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sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Rota de transição

O amadurecimento amplia nossa percepção do quanto a vida é cíclica. Observar a passagem das estações no meu jardim é uma das formas que pauso para enxergar nesse movimento a passagem do tempo. Os últimos 3 anos foram doloridos em diferentes contextos e, apesar das dores, tenho agradecido pela transformação que esse processo de transição está sacudindo aqui. Um dos desafios é alinhar cada vez mais as escolhas com a minha natureza para priorizar minha saúde integral. Nessa tormenta de flechas incendiarias de todos os lados, mergulhar no silêncio tem sido um bálsamo. Menos é mais e vice e versa.

Enxergar o aprendizado do caminho percorrido, erros e acertos, perdas e vitórias, e sentir-se viva para vislumbrar no horizonte o potencial de fertilizar novas gestações, traz muita esperança. Olhar o passado ressignificando cruzes que latejam, tem me ajudado a cicatrizar pouco a pouco feridas que ainda sangram. Quantas vezes fugimos desse confronto? Lançar luz sobre a escuridão te obriga a encarar de novo, mas agora com outra leitura, sentimentos que carecem de cura. Navegar nesse oceano revolto para chegar a outra margem não é apagar a memória, é um chamado para recomeçar com uma bagagem mais leve. Muitos chamam de deserto e temos que exercitar a resiliência para encontrar o oásis nele e beber da fonte da renovação.

Pausar é uma afrronta em uma sociedade que te cobra a ser competitivo e produzir freneticamente. É preocupante o quanto essa cobrança e necessidade tem adoecido as pessoas. Os números do estresse, burnout e outros distúrbios físicos e psíquicos retratam o saldo dessa lógica do consumo excessivo em diversas linhas. No outro extremo, tenho visto pessoas retomando conexões reais e alterando a rota em busca de um equilíbrio sustentável, algumas depois de passar por situações severas de exaustão e rupturas desencadeadas por relações alimentadas por esse sistema doentio, que tem nos números o maior valor. E o que fazer com as sequelas? Uma motivação para uma nova caminhada acreditando na sua capacidade regenerativa. Você não está sozinho e buscar apoio nessa transição é fundamental.

As experiências marcam. Estar diante da fragilidade e finitude é um convite amargo e doce, uma dualidade que nos faz valorizar o que é eterno na existência. É um valor que não tem medida. É indizível. Demonstrar sua vulnerabilidade também é uma fortaleza. Tem que ser forte. Você é guerreira. Quantas vezes ouvi isso enquanto eu estava dilacerada? Muitas. Precisamos nos permitir sentir e ser. Acredito que é nesse partilhar que vamos nos libertando e sarando. Dizem que nessa fase da menopausa vamos ficando mais chata, eu substituo por seletiva. Claro que os muitos sintomas provocam um turbilhão. No meu caso tenho refinado meu filtro.Por exemplo, vejo muito carisma fake, gente que atua com falsa alegria apenas para vender produtos, serviços ou sua máscara, sendo influencer de mentiras, mascarando violências e entrando nessa bolha de padrões. O afastamento dessa rede faz bem. Aguçar a intuição para focar em relacionamentos que nutrem faz toda diferença.

Transitar no território de mudanças não é tarefa fácil, nos coloca diante de medos e incertezas. Tem uma frase de Clarissa Pinkola Estés que tem ressoado com força: “Ser nós mesmas faz com que nos isolemos de muitos outros e, entretanto, ceder aos desejos dos outros faz com que nos isolemos de nós mesmas.” Praticar essa verdade aflora uma seleção natural e potente. É preciso muita coragem para reconhecer e priorizar você como sua casa e construir diante das possibilidades que tem, a pavimentação de uma nova estrada. Seguir em frente em um novo roteiro abre janelas para aflorar seus próprios recursos, muitas vezes adormecidos pela rotina de demandas externas e desalinhadas com sua essência. Na profundidade habita a luminosidade. E que essa inspiração guie meu novo caminhar:

Dar o coração para uma nova criação, para uma nova vida...é uma descida ao reino dos sentimentos. Pode ser difícil, especialmente se estiver ferido...No entanto, ele existe para ser tocado, para dar vida plena...” Clarissa Pinkola Estés

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

Notas despedidas

O clima
Meu corpo anda dolorido da avalanche de demandas e cá estou para registrar minhas notas nessa manhã quente da primavera paulista.Começo refletindo sobre como a meteorologia impacta o estado dos sentidos. Na semana úmida de novembro, quando a umidade aflora o cheiro do mofo das coisas, o céu cinza, ausência do sol, despertou memórias do passado, passos com pés molhados pelo furo e rosto quente de lágrimas salgadas. Um contraste da garoa fina e incessante com o rio quente que descia dos olhos, aquecendo a caminhada. Lembrei também da umidade da serra em Ubatuba com as frestas de sol que surgiam de quando em quando e acendiam a esperança do céu azular. Qual o meu clima agora? Agarrando-me a brecha solar que indica que a estrela está viva.

A cirurgia
Na companhia de mãe, nas estações Osasco, Barra Funda e Bresser Mooca, catracas, exames, consultas, cardiologista, cirurgião, pressão baixa e alta no círculo das emoções. Observando seus cachos com a tiara de pano que ela adotou, seu olhar preocupado, sua angústia desse ir e vir, incomum a sua rotina. Começamos mãe, temos que ir avançando nas etapas e finalizar o processo, dizia eu buscando uma coragem que em alguns momentos vacilava também. E chegou o dia da cirurgia. Ainda era madrugada quando saímos de casa para o hospital. Meu coração suspenso ao afagar seu braço quando ela foi com a enfermeira para o centro cirúrgico. As horas intermináveis até eu novamente encontrar com minha mãe no final do dia arrastaram-se doloridas. Ela se recupera bem, em casa, seu canto favorito.

Ser casa
Minhas referências de lar, quando eu realmente me sinto em casa, tem personagens vivos, em carne e osso, e nas recordações que palpitam no meu corpo. A casa dos meus avós paternos sempre tinha gente, filhos, netos, sobrinhos, parentes de diferentes graus e conhecidos. O doce de madrinha, sim ela foi e segue minha madrinha-avó, as merendas que vinha da bodega, seu pirão, sua cadeira e orações...na dos meus avós maternos, o bolo de Vozinha, o cheiro de Vozinho, os terços, as novenas, as conversas e os risos ecoando no alpendre, as janelas, a rede, o céu do sertão, os vagalumes, as canções dos pássaros e os sons da roça....o cuidado da irmã Lane, as delícias culinárias da Tia Coca, os preparos cuidadosos de tia Toinha e a generosidade e acolhimento de Mãe, me ensinam a ser casa onde meus passos alcançarem.

Proximidade
O entardecer no mar do Nordeste em Aracaju, clicada por minha filha Isa abraçando minha saudade. O amanhecer clicado na estrada de Pernambuco por meu irmão Giva irradiando a luz da nossa irmandade, as fotos dele e meu irmão Paulo na companhia do meu pai em Lagoa do Barro, da igreja, da praça, do Juazeiro, do açude e do sítio de tia Lia...em Parnamirim, os meninos visitando tio Neto, Vozinha e resenhando no churrasco na casa do meu primo Fernando...as gargalhadas chegam pelo vento que sopra amor... imagens que afagaram meu espírito com a proximidade que nos enlaça além-fronteiras.

Embarques
Os próximos embarques estão marcados. Meu caçula Arthur viajará para suas férias no sertão, entre Parnamirim e Araripina, minha rede de apoio para cuidar dele durante minha viagem para o Norte global. A sua mãe aqui cruzará o Atlântico para a missão com a primogênita, acompanhar o nascimento da minha neta, ainda sem nome. A baby menina chegará no Natal e com a bênção de Nossa Senhora sinalizará o renascimento de um novo tempo. Na aurora invernal ela chegará para completar a tríade da minha Bruna. Tem um propósito grandioso na sua maternidade e no laço sagrado que nos une nesse processo de mudanças e cura. Junto comigo estará meu Elo Sagrado, a filha do meio, nossa sensível Isa. Na estrada de saudades que sou, a cada chegada e partida, deixo e trago na bagagem a gratidão das conexões que enternecem minha vida.

Minhas notas de 2024 findam nessa postagem. Os abraços dos netos para aquecer o inverno norte me esperam. As rezas do Sul me seguirão. As saudades permanecerão latejando. Agradeço o afeto da leitura e desejo um Feliz Natal para todos. Até o ano vindouro e que 2025 seja leve. Amém!

sementes, céu, mar, sertão, frontieras, norte, sul, estrada e laços

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Notas primaveris

Florescer
A primavera chegou, as amoras estão no fim, novas folhas nasceram nas plantas, brilham frutos vermelhos na folhagem do quintal, as tempestades ainda avançam e eu espero o ciclo da mansidão. O bálsamo das orações aquieta o turbilhão, as novenas de vozinha, o Terço em honra a Nossa Senhora na intenção da matriarca avó que tanto rezou e segue rezando por nós, ainda que debilitada na fraqueza da idade, sua fortaleza de espírito nos inspira. Hoje ela levantou para sentir o cheiro da chuva, a primeira depois de 7 meses, que chegou ontem a tarde, anunciando a Lua Cheia e banhou o telhado e o solo na madrugada sertaneja. De longe, senti a terra sorrindo com o milagre das águas. Há de florescer um novo tempo.

Ligeiro
Os ponteiros do relógio correm na velocidade turbo. Os dias chegam a galope, semanas, meses... me deparei assustada com os panetones nas prateleiras dos supermecados. As ofertas do Dia das crianças se foi, nas lojas o terror enfeitado para o Halloween e encantadoras decorações de natal. Logo as luzes natalinas brilharão pela cidade. Estamos nós acelerados ou o ritmo temporal deu uma enlouquecida? É um chamado para viver com mais atenção a dádiva de cada dia? Quantos escutaram os sinais? Quantos nem sequer notaram no doido piloto automático do cotidiano.

O clima
Há tantas variáveis na passagem do tempo e isso vai muito além das condições climáticas. Uma hora de ventos e chuva intensa é capaz de causar muita destruição. A força da ventania chuvosa encontrando a estrutura desastrosa em grande parte dos ambientes das cidades. As tragédias e transtornos ganham as manchetes dos jornais, prejuízos de bilhões. Poderíamos aproveitar o ibope delas para refletir melhor sobre a importância de votar com consciência. Os impactos desfavoráveis da falta de gestão política afetam com maior força a parcela da população mais vulnerável. Nossa escolha influencia o presente e o futuro.

Ida, volta...chegada...partida
Comprar passagem de última hora por necessidade emergencial nos dá a dimensão do absurdo do valor das tarifas aéreas. Não tem como equacionar o valor da presença de mãe e minha tia na companhia da minha Vozinha nesse momento de sua fragilidade. No entanto, não há como não se indignar com o preço abusivo. É de lascar. Para suavizar viremos a página. Ouvir a voz das três filhas juntas, as notícias dos cuidados, o afeto do lar sertão, a serenidade e integridade do Tio Neto...nesse momento mãe já retorna trazendo na bagagem chás e memórias atemporais. Somos estradas de saudades...

Voz e escuta
Gravamos o primeiro episódio da primavera do podcast Conecta Analice. É incrível conhecer as histórias e memórias da avenida nessa hora de diálogo. Dar voz aos personagens da avenida dos meus passos é uma das propostas do projeto que idealizei e estou conduzindo junto com meu irmão. Cada visita e gravação rende muito aprendizado. Temos o Blog, Instagram e os canais do Youtube e Spotify. @conectaanalice

Os sonhos
“Falou com seu irmão? Tive um sonho ruim.’ Diz mãe ao telefone. A mensagem do sertão atravessa o país e chega ao mar de Paraty. A resposta tem riso: “estou bem vivo diz a Mãe e avisa Vozinha que mês que vem chego lá para pedir bênção.” Como diz tio Neto: Reaja que os 100 anos está acenando na janela Vozinha. Sonhar diz muito. Freud e a psicanálise dão muitas pistas. Ontem mesmo tive um muito especial. Num campo com atmosfera mágica, luminosidade abraçando o cenário, margaridas sorrindo, meus netos Peaches e Damian e minha primogênita de mãos dadas, passos e olhares alinhados, Bruna exalando sua divina beleza com seu vestido branco e manto azul. Eu acordei com essa imagem e rezei uma Ave Maria.
Bora seguir sonhando...andando...voando e construindo verbos ações

segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Caldeirão invernal

Aflição que queima
A primeira quinzena de setembro já foi. Ouço de muitas vozes com diferentes tons: o tempo está louco. Entre segunda e sexta voando, o final de semana num piscar. Com palavras diferentes, de falas também, que sinalizam um contexto similar. O tempo está mais ligeiro? Caminhamos em direção ao fim? O nosso como espécie que está, infelizmente, impactando outras tantas, nesse planeta ainda vivo, mesmo diante de tantas sequelas. Aqui no Sul global brasileiro ardemos em queimadas que ferem os biomas, sangra nossos narizes, adoece nosso sistema respiratório e outros emaranhados do corpo. O ar denso de poluentes, a mente cansada, o céu desapareceu, o corpo rastejando nas selvas das cidades, alguns orando pelas chuvas e tantas outras necessidades. Tempo de aflição. Fecho os olhos, ouço a voz de Vozinha: não esmoreça.


Quebras e renovações
Chegou a hora de livrar-me da banheira, que pela minha vaga lembrança, usei umas 2 vezes nos 13 anos que habito essa casa. A Isa e Arthur, usaram bastante nos banhos brincadeiras que já ficaram na memória. Ela permanecia lá e resolveu vazar. A água caça caminhos por entre as paredes e tetos e vai infiltrando. Não teve jeito e ela já está lá, quebrada na caçamba de entulho. Que libertação! Sim, aquilo que não usamos fica impregnado de energia parada. Uma pequena obra traz transtornos, mas é preciso coragem para resolver questões urgentes. Sem porta, sem piso, sem parte do azulejo, sem os utensílios de uso cotidiano, olho para o cenário desolador cheio de pó e penso nas dores que todo processo de renovação causa.

Riso que cura
Tenho acompanhado mãe em consultas e exames por São Paulo, a capital vizinha de Osasco que ela e muitos desconhecem. Apesar de andar muito por lá, a imensidão da cidade é tamanha, que muitas vidas eu precisaria para me dedicar a tarefa de desbravar os múltiplos lugares dessa Sampa, que sim eu Amo. No dia 11/09 eu e mãe fomos para Mooca. Estação Osasco, trem até Barra Funda e depois metrô. Chegamos ao hospital, tomamos um café próximo ao elevador. Tenho gosto por chegar adiantada em compromissos. Enquanto aguardávamos nosso café com pão de queijo, duas cenas tocantes. Uma mãe e uma filha, caminhavam abraçadas, ambas num amparo, na face de uma delas lágrimas quentes escorriam e eu senti a dor rasgar meu coração. Fiz minha prece silenciosa. Já degustando meu café com leite, vejo uma garota vindo do centro de especialidades, sem o lenço, sem cabelos e com uma aura que iluminou o ambiente. Nova prece. Seguimos para aguardar a consulta. Depois de um atraso de 3 horas, fomos atendidas na sala 11, para onde retornaremos em breve. Mãe encanta o médico com seu jeito ímpar. Nossa caminhada segue e que o riso continue sendo nosso aliado na cura. Amém!


Novo capítulo
Para um novo caminho, em outra especialidade. Dessa vez na Zona Sul, descemos, Isa e eu, no metrô Santa Cruz. No prédio da consulta, o som das águas nos recepcionando, um aroma delicioso suavizando os ambientes, um bálsamo diante da secura lá fora. A médica excepcional, dessas conexões valiosas que a vida nos presenteou. De lá saímos com a certeza de que a melhor das possibilidades será estudada e realizada no tempo oportuno. Já na rua, observamos o prédio conservado de uma unidade do Corpo de Bombeiros, entramos na centenária igreja Nossa Senhora da Saúde e fomos arrebatadas com tantos retratos da beleza da arte sacra que tocam nossa fé. Antes de pegar o metrô de volta, uma pausa para o lanche, teve o chocolate preferido dela e abastecidas retornamos. Santa Cruz, República, Butantã, ônibus e casa.


Inspiração que salva
Na sexta 13 o dia foi da Bienal. A festa dos livros, corredores cheios, estudantes, professores, amantes dos livros, lançamentos, autores, personagens e um mundo de saberes que multiplicam histórias. O livro é um universo. No sábado foi dia de gravação do podcast, um espaço de troca fértil que rende diálogos que nutrem. Teve encontro com amigos e muito mais. Eu poderia escrever muitas páginas sobre a semana de 08 a 15/09, tantos trilhos, portas, janelas, frases, orações, lágrimas, sorrisos, linhas e entrelinhas que seguem palpitando por aqui, mas esse pequeno ensaio termina aqui, porque a agenda da nova semana me chama. O som da chuva canta lá fora, vou ali preparar meu café. Hoje tem passagem por OZ e Lapa no destino. Que meus sentidos continuem sendo tocados por inspirações cotidianas. Bora!

domingo, 30 de abril de 2023

Notas de Abril

O quarto mês do ano está virando capítulo hoje. Eita que o tempo anda ligeiro no meu calendário ou será que eu que estou acelerada? A percepção pode ser diferente para cada pessoa. O lugar, acontecimentos, gestão da agenda e outras variáveis alteram a forma como as pessoas sentem a passagem dos dias. Há dias mais longos e outros muito curtos que gostaríamos de estender as horas. Os minutos tem seu ritmo semelhante e diferencial, nesse oposto presente em tantos retratos.

Minhas notas de abril renderiam muitas páginas que talvez jamais eu escreva. Enquanto eu contemplava no entardecer desse domingo, durante os passos de minha caminhada, de um lado as cores vibrantes do pôr do sol e no outro a Lua Crescente no céu, eu refletia sobre o quanto o movimento do outono de abril vai deixar suas marcas na memória afetiva de 2023. Foram 30 dias e muita vida nesse espaço do ano.

Iniciei o mês com uma tosse que me tirou o sono e olha que ele é sagrado na minha rotina. Ela se alongou e tive que ir parar no pronto socorro. Uma tosse alérgica irritante que causou muito desconforto. Passou depois da medicação e levei uns dias para recuperar o sono perdido. Fiz uma sessão de acupuntura e reflexologia que ajudou a alinhar meus sentidos e recomendo muito esse cuidado. É uma meta que preciso ampliar.

A saudade de abril de 2022 palpitou muito. Passamos a Páscoa do ano passado juntos no hemisfério Norte. Eu, minha tríade e meus netos. Damian meu neto completou 2 anos dia 10/04, Arthur meu caçula 11 anos em 17/04 e minha primogênita 29 dia 23/04. Novos ciclos  para seguirem entrelaçando suas histórias. Eu peço a Deus que me conceda saúde e energia para acompanhar esta e outras vindouras estações da vida dos meus filhos e netos.

Participei de eventos em abril que possibilitaram muita partilha sobre o segmento que atuamos. Para além desse diálogo, digamos técnico, as conversas renderam outras nuances porque não somos apenas o profissional, cada pessoa é plural e as trocas são enriquecidas com experiência do trabalho e da vida. Gratidão pela alegria dos encontros em São Roque que seguem ecoando, assim como a visita e os contatos da Automec.

O mês foi movimentado. Não cumpri a meta semanal da caminhada em nenhuma semana do mês. Tudo bem. Vou tentar recuperar em maio. O exercício físico faz muito bem e eu adoro caminhar. Tiveram os jogos de futebol do Arthur, as provas bimestrais, reunião escolar, feriados, cuidado das plantas, corre daqui, corre dali e para encerrar teve a festa do aniversário do Arthur com muitos amigos dele jogando bola e os veteranos no churrasco e cerveja. Pense numa resenha divertida.

Neste domingo de encerramento do mês, a missa matinal, o almoço, o sono reparador da tarde, coisa rara de acontecer, a caminhada no “arrebol”, o café da tarde e a escrita das notas. Gratidão abril. Tem linda Lua Crescente no céu e um vento leve anunciando o novo mês.

a trilha da saudade

terça-feira, 31 de julho de 2018

Gratidão julho/2018

A passagem do tempo é diferenciada. Sim, o tempo tem muitas variáveis. Há momentos em que o sentido de eternidade é tão forte que a contagem do tempo do relógio ao qual estamos tão condicionados nem sequer é lembrada. E isso me faz priorizar cada vez mais a proximidade do meu tempo com os laços afetivos que são diferenciais em minha jornada. E tenho colecionado encontros valiosos, presenciais e sensoriais, alinhados com essa essência do que é essencial.

Eu SOU MUITO GRATA por todas as circunstâncias aprendizes da minha jornada. Obrigada Universo por me presentear com mais um mês abençoado, por cada passo realizado e pela trilha que se descortina de mais um mês que nasce com a fertilidade da chuva. Eu poderia discorrer sobre vários acontecimentos de julho, no entanto, ficaria longo meu texto e quem é meu laço verdadeiro conhece bem meu amor e já compartilhamos a alegria do encontro sonho.

A seleção única vai para a imagem do mês, clicada por meu irmão Henrique Neto, no passeio dos primos, João e Arthur, na companhia do pai, tio e irmão. Pense numa companhia que faz diferença e multiplique ao infinito.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lua e sol, noite e dia

Hoje acordei com a luz do luar iluminando a janela. O sorriso da lua minguante na noite de verão. Um sorriso com uma leveza reflexiva vibrante. Sua luz resplandecia na madrugada. A noite sequencia o dia. Depois da Lua vem o Sol. Duas forças opostas e atraentes. Dois corpos celestes distintos que noite e dia estão no movimento da vida.

A Lua se despediu da madrugada e a claridade do dia surgiu com muita intensidade. O Sol brilhou cedo e nuvens rosadas deram um colorido alegre ao céu da manhã. A cor do dia entrou pela janela e assim comecei meu dia pensando no ritmo da vida. Ao observar essa transição da noite e do dia medito sobre a relevância da paciência, dos ciclos, da persistência, do tempo de cada coisa,

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Novembro turbinado

Encerrando mais um mês turbinado do ano no ritmo do balanço 2010 e com muitas reflexões. Quando nos dispomos a ver as situações por diferentes ângulos e enfrentamos os questionamentos com coragem conseguimos nos aprofundar melhor. Novembro foi um mês importante por muitos aspectos, em especial, por me permitir pensar e repensar. Concluo o mês agradecendo com muito amor por todos os dias e noites, por todos os pensamentos e ações, pelas leituras e escritas, pelas percepções, pela ausência e proximidade e por tudo que está fervilhando em minha mente.

Em novembro viajamos. Curtimos novos ares, paisagens, pessoas e tantos outros detalhes que uma viagem nos proporciona. Poderia listar tantos pontos, mas, basta dizer que as imensidões do mar, do céu e do vento, tocaram minha alma e me chamaram a olhar fundo o mundo que habita em meu ser. A visão de dentro da janela me faz ver com clareza as projeções do que quero, das mudanças que preciso realizar e renova minha energia para traçar meus planos futuros com a convicção de que tenho sim o poder de concretizar meus sonhos.

Novembro foi e continuará sendo um mês marcante por me fazer enxergar a grandeza do amor no seu formato mais sublime, na expressão mais pura, na compaixão natural, na voz que fala além das palavras, nos sentimentos verdadeiros que o coração enxerga de maneira tão clara como a aurora. O amor é a essência que nos revela a luz mesmo que por meio da sombra. E é o amor que nos conecta com o divino e nos faz sentir a força criativa que ganha forma nas nossas habilidades. O amor é uma força fenomenal.

Quanta vida em um mês! Em novembro estive na companhia de amigos, da família, do trabalho, da saudade, da alegria, do cansaço, do estresse. Tivemos movimento na Marcos Turbo na loja virtual e presencial. Novos clientes, novas cidades no Blog Cidades Turbinadas. É motivador viajar semanalmente pelas descobertas sobre a cidade sorteada da semana. Aprendo muito com cada cidade. Toda cidade é um livro de muitas páginas e histórias.

Em novembro agendei e fui ao médico, fiz exames e já marquei o retorno. É uma ação simples que por tantas vezes protelei. Muitas vezes emaranhada no cotidiano vamos deixando de lado uma série de assuntos. O deixa para depois é muito nocivo. Cuidar de si mesmo é vital e se reflete positivamente em outras atividades. É preciso ter responsabilidade consigo mesmo e organizar o tempo de nossa vida priorizando também o que nos faz bem.

Terminei novembro exercitando minha mente com um excelente papo com minha Fatyma de Moraes. Precisamos dialogar mais. É muito proveitoso ouvi-la falar de seus estudos, experiências, análises e projetos. Já li vários livros por sua indicação e sempre saio de nossas conversas com o espírito ávido por aprender. A amizade é mesmo um ótimo estímulo para a mente e uma bênção para o coração. Agradeço de coração todos meus especiais e raros amigos que me alimentam com seu carinho. É maravilhoso ter a oportunidade de compartilhar nossa vida com pessoas com as quais temos uma sintonia refinada!

Obrigada novembro turbinado de emoções. Minhas reflexões continuam. É tempo de questionar para expandir. Meus passos navegam nas ondas do mar, nas águas navego por mares infinitos

Missão cumprida

Já retornei do inverno Norte para o verão Sul Global Latino. A viagem missão quarentena pelo segundo ano consecutivo. Apesar de voltar dilac...