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domingo, 16 de novembro de 2025

Círculo dos passos

A amizade é uma riqueza. Sou muito grata por cultivar ao longo dos anos esse tesouro atemporal. Das que se foram, mudaram geograficamente e seguimos acompanhando, outras que encerraram o ciclo e deixaram suas marcas. Sim, há relações que acontecem por determinado período, alguns nos decepcionam, machucam e nos afastamos, faz parte do roteiro, e deixam suas lições. Filtrar, perdoar e ficar com o aprendizado. E que alívio quando a ferida cicatriza!  E tem amizades que permanecem por décadas e até para sempre, formam uma rede na qual nos fortalecemos na escuta, na fala, no respeito das diferenças, no abraço, no silêncio, nas orações, uma segurando a mão da outra, partilhando dores e alegrias. Quantas vezes a palavra de uma amiga foi e segue sendo restauração.

Quando nos reunimos em nossas celebrações sinto tanta força. A Rita me disse na última sexta-feira que sou o núcleo que agrega, fiquei honrada com sua percepção. Nossa sintonia é elementar amiga e não preciso dizer mais nada. Cada encontro nosso é marcante e esse 14/11 foi especial. As risadas ecoaram mais uma vez registrando aquilo que tanto acredito: Riso é prece e cura. Ao redor da mesa, com água, cerveja e vinho, cada uma na sua bebida favorita, nós brindamos mais um ano juntas. Foi um ano desafiante para todas nós, cada uma na sua medida, buscando vencer as batalhas. Estamos vencendo e ainda que estejamos sangrando, ao olhar a estrada de 2025 vejo que as casquinhas das feridas estão se formando e que chegamos nessa nova estação ainda mais fortalecidas. Estou tão orgulhosa de todas vocês. Como disse a Alessandra: seguir o coração é o caminho.

Suzana destacou que todas as relações têm conflitos e que equilibrar os egos não é fácil. E aqui faço um adendo, para dizer que nesse processo é importante compreender nossos limites e não nos apagarmos para caber nas expectativas dos outros. Reconhecer que também falhamos é fundamental. Penso nas tantas vezes que não falamos sobre os erros que observamos em algumas atitudes, por medo de magoar, com receio de ser interpretado como julgamento, quando é apenas uma leitura que deveríamos compartilhar com o intuito de ajudar. Eu preciso aprimorar esse exercício. E aqui convoco de novo a Alessandra para a relevância do autoconhecimento e de práticas curativas que são capazes de ressignificar tantos acontecimentos e nos reconectar com nossa natureza circular. Ale você é canal de cura!

E chego na Guio que tem essa energia alegre que nos contagia. Ela é festa de cores. Uma amizade de 45 anos, com distância longa da migração, cada uma veio no seu tempo, e o reencontro orquestrado pela amiga Zilda, aconteceu no meu mundo mágico de OZ. Desde então seguimos próximas, alimentando nossa fé, nos amparando nos aperreios e vibrando nas conquistas. Admiro tanto sua criatividade, a melhor fotografa que temos. Seu olhar captura ângulos que só ela enxerga. Tua visão é comunhão de elementos. Acredita na sua potencialidade, do mesmo jeito que me motiva a despertar a minha. Sou grata por tua presença nesse caminhar.

Silvia, amiga da Vila pra toda vida. Você nasceu para brilhar! Teu Sol tem raios profundos. Permita que ele irradie por teus passos. Estou aqui e sempre estarei rezando por você e invocando a proteção de Deus e dos anjos na tua vida. Jamais estará sozinha. Sua renovação está em pleno curso. Adoramos ser recebidas pela anfitriã Sil, ser abraçada por teu humor, não o perca por nada! Tenho convicção de que iremos brindar suas vitórias nas próximas estações. Perseverança, fé, paz e alegria. Que o Espírito Santo te guie.

Amigas, muito obrigada. Onde meus passos trilharem, tenham certeza de que vocês estarão neles, na lembrança, saudade e afeto. Eu que sou gente que ama, desejo que o AMOR seja multiplicado na vida de todas vocês. Bora andar: “eu encontrarei meus pés no caminho.”

Gratidão Deus pelos anjos amigos!

terça-feira, 28 de outubro de 2025

Amizade nutrição e cura

Estamos sempre cercadas de pressão e eu observo, com muito pesar, muitas mulheres aprisionadas no que os outros vão dizer, tentando se moldar em padrões que contrariam sua essência. A ausência de ser quem é vai adoecendo as mulheres nas suas próprias mentiras, algumas que nem elas mesmos enxergam ou, mascaram como bloqueio. Por mais que já tenhamos avançados em muitos quesitos, há um longo caminho para compreender e viver o amor como verdade nas relações, a começar por si mesma. As notícias dão conta de que a ansiedade está nas alturas e a saúde mental das pessoas em péssimo estado. Ser taxada de louca, dramática, de isso é frescura, ter receio de nomear os sintomas e de buscar apoio, vai formando um vulcão que quando explode atemoriza ainda mais. Porque o corpo vai dando sinais e nós vamos negligenciando ou escondendo, por medo e vergonha. É sempre uma barreira para todas as mulheres que enfrentam as discriminações nocivas que ferem. Os homens também sofrem, embora camuflem os danos que esse sistema algoz impactam neles e seguem reproduzindo comportamentos tóxicos.

Acompanhar de perto situações dolorosas tem me ensinado muito. Adversidades todos já enfrentamos e seguiremos com elas em algumas estações da estrada, como as elaboramos é o que faz diferença. Essa elaboração é uma tarefa difícil, vamos chorar, sentir tristeza, raiva, medo e dor. Não acredite nessas fórmulas que vendem nas mídias sociais de pessoas felizes o tempo todo, equilibradas nas suas rotinas publicadas e muitas vezes esmagadas no real cotidiano. O equilíbrio total é uma ilusão. Não alcançaremos jamais. A busca insana por colocar em prática esses modelos sufocam as pessoas, ampliam a ansiedade e nos aprisiona em padrões que nos convocam a consumir fórmulas irreais em formas de make, academia, coaching e tantos outras receitas. E não estou aqui dizendo que isso não seja importante. Sim, devemos fazer exercício físico, cuidar do corpo, fazer consultas e exames, fazer terapia se possível, cuidar da aparência, tudo isso e muito mais são válidos. A questão aqui é que nos “vendem” - sim isso é mercadológico – como uma possibilidade “fácil” sendo que é incompatível com a realidade de tantas mulheres. A propagação da comparação é cruel.

Esse ensaio todo acima foi motivado pelos diálogos recentes e das vivências reais, minhas e de outras amigas sobre temas que atravessam nossas existências. Pensando nas observações que escutei, nas lágrimas que ajudei a enxugar, nos apertos de mão e nos abraços que acolhem, escolhi o título. E recordando de tantas “pressões”, lembrei agora de um exemplo simples. Quantas noites eu fui dormir angustiada em ver que não tinha conseguido fazer tudo que estava anotado na agenda e imaginando como estava falhando o tempo todo. E sequer olhava para o que eu tinha realizado e que era muito. Tenho até uma amiga que fica cansada só em ouvir o relato de minha rotina em alguns dias. Até que fui me libertando aos poucos, dentro do privilégio que tenho hoje com minha agenda flexível, de ir me adequando ao tempo possível, dentro das minhas possibilidades, apagando incêndios aqui e acolá, priorizando atividades que amo como ler e escrever, sem negligenciar itens importantes com a alimentação e a caminhada, e tendo a leveza de saber que eu não vou dar conta de tudo sempre e que em alguns dias eu posso até me surpreender. E tudo bem! Essa construção é contínua, com todos os desafios e dores que acontecem nas distintas intercorrências em nosso cotidiano.

Nessa cachoeira de reflexões, vislumbro lampejos de esperança em livros como o de bell hooks, Djamila Ribeiro,Clarrisa Pinkola Estés, no podcast Bom dia Obvius, no programa Sem Censura da TV Brasil, nas provocativas e sensatas colocações de Elisama Santos, nas narrativas que ouvi nas gravações do podcast Sonho e Pele e em outros que costumo divulgar para o meu grupo de amigas. Cada vez que assisto fico agradecida por enxergar que há uma onda crescente que respeita as diferentes pessoas e circunstâncias, valorizam a autenticidade, os saberes locais, com abordagens de modo educativo e até lúdico sobre pautas tão necessárias como a maternidade, menopausa e outras interconectadas do universo feminino e da sociedade. Esses dias assisti um episódio falando sobre solidão e solitude que me fez pensar tanto nesse prazer de estar só. Em quantas mães sentem falta desses momentos únicos, dela com ela mesmo, até para se reencontrar. Eu mesmo que adoro circular sozinha já ouvi certa vez com tom bem preconceituoso: “como você tem coragem de sair sozinha e deixar seus filhos?” Bom, eu me reservei o direito de não gastar minha energia respondendo, mas essa fala evidencia a falta de reconhecimento de que SIM, a mãe precisa de um tempo para respirar sozinha!

É por isso que me esforço para sair com as amigas e ter nossos momentos. Para extravasar nossas emoções em risadas que ecoam, tomar um café para partilhar afetos, acompanhar nas orações porque eu sambo mas rezo também. Esses encontros são mágicos porque nos fortalecem. A amizade é um antídoto para a solidão e um alimento para a solitude. Quantas vezes, em minhas horas de leitura ou silêncio vem a lembrança de uma frase das amigas ou de uma situação que precisa de minha prece, da indicação de alguém que pode ajudar, de um abraço ou mensagem. E aqui a conexão da proximidade sagrada acontece evidenciando que presença se faz ao vivo porque marca os sentidos, e continua na memória que fica tatuada como aprendizado e afeto. Todas as minhas amigas, dentro dos seus contextos, corres, crenças e medidas, têm suas lutas. Eu creio com toda força que somos seres emocionais e que juntas temos a capacidade de ser rede de apoio que nutre. E meu clamor perene é esse: nesse mundo que quer nos distanciar com uma competição ferrenha, sejamos vozes, escutas, mãos, abraços e oportunidades umas para outras. Escolha bem as pessoas e os conteúdos que irão te nutrir e curar. Amizade é relação curativa.

Para finalizar, como eternizou bell hooks: amor é acima de tudo ação!

Amizade é reza, mar, manhã, entardecer, sementes, frutos, raiz, árvore, despertar e janelas.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Giro semanal

Quantas palavras ou cenas definem sua semana? Por aqui tem variedade. E contrariando esse campo raso da Internet, onde alguns apenas observam as manchetes, uns por falta de tempo, e outros porque realmente não tem interesse em enveredar pelas profundidades, eu costumo ainda escrever mais que um parágrafo. Primeiro que calendário ligeiro! O segundo semestre do ano está a galope! Começa a segunda e de repente é sexta.

Domingo 13 cheguei cedo do Rio de Janeiro, exausta da viagem noturna que, mesmo diante do sono, não consigo mais dormir no ônibus. Receio seja sinal da menopausa que bate a porta. Voltei com um rastro de saudades e muita gratidão por ter sido recebida com tanto carinho no Rio de Afeto. O mar, as companhias, as ruas, a feira, os bairros, a igreja e tantos momentos guardados na memória. Prometo encurtar a distância das visitas. Casa, descanso, sono.

Segunda-feira, despertador, acordar, trabalhar, cozinhar, etcs, retornar, casa, jantar, dormir...e dentro desse roteiro um emaranhado de percepções como contemplar o céu da madrugada com as estrelas mais nítidas e a lua brilhando no silêncio da noite. Rezar sentindo o aroma do café que aquece os sentidos, a escrita no caderno de oração, os personagens que palpitam na prece. O dia nasce no caminho e da janela do carro observo a claridade surgir e abraçar a manhã.

Manhãs e noites frias, céu claro, secura na atmosfera poluída, cansaço, rotina, borboleta branca no quintal, ligações, perrengues, correria. Teve a melhor feijoada de Osasco na quarta-feira, visita de mãe na quinta-feira. Conexões com clientes, parceiros e fornecedores e também com comerciantes na avenida dos nossos passos empreendedores. Na agenda, a rotina diferenciada, embora pareça semelhante. Aguçar o olhar te faz enxergar detalhes preciosos.

Fiquei emocionada com a gravação de João Gomes na casa de sua avó. Claro que lembrei de vozinha, vozinho, madrinha, padrinho e toda minha gente que ama. Tenho muito orgulho das minhas raízes que alicerçaram a base de quem eu sou e seguem nos meus passos por onde eu andar. Mostrei ao meu caçula e ele disse, parece terreiro da casa de Vozinha, nascida em Serrita como muitos Netos, nosso sobrenome. Salve a Missa do Vaqueiro!

Li capítulos do livro já deitada em minha cama, piscando entre as linhas. Ler é hábito que amo. E procuro exercitar todos os dias, nem que seja uma página. Pensei agora nos livros que tenho para ler e em outros que quero adquirir. Levei um livro para o RJ e li durante o percurso de São Paulo ao Rio. Que leitura arrebatadora, dessas que te prendem e seguem ecoando. Leiam Estela sem Deus de Jefferson Tenório. Aliás, indico ler e até reler livros e outras publicações para entender melhor sobre diferentes pautas, afinal muitas pessoas abordam apenas o título, que até anuncia parte do tema, mas é bem restrito sobre o conteúdo. Em tempos de IA, que sim é útil para muita coisa, porém emburrece por restringir a pesquisa aprofundada e o pensamento crítico, é preciso refinar a atenção plena para o que realmente importa.

Termino esse giro semanal com esses apelos: leiam e sejam presença real. Faz toda diferença!


Gratidão pela bênção de mais uma semana!

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Deserto invernal

Ando num redemoinho de tempestades. Olho o céu acreditando que esse deserto é apenas uma passagem e que cada passo irá me conduzindo a outro ciclo, chegada, destino...me agarro na fé que sopra esperança de que esses tempos doloridos têm um ensinamento maior. Nem sempre compreendemos de momento. Abraço minha angústia e na leveza das libélulas, borboletas, pássaros e nos sinais, vou encontrando respostas das minhas preces. Sempre fui de reza, digamos que está no DNA.

Tive um sonho intenso e nele por duas vezes a mesma passagem bíblica, uma carta de São Paulo que eu nunca tinha lido antes. Eu que amo cartas fui chamada a ler esta que estou tentando interpretar. Há muitas mensagens nas linhas e entrelinhas e nos tantos símbolos do sonho. As pessoas, os lugares, o rio, a praça, a igreja, a fogueira, os abraços, o caminho, as orações, a janela e a construção com seus tijolos vivos que reluziam com o sol do entardecer.

Nessa hora sagrada que anuncia o crepúsculo, eu pego meu Terço e rezo caminhando. Contemplo a árvore desfolhada da estação e me vejo nela também. Embaixo de seus galhos sinto meus ancestrais soprando força, me dizendo que estão comigo, que essas adversidades que chegaram a galope irão passar. É um processo de transformação que delineará mudanças profundas. Sim eu nunca estarei sozinha. Tem os anjos celestes me protegendo e os terrenos com seus afetos abraços e orações.

As marcas dessa jornada ficarão tatuadas na alma, assim como a gratidão. Sim, eu agradeço com todo fervor do meu coração que sangra nesse deserto invernal.

A árvore invernal, logo a primavera virá. Eu creio...

terça-feira, 31 de outubro de 2023

Notas de outubro

Se eu não endoidar esse ano, não enlouqueço mais. Disse eu para minha amiga recentemente. 2023 ficará cravado como capítulo potente em distintos sentidos. Esse mês então, que turbilhão. Eita que o eclipse de outubro fervilhou por aqui movimentando as marés profundas. Para suavizar essas notas mensais porque nem tudo é estresse, vamos registrar nuances afetivas do mês que SIM, nos auxiliam a sobreviver.

Nossos churras são bálsamos mensais. Temos um grupo de amizade que sempre está junto e os encontros são regados de música, churrasco, riso e partilha de histórias e emoções. Ah e o que dizer das conversas sensoriais com as amigas então. Tem aquela que nos reconhece pelo tom da voz. É sintonia elevada demais. Quanta gratidão sinto pelos tesouros amizades.

Teve evento empreendedor do Sebrae com aprendizados turbinados. Por mais que nossa agenda seja corrida vale a pena organizar o tempo para participar de feiras como essa que tem um mix de atividades para ampliar nosso conhecimento e experiência. A Feira do Empreendedor 2023 ampliou meus horizontes.

O café marcado e remarcado que virou almoço. De uma conversa no OZ Valley para o estreitamento da conexão. Dessas presenças valiosas que vão muito além. Tem personagens que chegam em nossas vidas com traços divinos. É coisa do sentir e eu tenho plena convicção de que essa teia vai render uma costura preciosa.

As caminhadas de outubro foram mínimas. Falhei demais nesse quesito e preciso melhorar. Por outro lado, tenho me alimentado melhor. Mais frutas, muita água e menor quantidade no prato. Claro que tem as exceções, como no último sábado que fui recebida com cuscuz e baião de dois. Ah essas delícias no almoço repentino e intenso. Que oração fervorosa do Terço Mariano. A fé também nos enlaça.

Dos aniversariantes do mês, destaco meu irmão. Nossa irmandade é sagrada, com cheiro de maresia, riso do sertão e a força da eternidade. Por falar em fortaleza, agradeço as orações de vozinha e de todos os meus laços nesse mês revolucionário. Senti na pele as vibrações que ultrapassam fronteiras e me ensina que o Amor é SIM a potência que transforma.

Gratidão outubro. Que venha novembro!

A mesa do Terço, a comunhão da oração na casa da amiga

o fio de chuva, a brisa da tarde de primavera, na sacada de casa

colecionando janelas de saudades. O outono saudades do Norte

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Eita setembro ligeiro e afetuoso

Despertei no dia 30/09/19. Eita que setembro foi tão intenso e ligeiro. Teve frio, calor e brisa. O mês de transição entre as estações é diferencial. Teve o lançamento do livro da Viviane Nogueira na Mário de Andrade, o #leiamulheresosasco com Wislawa Szymborska, encontros tão preciosos que seguem enlaçado novas leituras e aprendizados. Teve cinema em casa com a família, churrasco com amigos, o futebol do Arthur, a reunião escolar das crianças, os cuidados com o jardim, replantando, doando muda, vaso, na janela tem uma nova moradora, a bela e perfumada lavanda, florada das roxas avermelhadas. Quintal, casa, jardim, chegada e caminhos entrecruzando o roteiro do mês cheio de afeto.

Alguns momentos ficam apenas nas imagens da memória. Em outros conseguimos registrar ou sermos registrados. A minha seleção de fotos do mês, algumas já publicadas, ilustram múltiplas sensações do tanto afeto que experimentei. Obrigada por cada personagem de setembro. O mês termina com minha Lua Nova no céu, com gratidão no coração e com a agenda de outubro repleta de eventos. Bora bora florear a estrada.


O lançamento do livro da Viviane Nogueira, com presença amiga e afetuosa

A florada no meu quintal, no mês de transição, no fim do inverno brota a primeira e na semana da primavera aflora com força. Há 4 anos acompanho

A Carol Tofani faz poesia com os doces. Foi o presente que escolhi para a poeta Vivi. Façam suas encomendas de bolos, doces e salgados (11) 96190-0079

eu amo janelas, e a nova moradora da minha é uma lavanda que logo irá para o jardim

E o especial "madrinho" passou no jogo do domingo e alegrou meu menino Arthur. É como sempre digo: Presença faz toda diferença. Tem tanto amor nesse laço

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Agosto intenso e sensorial

E não é que agosto passou ligeiro. De repente a chuva de setembro já fertiliza os campos. Todo mês tem seu diferencial. E cada pessoa tem suas marcas em um ou vários meses. O certo é que no espaço de um mês há muita vida, mesmo que tenha uma data que nos lembre da morte. No fim, o que recordamos é de fato o que vivemos ou deixamos de viver. A presença da morte nos faz lembrar a importância de viver. É um dos motivos pelos quais eu valorizo tanto os encontros, como este que finalizou o mês. Tão bom reunir amigas, cada uma com sua singularidade, trocando experiências na fértil teia da amizade.

E falando do término lembrei que comecei agosto visitando uma tia especial que mora em Guarulhos. Eu e mãe saímos cedo de casa, num domingo invernal gelado e atravessamos a rota intermunicipal para fazer essa visita. Chegamos embaixo de chuva e fomos aquecidas pelo calor humano do abraço e das risadas. É que o riso está em nosso DNA, mesmo quando falamos nas tristezas, temos esse dom de arrancar humor das entranhas.

E caminhando para o fim do mês teve a 4ª edição do Leia Mulheres Osasco e foi enriquecedor. Segue reverberando as muitas trocas que o livro nos proporcionou. E já estou enveredada na leitura de setembro. As palavras e as sensações misturadas, de outros horizontes, épocas e personagens. As que leio. As que escrevo. As muitas letras que ganham vida e me faz crer na força da escrita como ilustração daquilo que sentimos e da força que elas têm em gerar laços.

Tivemos também aniversário no sítio, um final de semana de sol, alegrias, dança, risadas e conversas. Entre sabores e dissabores o mês foi sendo costurado. Teve idas ao hospital, exames, aconchego de casa, decisões e providências que estão em curso. E por tantos cheiros, abraços, lágrimas e afetos, eu sou muito grata por todas as graças do mês que terminou e do que já nasceu.

Gratidão agosto por tantos encontros e afetos. Setembro está florescendo

terça-feira, 2 de julho de 2019

Junho tríade abençoado

A palavra tríade faz referência ao mês dos três Santos, Santo Antônio, São João e São Pedro. Junho sempre foi um mês especial na minha jornada. Nasci no sertão e sei o quanto junho é precioso em nossa terra. Lembro com muito carinho das novenas e procissão de São João Batista. Dessas memórias afetivas que seguem vivas na alma.

Por aqui também tem as festas juninas, na escola, na igreja. As diferenças são grandes. Ainda assim eu aproveito esse período com muito gosto pelas comidas da festa. Ah o milho e suas derivações deliciosas. Que alquimia saborosa. E as festas juninas do mês de junho/2019 estão na minha lista de gratidão. Que a fogueira da boa tradição continue a se perpetuar pelas gerações.

A viagem ao Rio de Janeiro também foi abençoada. Rever pessoas que estimamos é tão gratificante. Além de todo encanto que o Rio desperta pela beleza da paisagem, tem uma poesia na cidade que aflora os sentidos. Há muitos Rios por descobrir. A curta viagem deixou saudade. Não há tradução para aquilo que nos toca, apenas nuances do que sentimos e posso dizer que o afeto encantador carioca é especial.

E junho teve a edição do Leia Mulheres e minha leitura do mês, o País das Mulheres, foi uma descoberta maravilhosa. Incrível quantas conexões uma obra é capaz de tecer. Ler é mágico. Esse é um hábito que procuro estimular nas minhas crianças e fico fascinada com a atenção que o meu caçula tem cultivado.

Impossível registrar aqui todas as graças de junho. Sinto imensa gratidão por este mês capítulo de 2019. Que continuemos a cultivar a essência do que é essencial. Para encerrar o post, a imagem que escolhi, do meu filho Arthur jogando nas areias de Copacabana. Continua a ressoar em minhas orações as palavras que ouvi de um ambulante. E também sua emoção afetuosa e suas lágrimas na despedida da viagem. Sentir faz sentido. Retornaremos Rio.

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...