morou um tempo por aqui e retornou para Lagoa do Barro. Nós ficamos, órfãos de certa forma. Sobrevivemos.

Então vamos elencar a família gerada desse casamento retratado na imagem:
Meu irmão Paulo, eu brinco que tem asas nos pés, vive na estrada com sua bagagem mochila, já percorreu alguns destinos e está sempre pronto a embarcar em novos roteiros. Atualmente mora em Jericoacoara e está com embarque agendado semana que vem para algum lugar da América do Sul.

A Lane é minha irmã de casa, do cuidado com os seus e nossos, lembra muito vozinha e mãe pelo gosto do seu canto. É tão preciosa.

Meu irmão Giva é o galego. Ele é retrato de alegria, faz 6 anos que mora em Parnamirim, se adaptou bem ao sertão. Sempre recebe nossas visitas e vem aqui nos ver.

E o paulista Henrique, estudante de letras da USP está trilhando seu caminho criando as letras do seu enredo. Mora na capital, perto do metrô, pense em um menino inteligente e criativo.

Mãe é nossa fortaleza. Quando penso por todas as adversidades que enfrentamos, meu peito inflama de gratidão por ter uma mãe tão nobre. “Eita que a risada de Fátima é inesquecível”. É uma frase que sempre escuto sobre minha mãe. Que sensacional ter a risada como marca. Ela é a Senhora de rodinhas nos pés, ligeira, alegre, disposta e repleta de bondade.

Somos 5 filhos, 6 netos e 3 netas. Bruna, minha primogênita já é mãe, eu sou avó e meus pais bisavós da Peaches, a tataraneta do Sr. Chico Cordeiro, Dona Cotinha, Sr. Enoque e Dona Joaninha, que tem a honra de está viva e ter conhecido Peaches, ainda que por vídeo e foto, já que ela é americana e está há léguas de distância, porém, presente naquilo que chamo de proximidade sagrada, dessas que carregamos no DNA e coração.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Cartas gratidão

A gratidão é uma graça compartilhada. É um sentimento nobre que alimenta minha alma a cada dia. Resolvi escrever minhas cartas de gratidão para personagens especiais de minha vida. Irei partilhar algumas cartas no meu Blog, outras não. As cartas são escritos do meu coração que descrevem em parte a imensidão do meu amor e gratidão por pessoas que fazem diferença em minha história.

A primeira carta já foi enviada via Correio e as outras também seguirão seu destino. Inicio essa nova série cartas de gratidão com meus avós maternos.

Meus amados avós.

Eu sou imensamente grata por pertencer a sua linhagem. Acredito que nascemos no seio da família que irá nos transmitir o DNA que precisamos para seguir nossos passos na construção do nosso caminho. Tenho muito que agradecer a vocês dois por tudo que me ensinaram com seu exemplo de vida. Quando penso na coragem e determinação que tiveram para criar os filhos vencendo os muitos desafios do sertão renovo minhas forças de que sou capaz de conquistar meus sonhos.

Esse foi um ano muito importante em minha vida, em muitos sentidos. Tive a oportunidade de revê-los e mesmo em um curto espaço de tempo, alimentei minha alma com o grande amor e fé que emana de todos vocês. Sinto todas as noites a fortaleza da fé de vocês rezando o terço e sei que todos nós estamos em suas orações. Mesmo distante sinto a presença do meu amado vozinho e minha vozinha pulsando em meu coração. O amor verdadeiro é atemporal, está em todo tempo e em todo lugar. Vocês sempre estarão comigo.

Não existe morte para o amor. Sei que um dia não mais estarão conosco e já fiquei muitas vezes angustiada pensando nessa passagem. Hoje não mais. Sei que meu vozinho está no meu sangue, nos meus gestos, na minha sensibilidade. Sinto a vozinha comigo quando busco ampliar minhas forças para enfrentar os desafios que são muitos. O sorriso do vozinho mora em meu espírito e quando estou triste por algum motivo sinto seu sorriso sincero e leve penetrar em meu corpo e afagar com carinho minhas cicatrizes. Quando penso que vou fraquejar lembro-me da firmeza de minha vó e do quanto ela é justa e fiel aos seus princípios. Essas sensações nutrem minha alma e fortalecem minhas ações.

Tenho muito para conquistar e agradeço pelas orações de vocês que me acompanham na jornada. Esse ano foi fundamental para concretizar as bases para os próximos avanços e tenho convicção de que terei oportunidade de realizar todas minhas metas. Quero ter a alegria de poder compartilhar com vocês minhas vitórias. Muito obrigada por tudo vozinha e vozinho. Herdei muito de vocês e vou honrar essa herança valiosa.

Ivone Neto - Dezembro/2010meu querido vozinho no seu ambiente clicado por minha prima Joyce Neto

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Saudades

Saudade é um sentimento. Podemos sentir saudade de tantas coisas, pessoas, momentos, lugares, viagens...eu aprecio ter saudade feliz.

Hoje estou com saudade da minha filha que viajou ontem. Nem faz 24 horas que ela viajou e como sua presença faz falta na casa. Ela está distante. Estou na chuva, ela no Sol. Mas estamos juntas na eternidade do amor.

Tenho família que mora distante: avós, pai, tios, primos. Sinto saudades de todos e muitas vezes rezo por eles no silêncio do meu coração. Quando ligo e ouço sua voz, sinto a energia do carinho vindo na suavidade do vento. É uma alegria quando posso ir vê-los presencialmente.

Sentir saudade não significa ficar presa ao passado. É uma forma de agradecer a alegria de ter vivenciado momentos tão especiais. Sentir saudade é amar. E é por amar tanto minha filha que estou com saudades do seu abraço.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Junho Turbinado

Hoje, 30/06, estamos concluindo o semestre de 2010. Sim, 6 meses já passaram e quando registro minha síntese do mês vou percebendo a importância do tempo de cada dia. Junho foi um mês movimentado em muitos sentidos, nos negócios, nas viagens, nas reflexões, nas leituras e nos laços que vamos tecendo no enredo de nossa vida.

Comecei o mês viajando. Uma viagem rápida e especial para reencontrar minhas raízes. E como é maravilhoso curtir a presença de quem amamos. O abraço carinhoso do meu avô, o sorriso sincero da minha vó, a alegria e o acolhimento afetuosos dos meus tios, as risadas gostosas, o vento, o sol, as estrelas, a deliciosa comida e a saudade feliz que fica no coração de quem volta e de quem fica. Chegada e partida são extremos e complementos.

A semana seguinte da viagem foi marcada por vendas turbinadas na Marcos Turbo. Sucesso de vendas da promoção da COPA 2010 mesmo antes de iniciar o grande evento esportivo. Agradeço aos muitos clientes e desejo muita prosperidade em seus negócios. É o movimento turbo-multiplicador em ação e que ele seja constante para expandir ainda mais o empreendedorismo em nosso país. A Internet é uma aliada nessa jornada e o Google é uma plataforma impressionante que conecta pessoas, empresas, produtos e serviços.

Esse mês foi o aniversário do meu caçula irmão Henrique. Ele me surpreende com sua inteligência criativa. Cada vez que leio seu Blog fico orgulhosa dos seus textos. São letras compondo sua história e registrando sua essência. Parabéns HEU!

Uma atividade que me fez pensar no ciclo da vida, na minha missão e nos propósitos foi selecionar as imagens para a retrospectiva da minha filha Isabelly que completará amanhã 2 anos. Ela está crescendo e desde sua concepção minha vida entrou em um ritmo de transformação e a maternidade tem sido um laboratório de aprendizado.

E a copa começou e as vitórias têm sido celebradas na companhia de amigos. Cada partida é uma decisão e essa atmosfera da copa rende comparações interessantes com o campo corporativo e com outras situações de nossa jornada. Para conquistar a tão sonhada taça cada jogo é fundamental. Para alcançar o sucesso devemos ter esforço disciplinado, acreditar em nosso potencial e está sempre disposto a aprender e melhorar. O Coach é um personagem chave de cada seleção e o Coaching é uma ferramenta de alta performance que está fazendo diferença na vida de muitas pessoas.

As pessoas são diferentes - felizmente - e cada uma tem uma singularidade que precisa ser valorizada e respeitada. E assim também são as cidades. Nas pesquisas para produção de conteúdo do Blog Cidades Turbinadas fico encantada com cada lugar. Agora é a vez das cidades mineiras. E por falar em cidade, estive no último final de semana em Novo Horizonte. Saímos cedo e pude contemplar o nascer do Sol na estrada, os raios beijando o orvalho e iluminando a neblina. É mágico o amanhecer. Incrível também é ver o Rio Tietê vivo no interior com suas praias de águas doces ao sabor das marés.

E junho termina com a Lua Cheia no céu de inverno, a estação fria e acolhedora. A beleza da lua Cheia é tocante e cada fase que antecedeu até este ciclo tem seu sentido para conquistar a Plenitude. E tendo chegado aqui ela minguará para a renovação, é chegado o tempo de um novo mês. Seja bem vindo julho!

terça-feira, 15 de junho de 2010

Meus passos seguirão

Organizar a retrospectiva para o aniversário da Isabelly foi uma experiência valiosa.

As cinco legendas finais dizem tudo:

Treinei muito e aprendi a andar...
Fui apresentada ao universo dos livros...
E agora ninguém me segura...
Porque enxergo um horizonte amplo...
Por onde meus passos seguirão...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Meus ancestrais, minhas raízes, minha história

Não conheço com profundidade as origens dos meus antepassados, mas os reverencio porque sei que eles são parte de minha história, da minha genealogia, da minha vida, do meu sobrenome, do meu sangue. Quando conhecemos nossas raízes nos encontramos com nós mesmos através dos laços que somos formados.

Tive a grande sorte de conhecer de perto meus avôs e graças a Deus minha vozinha e vozinho, os pais de minha guerreira mãe, ainda estão conosco. Tive a felicidade de conhecer alguns bisavós e bisavôs que se tornaram personagens marcantes da minha infância. Lembro deles com um imenso carinho e muita gratidão.

As bisas são especiais, conheci três. A vovó Yayá foi a primeira que faleceu, era tão pequena, mas tinha uma grandeza em seu jeito frágil. Tinha a mãe do meu vozinho que eu não recordo o nome, mas lembro muito bem de seus traços e dela sentada na sua cadeira de balanço na calçada de Trindade. O tempo passou e logo ela estava caducando e a memória foi fraquejando. De vez em quando acertava o nome dos netos e bisnetos. E tinha a Aurora, mãe da minha vozinha, a quem eu chamava de vó da Ingá, por causa do sítio. Sua presença simples iluminava toda a casa, do raiar do dia até o anoitecer. Sua expressão era leve como seu sorriso.

E tem os dois bisavôs que são verdadeiros extremos. O vovô Vigário era uma figura. Ele adorava contar os “causos” de suas andanças. Recordo-me dele na sua casa em Trindade junto com a Santina com quem ele casou depois que a bisa Yayá faleceu. Aliás, os dois andando juntos na rua era uma graça. Ela tinha um jeito de andar muito estranho. Sei que as histórias do Vovô eram muito divertidas. Meus tios costumavam dizer que ele tinha gosto por “engrandecer” seus feitos.

E o outro bisavô a quem eu chamava de vô do Ingá, também como referência ao sítio, era o marido da Aurora. Lembro dele montado no seu cavalo, seu companheiro nas estradas e veredas da caatinga. Sem dúvida, um homem valente, um vaqueiro do sertão que não perdia a Missa dos Vaqueiros de Serrita e que gostava de poesia mesmo sem saber ler nem escrever. Ele gostava de ficar no alpendre de sua casa recitando poemas que surgiam de sua mente criativa. Tenho muito orgulho de sua veia poética.

E tem minhas duas avós. Uma delas partiu em 2009 nos deixando muita saudade. Ela continua comigo, viva na minha lembrança. Minha avó Cotinha nos deixou um legado de força. Ela é filha do vovô Vigário e da vovó Yayá. Uma mãe sensível, batalhadora e que sempre acolhia todos. Lembro do seu abraço carinhoso e do seu imenso amor e preocupação com sua família. Ela morou em diferentes casas e cidades e foi deixando sua marca por onde passou. Minha avó e madrinha, sua marca de amor estará sempre comigo.

E tem a minha amada vozinha. Não vejo a hora de chegar junho para visitá-la. Admiro tanto minha vó. Ela tem um jeito todo único de transmitir seu afeto. Ela briga e parece está sempre brava, mas aprendi que esse é seu modo de expressar o gigante amor que ela sente por toda sua família. Lembro dela ouvindo a missa e rezando o terço toda noite junto com meu avô. Seu canto é sagrado. Minha vozinha é uma Fortaleza, tem uma fé excepcional, é uma mulher de princípios que tem uma essência firme. Ela é encantadora, é ariana como minha mãe, é determinada, decidida e verdadeira.

E tem o vô Chico. Meu avô e padrinho. Que homem memorável e lindo. Sua pele negra, seu cabelo preto, seu olhos profundos. Seu humor sempre foi uma característica marcante. Como se diz por lá, ela “mangava” de todo mundo. Gostava de colocar apelidos. Eu branca que nem algodão e ele me chamava de minha preta. A última vez que nos falamos foi por telefone, faz um tempo. A Bruna tinha dois anos e eu tinha enviado uma foto de sua bisneta para ele conhecer. Quando perguntei se ele tinha gostado de sua bisneta, ele respondeu sorrindo: “é a minha cara, galega dos olhos de gato” rsrsrs. Nunca vou esquecer sua risada, sua alegria, sua beleza rara.

E tem meu vozinho Enoque. Tão sensível, tão cativante, tão bondoso, tão simples. Ele é puro amor e sensibilidade. Adora sentar embaixo da algaroba para fumar seu cigarro. Fica no alpendre contemplando o horizonte com seu olhar de sonhador. Meu avô tem uma trajetória de vida incrível. Ele é um exemplo de vitória, superação e do quanto temos capacidade de recomeçar e encontrar nosso lugar no mundo. E ele agüenta as brigas da minha avó há quase 60 anos rsrsrs. Ele é muito paciente também. Eu o amo muito por tudo que me ensinou mesmo quando não disse uma única palavra. Ele é o homem mais maravilhoso que já conheci. Meu querido Vozinho, minha gratidão por fazer parte de minha história. Por toda eternidade sua presença estará comigo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Especial Natal para os personagens do meu coração

Estamos no mês que finaliza o ciclo de 1 ano no nosso calendário. É dezembro e as luzes natalinas estão por toda parte. É uma data especial que celebramos anualmente. E são muitas as histórias de Natal que nos emocionam. Eterno é tudo que toca nosso coração e por isso comemorações especiais como o Natal torna-se perene de geração em geração.

O Natal é período de celebrar o nascimento de Cristo e sua marcante história e ensinamentos nos faz refletir sobre a força do amor e de tudo que ele nutre. O amor é fértil. O amor é o melhor presente e viver o presente é registrar em cada passo o amor que nos move.

O Natal é tempo de saudade. Eu sinto muita saudade feliz de quem amo. Dos meus amados vozinha e vozinho, minha grande referência, dos meus tios, do meu pai, dos meus primos e amigos que estão distante fisicamente, mas todos tão próximos, presentes nas minhas orações e recordações. As lágrimas de saudade escorrem na minha pele umedecendo o sorriso da alma das lembranças carinhosas arquivadas na mente.

Nosso corpo é uma conexão sagrada e agradeço muito por ter a percepção de que cada personagem da minha vida é um laço energético significativo. Para vocês, meus queridos, um forte abraço. Sintam-se abraçados e amados sempre.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Saborosas recordações de uma caminhada

23/02/2009
Ontem andei pela noite. Fazia tempo que eu não caminhava tranquilamente pelas ruas. Um vento suave soprava trazendo uma agradável sensação de leveza. Noite de verão, segunda diferente, é carnaval. Folia e tranqüilidade em distintos cantos.

Nas ruas, pessoas nas calçadas conversando. Meninos e meninas brincando, uns jogam bola, outros vôlei, outros esconde-esconde. Retratos de infância. Isso me fez lembrar o quanto esse cenário já fez parte de minha vida, como brinquei nas noites enluaradas do sertão, no sítio, nas ruas, nas praças.

Meus passos seguiam pelo bairro. E como somos ligadas ao bairro que moramos, por aqui chamamos também carinhosamente de Vila. Tem a padaria da esquina, mas tem também a bicicleta que passa com o pão todas as manhãs e tardes, o que passa vendendo frutas, sorvete e a noite o carro de churros.

Uma brisa tocou tão intensamente meu rosto e veio a imagem do mar e de duas amigas que estão por lá. Elas estão perto do oceano das águas que movimenta a vida. Como amo o mar, o fluxo incessante das ondas com seu som que penetra na alma. Sinto tanta paz quando contemplo esse reino sagrado. Não é a toa que é meu Elemento.

E por falar em amizade, essa caminhada foi para visitar uma amiga e me fez recordar das tantas vezes que andei na companhia de amigos verdadeiros. Uns de passagem, outros perenes. E aqui me transportei para as trilhas nas montanhas, abraçada pelo verde, pelas flores, pela natureza. Como diz meu irmão-amigo, nas trilhas encontramos amigos eternos. Saudades...

Um ônibus passou. Um transporte que circula por tantas estradas e na cidade é meio de locomoção de muitos. Já conversei tanto em ônibus e com a Bruna sentava no “banco grande” como ela chamava quando pequena. Lembrei também de quando estava grávida e como tive que descer antes do previsto muitas vezes por conta dos enjôos na gravidez da Bruna. Momentos...fases...capítulos...lugares...histórias...

Da rua para a avenida, não a do samba embora seja carnaval. Mercado, açougue, padaria, sorveteria, pizzaria, loja, despachante, dentista, banco, táxi e muito mais em um único quarteirão. Vida cotidiana urbana cheia de repertório. Andando, falando, ouvindo, pagando, comprando, brincando, rindo...vivendo.

A chuva chegou quando eu já estava voltando. Ela veio para refrescar ainda mais a noite de verão. Tive que ligar. Minha pequena Isa não podia se molhar. Fiquei esperando e observando o vai e vém. Os faróis indicavam que ele chegou e a felicidade da baby confirmou. Foi só descer, virar direita, esquerda e esquerda e chegamos.

Minha deusabebê mamou, dengou e dormiu. E eu também adormeci agradecendo pelas recordações saborosas afloradas na caminhada e pela bênção de me sentir tão acolhida e feliz no meu lar. Preciso andar mais. É um exercício saudável,adorável,amigável.

Quando escrevi sobre amizade nesse texto lembrei de amigos especiais. São eles que ilustram esse texto com muito carinho.
Admiro e Amo vocês: Bruna e Anderson!

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...