quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Conhecimento e Preconceito

É até comum presenciarmos pessoas que “torcem o nariz” quando falamos de um assunto que elas não conhecem e, muitas vezes, por não compreenderem já se posicionam de maneira preconceituosa. Por outro lado, há pessoas que segue outra linha, que respeitam e abrem espaço para aprender com o “diferente” e até se surpreendem com o conhecimento que conquistam quando se permitem ampliar sua percepção. Ao vencer a barreira do egoísmo e olhar o mundo com compaixão, o ser humano encontra a sintonia do amor.

Esse questionamento me fez pensar em como o mundo está impregnado de uma doença que incomoda muita gente. Lembrei da fala de um brilhante cartunista que esteve na cidade em dezembro/2006 participando de um evento que reuniu portadores de necessidades especiais: “a sociedade vive a terrível doença do preconceito”. E apesar de alguns avanços, quando lembramos que na Antiguidade Clássica, pessoas que nasciam com alguma deficiência eram abandonadas, mortas ou isoladas do convício social, observamos que ainda vivemos essa doença que causa uma gigante desigualdade entre os cidadãos e se faz presente em várias áreas como a espiritualidade, cultura, educação e tantas outras.

No campo da espiritualidade há muitas crenças e religiões que retratam a magnífica diversidade existente no planeta. Em todos os continentes encontramos um mosaico de manifestações espirituais com rituais que reverenciam o sagrado da natureza, muitas vezes com o mesmo símbolo, mas com características diferenciadas em função da cultura de cada região.

Os mitos da criação muito nos ensinam a esse respeito, na África, por exemplo, temos os Orixás como forças da natureza, os gregos contam a criação da Mãe Terra no Mito de Gaia, o povo celta sempre ouviu a “Voz da Floresta” e louvavam os rios, campos e árvores, os incas veneravam o Deus Sol e sua energia que alimenta a vida. São heranças que continuam presentes em nosso século e nos convidam a mergulhar no céu do conhecimento. Certamente, dentre as muitas estrelas do vasto campo celeste, uma terá um brilho especial e te cativará. Essa escolha de cada ser humano é essencial para que ele possa traçar seu caminho.

O grande Sócrates já dizia: "Conhece-te a ti mesmo" e em uma de suas mensagens o filósofo nos ensina: "(...) Na verdade, não é outra coisa o que faço nestas minhas andanças a não ser persuadir a vós, jovens e velhos, de que não deveis cuidar só do corpo, nem exclusivamente das riquezas, e nem de qualquer outra coisa antes e mais fortemente que da alma, de modo que ela se aperfeiçoe sempre, pois não é do acúmulo de riquezas que nasce a virtude, mas do aperfeiçoamento da alma é que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem (...)."

Presenciamos há séculos grandes divergências filosóficas e religiosas que causam atritos e guerras entre os homens. É um querendo provar que sua verdade é única quando deveríamos respeitar a crença e sabedoria do próximo. Registros históricos de pessoas queimadas vivas acusadas de bruxaria retratam o uso autoritário e cruel do poder. Então, antes de “atirar pedras” procure conhecer o assunto, estude, pesquise, vivencie e verá que há sempre muito que aprender nas mais diversas formas de culto ao divino.

Como diz um antigo provérbio do Antonio Machado: “caminhante não há caminho, faz-se caminho ao andar.” Construímos nossa estrada com nossos passos. A colheita será o fruto das sementes que plantamos e cultivamos no decorrer desse processo fantástico que chamamos de vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Asas que enfeitam a natureza

Não é a toa que as borboletas conquistam tantos fãs. Coloridas e graciosas, elas enfeitam os jardins da natureza. São muitas espécies presentes nos mais diferentes cantos do planeta e aqui no Brasil temos o privilégio de ter uma rica biodiversidade dessa bela representante da família dos insetos.

De aparência frágil, as borboletas tem um ciclo de vida curto e intenso. A fêmea deposita os Ovos nas plantas, o primeiro estágio. Em seguida é a fase Lagarta, uma espécie de ninho que a prepara para a sequência chamada de Crisálida na qual ela se prepara para a Metamorfose que é a etapa final quando a borboleta eclode, suas asas secam e ela inicia os vôos para reiniciar o ciclo com o acasalamento.

As borboletas, assim como tantas outras espécies, necessitam de ambientes adequados para sua sobrevivência. Infelizmente, a destruição do meio ambiente e a utilização em grande escala de produtos ofensivos como os pesticidas e fertilizantes pela agricultura intensiva, são fatores que estão contribuindo para o desaparecimento de muitas espécies de borboletas.

Por outro lado, a presença das borboletas em determinadas regiões indicam que o ambiente está preservado por apresentar condições favoráveis para sua vida que está integrada com a de outros habitantes da fauna e flora. Nas florestas tropicais, a grande presença de plantas, alimentos e o clima quente e úmido, é um cenário favorável para encontrarmos muitas espécies dessas “flores que voam”, uma metáfora que dá nome ao Borboletário de Campos de Jordão.
Observe as borboletas nos parques, no seu jardim, no canteiro de flores ou na praça próximo de sua casa. Elas se aproximam, pousam, voam e iluminam o dia com sua beleza. Seus estágios nos ensinam que tudo no universo tem seu tempo e que o equilíbrio é fundamental para que a vida se perpetue por muitas estações e gerações.

Obs. texto que escrevi para a Folha do Parque, edição julho/08

Qual caminho você escolhe?

Treine a mudança de seu pensamento. Não desanime. Seja persistente. “Falar é fácil, difícil é fazer” “Ninguém me ajuda. Tudo dá errado” ...