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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

relações que alimentam

É um desafio fascinante relacionar-se. Nascemos convivendo...crescemos...e cada vez mais aprendemos que é essa dádiva de nos comunicarmos e criarmos laços afetivos, comerciais, casuais, efêmeros ou eternos, que nos conduzem ao desenvolvimento em todos os sentidos de nossa caminhada.

Mesmo quando queremos ficar só, não estamos, já que nossos pensamentos estão sempre ligados às pessoas. Aliás, momentos de quietudes são excelentes para refletirmos sobre determinada situação, necessidade de mudanças, ouvir os sinais do silêncio para decidir com serenidade e para analisarmos sobre a qualidade dos nossos relacionamentos. Calar é escutar.

Tem uma pergunta que ouvi de uma amiga especial e a resposta fez e continua sendo um grande diferencial na minha trajetória: do que você se alimenta?
São nossas as escolhas do alimento. Refazendo hoje essa pergunta trocando o verbo e definindo um período específico percebo as muitas conquistas alcançadas por ter definido do que e como me alimentar: do que me alimentei em 2008?

De uma Abundância de alimentos que gerou uma colheita produtiva tornando o terreno fértil para nova plantação. Do que me alimentei?

*do imenso amor da maternidade que é tão recheado de carinho e crescimento mútuo.O olhar e sorriso da Isa são motivadores. Sua ternura mamando é um doce afago na alma. Sua energia traz luz e força para minha vida.

*da minha aproximação com minha filha Bruna. Nossa como ela cresceu e só há pouco tempo me dei conta disso. Embora ela seja minha eterna bebezão já é uma adolescente cheia de descobertas. Estamos aprendendo juntas a nos tornar cada dia mulheres melhores. Cada uma com sua singularidade, mas sempre unidas.

*da minha amada família que todos os dias e noites fazem do meu lar um lugar sagrado: meu marido com seu jeito de amar que me cativa, as graças da Isa inundando a casa de alegria, a Bruna com seu quarto verde, mas que de vez em quando corre para o aconchego do colo do pai e da mãe...das nossas loucuras...dos abraços...beijos e do imenso amor que nos une.

*de muita leitura que me vez viajar por paisagens diferentes e envolventes.Como o universo do conhecimento é rico e nos oferece tantas oportunidades para ampliar nossa percepção do mundo. Livros, revistas, jornais, artigos...nossa como ler me alimenta.

*da minha escrita. Como foi maravilhoso escrever minha leitura dos eventos e atividades do Espaço Alpha. Foi um ano produtivo na "blogosfera". Registrei minhas emoções nos Blogs e fiz minha página no site Somos Todos Um ...que delícia escrever....um exercício apaixonante.

*de amizades verdadeiras e como elas são valiosas:
**Minha amiga Marili que desfila sua arte poética e seu amor de Ma inigualável pelo rio do Encontro das Águas.

**Estimada Zilda que está cheia de graça com a Julia pulsando em seu ventre, que bênção iluminada.

**E tem a que me ensinou excelentes dicas do coaching e que com sua sede de saber me motivou a despertar meu potencial criativo, obrigada Fatyma de Moraes pela generosidade em compartilhar comigo e com as participantes da Escola das Deusas que podemos SIM fazer uma reprogramação e conduzir nossa história com fé, dedicação, persistência, criatividade e espírito empreendedor. É o movimento do fazer acontecer.

Também me alimentei:

*do silêncio, da canção e da minha intuição...e como ela aguça os sentidos e aponta os sinais.

*da fé que é uma fortaleza divina e ...

*do amor que sinto e que sou e que está em todas as relações afetivas que cultivo e em tudo que faço.

do que você se alimenta?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

O lugar da memória e a memória do lugar

Fazendo uma limpeza e organização em meus arquivos antigos encontrei esse texto que escrevi na época da faculdade.Não faz tanto tempo assim e ele me fez relembrar o quanto produzimos nesse período e quanto texto fica esquecido nos trabalhos entregues.

Nesse processo de limpeza fiz uma seleção, muitos foram excluídos e os poucos selecionados irei publicar no Blog. Tem um tema interessante sugerido pela inesquecível professora Marcia Celestini:

"O lugar da memória
e a memória do lugar"




Se até as ruínas são importantes para nos contar a história das civilizações porque deixar desaparecer tesouros arquitetônicos que representam épocas? Cada casa antiga demolida é um pedaço do passado que se vai, talvez nem nos museus encontraremos mais o tijolo utilizado em sua construção. Em São Paulo, assim como em tantas outras cidades do nosso país, prédios e casas antigas desapareceram dando lugar aos estacionamentos, talvez alguns ainda continuem vivos na lembrança de alguns ou em alguma fotografia amarelada.

Lembro-me de um texto que li há um certo tempo atrás que nunca esqueço do Marcelo Rubens Paiva, articulista da Folha, cujo título, “Aquela São Paulo”, descrevia com melancolia a saudade do seu tempo de infância, época em que na cidade muitas árvores embelezavam as ruas como a paineira que existia na Eusébio Matoso e que as crianças brincavam nas praças e calçadas, e, incrível pensar isso hoje, as torcidas se misturavam sem a presença de policiais nos estádios.

Toda cidade tem uma história, precisamos desse resgate cultural em nosso país conscientizando a população da importância dessa memória, não basta apenas saber quem foi o Padre Anchieta, é preciso que o cidadão conheça mais profundamente elementos que estão presentes em seu meio ambiente, como a história de sua rua e seu bairro, o estilo e as pinturas dos monumentos, prédios, casas e igrejas que são figuras marcantes por onde ele circula no seu dia-a-dia.

Fiquei muito contente com a notável divulgação sobre a história de São Paulo veiculada pelos vários meios de comunicação em função do aniversário de 450 anos da cidade, eu mesma fiz descobertas incríveis através de reportagens que foram contando as várias faces dessa efervescente urbe. Creio que essas informações tenham levado vários leitores a conhecer um pouco mais sobre São Paulo. É importante não só lamentar o que se perdeu devido ao descaso com o patrimônio, mas, também conhecer o que ainda resta e fazer parte desse movimento de valorização cultural.

Felizmente, nem tudo são ruínas, algumas cidades brasileiras despertam para o processo de revitalização do patrimônio histórico, é um fio de esperança que começa a clarear as trevas do abandono, exemplo disso é o que acontece em Fortaleza. Num brilhante processo de revitalização foram restauradas praças, igrejas, teatros, ruas, monumentos, edifícios e casarões. A reforma concluída na velha Rua Dragão do Mar é uma excelente amostra de como essa transformação é benéfica, o que antes era um lugar sujo, feio, abandonado, inseguro, hoje revitalizado, conta com badalados bares, restaurantes e o belíssimo centro cultural Dragão do Mar que tem atraído muitos visitantes ao local. Aqui em São Paulo a reforma na Estação da Luz também é uma amostra desse rico processo, quem passa por ali hoje depois dos transtornos das obras se encanta com sua luz que irradia todo o esplendor dessa obra magnífica de arquitetura inglesa.

Nesse processo de preservação do patrimônio é imprescindível a integração das Secretarias de Cultura, Turismo e Educação em projetos que aproximem a população dessa cultura histórica, ensinando não apenas o nome e onde fica o local mas a importância dele na história. Creio que se levarmos os alunos para conhecerem os monumentos, casarões, teatros, igrejas, enfim, a história da sua cidade, que naturalmente começará a se confundir com a sua, eles vão aprender a amá-la e respeitá-la e ver que o progresso crescente pode acontecer sem significar a destruição do passado histórico.

O começo para uma futura geração consciente está na educação do presente, só assim os cidadãos vão crescer também responsáveis pelo seu lugar. E quem sabe, essa geração vindoura não permita o desaparecimento de tesouros arquitetônicos como a Mansão dos Matarazzo na Paulista, um palacete que foi em um passado não muito longínquo uma jóia da arquitetura, hoje é um estacionamento. E nem precisarão escrever textos como o de Walcyr Carrasco, “Esplendor em ruínas”. Ele finaliza seu texto convocando a sociedade paulistana a arregaçar as mangas e lutar pela história da nossa cidade. ”Se o paulistano está realmente interessado em viver em uma cidade mais agradável, é preciso não perder mais tempo e tomar consciência do que ainda pode ser salvo!”

Se glorificarmos só o moderno e não recuperarmos o que já existe entraremos em um processo perigoso de uma cultura sem valor. Hoje o moderno prédio ou memorial está novo, daqui a alguns anos estará necessitando de restauração, será que acontecerá a reforma ou ele cairá no descaso do velho, e condenado ao abandono, acabará por ser demolido?

A história de um povo e sua cultura estão ligadas por laços visíveis às suas cidades, sendo assim, somos reflexos dela e mais do que nunca precisamos analisar se estamos contente com a imagem refletida no espelho.

Milhões de turistas visitam todo o ano o Coliseu em Roma, um gigante do passado vivo no presente. Roma é um canteiro de restaurações urbanísticas. A França gasta milhões por ano em restaurações. É fácil deduzir porque França e Itália preservam sua história e cultura, elas reconhecem o grande tesouro existente nelas. Não que o moderno lá não exista, só que ele não significou a destruição do passado, quando isso ocorre, o futuro se torna vazio.

São Paulo tem um grande potencial turístico, é a capital dos eventos culturais, uma pérola histórica do país. Nos ares poluídos dessa cidade ainda resiste uma atmosfera de glamour. As belas cores do renascimento estão prontas a desabrochar pelas mãos graciosas da restauração. Mesmo nas cinzas do abandono, a arte aqui brilha, com pincel, tinta, vontade e dedicação faremos renascer um novo velho passado, nosso retrato no espelho da cultura.

Paulistanos de várias faces que tem nessa cidade um lar, vamos dela tratar, evoluir nossa consciência e lutar pela preservação de nossa história. Vamos apagar esses lapsos de esquecimento e despertar para o lugar da memória e a memória do lugar.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

15 anos de relacionamento...que aniversário!

Fiz uma viagem por 15 anos...
Retrospectiva de vida...15 anos de casamento

Um filme passou...imagens...palavras...Filhas...Amor
Viajei por passagens marcantes ...lugares...emoções
E o melhor está sempre naquele que chamo de ninho...nosso lar
Vem a experiência...o desenvolvimento...
o relacionamento evoluiu e que gostoso estar juntos e apaixonados

Com as filhas cada fase é um aprendizado
Logo a Isa estará caminhando...falando...baguçando ...
e a Bruna beijando muitooooooooooooo para o desespero do Pai
daqui a pouco uma na faculdade e a outra no pré...
Nossa que loucura feliz
Quanta alegria vê-las crescer
E nosso casamento é assim
tem encontros inesquecíveis
o afeto do abraço...
a paixão no beijo...
o carinho no cheiro...
diferenças enriquecedoras
Casal Água & Terra
Filhas Terra& Água
Elementos sagrados conectados pelo amor
que floresce cada dia mais
ampliando a Felicidade de Viver e Amar.
Minha família...Minha Vida

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Final de Semana no litoral de Ubatuba

Fazia tempo que não visitava Ubatuba.
Final de semana desci a Serra. E que Serra essa de Taubaté.
Curvas que contornam a montanha formando uma estrada emoldurada pela mata e com uma neblina densa. Na manhã de sábado chegamos por lá e que delícia avistar o mar.

Fomos parar em um chalé na Vereda, em uma praia chamada Felix.No alto e com uma vista que muitos costumam chamar "espetacular" ou "cenário de cinema", mas, o melhor, ele é real. É o Atlântico oceano abraçado com a Atlântica mata.
Bênção da Natureza.

Vento, chuva, sol, pássaros, plantas, árvores, flores, sons e cores...
Água cristalina que desde do alto caminhando em direção ao mar...
Movimento de vida.

A noite chegou ...
As ondas quebravam anunciando o canto da praia...
a bebê dormiu...
da janela observei os vagalumes iluminando a noite...
quanto tempo eu não os via
todos saíram...quem ficou estava dormindo...
Silêncio...comecei a ler o capítulo do livro...e
embalada pela noite da praia eu também dormi...

Amamentei algumas vezes na madrugada
e acordei com o canto dos pássaros
e a claridade entrando pela vidraça
com tímidos raios de sol no horizonte do dia
nuvens abraçando a montanha
e o mar azul esverdeado brilhando

Fiz café contemplando uma linda paisagem
fui passear com a bebê
fotografar as mudas de árvores
ipê, juçara, jequitibá, peroba
flores roxa, amarela, vermelha
que enfeitam ainda mais o sinuoso caminho
onde pássaros contentes cantavam saudando o amanhecer
E a Isa sorria...olhava tudo e me olhava
e ouvindo o som das águas dormiu

Todos acordaram...até os "bichos-preguiça"
as meninas que queriam balada
rápido se prepararam..para seguir em frente
e curtir a manhã na praia da Almada
e depois do almoço...hora de voltar
mais uma vez muita neblina...
e a noite que delícia chegar em meu lar

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Encantos de Ubatuba

A costa verde é uma das jóias do litoral de São Paulo, lá descobri Ubatuba, cidade abraçada pelo verde exuberante da Mata Atlântica e banhada pelo oceano Atlântico com seus tons de verdes e azuis. Lá onde cruza o trópico de capricórnio, vão surgindo em meio às montanhas praias que emolduram lindos cenários que prendem o olhar de quem vai dirigindo pela Rio-Santos, é irresistível não parar para fotografar ou simplesmente ficar alguns minutos contemplando a paisagem que suaviza o coração.

São belas praias que acompanham toda a costa, com certeza lá você vai encontrar a sua dentre tantas, tem a Praia Vermelha com ondas bravas ideais para os surfistas, a graciosa Itamambuca, nela o rio que vem descendo da montanha nos propicia deliciosos mergulhos na água doce depois do banho no mar. As ondas de Itamambuca são uma paixão para os praticantes de surf. Tem também a praia das Toninhas com árvores frondosas de sombras refrescantes que permitem passar doces manhãs ou tardes sentadas ao frescor das sombras sentindo a brisa que sopra trazida pelas ondas.

Outras praias como Itamambuca também tem esse encontro do rio com o oceano como a praia do Ubatumirim. Saindo da rodovia e pegando uma estrada de terra chega-se até ela, a visão é deslumbrante, uma extensa praia de areia batida e fina, com um rio que mergulha no mar, dá para atravessar ele nadando até o outro lado da praia e continuar a caminhada. Nessa praia o pessoal costuma ir para acampar.

Pegando uma estrada sinuosa que vai margeando a montanha vamos nos deparando com verdadeiros quadros naturais do mar com pequenas ilhas que afloram do fundo do oceano até chegar ao nosso destino, a Praia da Almada, ela fica entre duas montanhas cheias de pedras escorregadias, por isso é necessário ter cuidado ao andar nas pedras para evitar acidentes, passando por uma série delas chegamos ao outro lado para mergulhar em águas calmas e nos encantar com um cenário não menos admirável que os demais já vistos. A praia é pequena mais compensa a visita pela sua beleza, tem guias no local que oferecem passeios de barco, fica a dica, o passeio é singular, a imagem do lugar vista do mar ficará sempre na sua lembrança. O nome da praia é ideal, aquele lugar tem uma alma encantadora. Tem também a Praia do Félix que tem um cenário espetacular!

Outro passeio imperdível é a visita ao projeto Tamar que fica no centro da cidade. Esse é um trabalho louvável e que tem contribuído bastante para a preservação das tartarugas marinhas no litoral brasileiro. Na sede do projeto tem exemplares de tartarugas que são uma graça e você tem a oportunidade de conhecer um pouco desse magnífico trabalho que está sendo realizado em várias praias da costa brasileira. E falando do centro da cidade, para quem se hospedar por ali, no final da tarde pode fazer uma caminhada, andar de bicicleta ou patins, ou simplesmente sentar nos bancos da orla para um bom bate-papo ou uma boa leitura. Lá também tem opções de restaurantes, bares, sorveterias e diversas lojas.

Descendo algumas trilhas vamos descobrindo várias praias e cachoeiras. As cachoeiras são um espetáculo! Vale adentrar pelas trilhas para se deliciar no banho de águas límpidas que vão formando várias quedas, em uma delas tem um local que forma uma espécie de banheira de hidromassagem, é relaxante ficar ali sendo massageada pela força desse elemento tão rico que é a água. É importante ter cuidado nas cachoeiras para evitar acidentes já que em alguns pontos as pedras são muito escorregadias, é melhor não se arriscar, afinal, o mais importante em uma viagem é aproveitar o máximo os atrativos de forma segura para trazer na bagagem apenas recordações inesquecíveis.

Vale lembrar ainda que em Ubatuba ainda encontra-se preservada uma parte dessa rica floresta em biodiversidade que é a Mata Atlântica, que infelizmente, já foi tão severamente destruída ao longo desses anos de exploração a ponto de restar apenas xx % da floresta que outrora cobria xx % do território nacional. É relevante que os turistas que visitem essa região tenha essa consciência ecológica de respeito pela natureza. Precisamos entender de vez que valorizar o meio ambiente é vital para a continuidade da existência das espécies do planeta Terra, inclusive a nossa.

Ideal você reservar alguns dias para ir pegando a estrada e ir desbravando os vários locais que estão por perto de Ubatuba e que compõem a costa verde de São Paulo, como Caraguatatuba, Ilha Bela e São Sebastião, são cidades encantadoras em meio ao verde da mata atlântica em sintonia com o oceano Atlântico que vai desaguando suas ondas nas diversas praias, cada uma com uma peculiaridade diferente da outra, formando um conjunto de atrativos imperdíveis. São destinos que nos fazem viver intensos e prazerosos momentos que ficam registradas no nosso livro de memórias.

domingo, 19 de outubro de 2008

Grupo Encontro das Águas

Oceano, rios, riachos, nascentes, cachoeiras..
Céu de poesia, criatividade e iluminação
ação poética com espiríto de revolução
retrato da Arte tecida com paixão

Barco por onde navegam amigos
uns nadam...outros remam...
tem o que traz música
vem outro com as letras
que se junta com a imagem...
e assim nasce a paisagem

Olhares...sorrisos...livros..sentidos
mistura que se movimenta nos palcos
registrando a magia da poesia...
no eterno ciclo de aprendizado...

A essência do Encontro das Águas
está no ritmo cadenciado com amor e maestria
por uma MãeMaMariaMarili

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Descobrindo Petar

Planejar uma viagem é sonhar, é imaginar um mundo novo, diferente e cheio de surpresas a serem desvendadas. A ansiedade do encontro com o local escolhido aumenta a cada dia que a data aproxima-se, a espera faz crescer a expectativa e o desejo de vivenciar logo a experiência.

A riqueza do Petar é incalculável, um misto de mata atlântica, rios, cachoeiras, muito verde, borboletas, água cristalina do Betari e as incríveis cavernas escondidas em meio a vegetação. Percorrendo as trilhas, ouvimos os pássaros, o som da água correndo entre as pedras, admiramos as flores das bromélias e a paisagem que a cada olhar se modifica com ramos e árvores moldando os mais belos cenários de um quadro natural.

Quando entrei na caverna me senti tragada pela terra, como se estivesse recebendo um abraço e um abrigo para me proteger dos perigos lá fora. As formações que encontramos no interior das cavernas são intrigantes e fascinantes, moldadas pela ação da água e do tempo há milhares de ano e, mesmo assim, tão frágeis e delicadas, facilmente destruídas pela devastação do homem.

A caverna Santana é bela, jamais vou esquecer da imagem do anjo esculpida na rocha pela natureza, da bailarina dançado no ar sem cabeça, da pata do elefante, das fendas e dos abismos, das cortinas que se descortinam em um retrato singular, da água que corre mansa de encontro ao rio, do escuro e do silêncio.

Para chegar na Caverna Água Suja percorremos uma trilha margeando o rio Betari rica em paisagens deslumbrantes, o grande desafio foi entrar na caverna vencendo o medo e o frio da água, a maioria do percurso dentro dela foi em contato com a gélida água, a recompensa do esforço foi o banho de cachoeira no final. De volta ao núcleo do Parque, andei com passos largos e cheguei na frente, saboreei um momento de paz contemplando o rio Betari mergulhando no seu canto e na sua caminhada em direção ao oceano.

Refeita da trilha, fomos conhecer a caverna Morro Preto, sua entrada é magnífica, cheia de rochas e pedras iluminadas pelas lanternas e pela pouca luz do dia que adentrava das aberturas de sua entrada. Imagino que em um dia de sol, o reflexo de seus raios deve iluminar com tons brilhantes o interior da mesma. Nessa caverna é comemorada de quatro em quatro anos uma festa em homenagem ao Parque, fiquei entusiasmada em participar da próxima, afinal, uma festa na caverna deve ser algo totalmente diferente e emocionante.

Por questão de segurança só caminhamos até o ponto onde a placa permitia, alguns aventureiros mais radicais seguem o curso pelo chamado Aborto, mas, é um trajeto de difícil acesso e muitos riscos, não recomendável. É muito importante seguirmos as normas do parque e instruções dos guias para evitarmos acidentes.

No segundo dia de aventura conhecemos mais uma caverna chamada Lambari após percorrer uma trilha em alguns pontos escorregadia, com alguns tombos e muitas risadas. A Lambari fica dentro de uma montanha, sua entrada é escondida pelos galhos verdes da mata. Ela também é uma caverna molhada e exige uma certa dose de coragem para atravessar um trecho nadando no escuro e sair esgueirando-se por uma fenda. Na saída, fomos conduzidos de volta a pousada no caminhão, alívio para nossas cansadas pernas.

Depois disso, findamos o passeio com um delicioso bóia-croos pelo rio, foi emocionante deixar-se guiar pela correnteza, prender-se ou ser derrubado pelas pedras. Apesar da falta de equilíbrio, foi muito divertido. O melhor mesmo foram os doces mergulhos nas límpidas águas do Betari.

A pousada da Diva é simples, porém o atendimento é muito bom, o café da manhã é apetitoso e realmente nos prepara para enfrentar a caminhada, o lanche de trilha é bem reforçado e o jantar nos devolve as energias e calorias perdidas.

Muitas das formações que vislumbramos nas cavernas demoram mais que nossa própria vida para adquirirem essa forma, me senti um fino grão perto dessa grandeza de séculos. É triste pensar que o homem é capaz de destruir em instantes o que pacientemente a natureza moldou...

Espero que a administração do Parque, a comunidade da região, a Secretaria do Meio Ambiente do Estado e os demais envolvidos, continuem a lutar pela preservação desse patrimônio natural visando mantê-lo vivo para as próximas gerações.Cada um vive sua própria experiência, faz sua própria história da viagem, tem o seu olhar e ângulo no ato de fotografar, de conhecer as pessoas e o lugar.

Esses detalhes cria um ambiente rico em relatos repletos de cor e emoção. Nos despedimos do local com o sol a iluminar a estrada de volta. Ficou a saudade desse pedaço do Brasil que é um verdadeiro paraíso em biodiversidade, as lembranças registradas nas fotos e no coração e o intenso desejo de retornar.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A música e a arte como inspiração de viagem

A música já faz parte do universo do homem há muito tempo. Os relatos antigos já nos falam do encantamento dos faraós e califas com os cânticos de mulheres com seus instrumentos e vozes suaves, das festas regadas com canções e danças que maravilhavam os nobres nos palácios medievais e tantos outros mais. Seja nas igrejas, tabernas, praças, ruas e nos movimentos históricos, a música foi tomando cada vez mais forma, transformando-se e conquistando cada dia mais espaço.

Atualmente grandes festivais movimentam muitas pessoas em busca de vários ritmos musicais: rock, samba, forró, jazz, clássico, mpb e por aí seguimos em várias trilhas do som embalados pelo canto e pela dança. A música, portanto, tem contribuído muito para o turismo e precisamos estar cada vez mais atento as várias nuances desse elemento vibrante que sempre apresenta novas tendências. Um encontro musical é sempre contagiante, os shows sempre atraem muitas pessoas para prestigiar o seu ritmo, banda e cantor preferido.

São várias as festas que posso aqui citar, o carnaval regado de samba, do frevo, maracatu e suas diferenças regionais, a festa de São João com o forró que faz muita gente dançar a noite inteira nas várias cidades nordestinas, os rodeios que agitam o interior paulista, os festivais de inverno, de teatro, de cinema, literatura e tantos outros mais. Muitos festivais recebem o patrocínio de grandes empresas que utilizam-se desses eventos para divulgar sua marca. Outro fator importante é a parceria, muitas vezes promissora, que pode ser estabelecida entre o setor público e privado na promoção de programas culturais.

Os municípios precisam investir em projetos para descobrir e desenvolver os talentos existente em sua própria comunidade e começar a promover a cultura local através de eventos que faça até o próprio morador conhecer o que sua cidade oferece. Afinal, a música, assim como outras manifestações artísticas como o teatro, literatura e o artesanato, podem servir de foco para promoção de eventos como fonte de desenvolvimento da atividade turística na cidade, cativando com isso a própria população local e demais visitantes a apreciarem o que a cidade oferece de atrativo pela face da arte que sempre vem acompanhada de entretenimento, conhecimento e beleza.

Com um bom planejamento que integre as secretarias de educação, cultura e turismo, o município pode fomentar o setor turístico através da semente da arte. Isso contribui para divulgar a imagem da cidade atraindo cada vez mais turistas e com a receita advinda do turismo a cidade pode continuar a investir em infra-estrutura para atender cada vez melhor os visitantes e melhorar a qualidade de vida da população. É essencial que a comunidade possa colher as flores do jardim semeado com a magia da expressão da arte como forma de inclusão social e não de exclusão.

A arte, essa gigante teia de significados culturais, nos ensina a conhecer, compreender, interpretar ou simplesmente contemplar o mundo com seus diversos retratos que nos mostram diferentes e fascinantes histórias. Por tudo isso, ela será sempre uma forte inspiração para viagens curtas ou longas, próximas ou distantes, rumo a um destino de muitas descobertas e emoções.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

A história das cidades é desconhecida da população

A coluna Check-up, do Jornal Correio Paulista, assinada por Antonio Júlio Baltazar, sempre aborda trechos da história da cidade. Em uma delas, Baltazar apresentou um interessante tema que merece reflexão. No início de sua coluna ele escreveu:

"A grande cidade de Osasco, à medida que o tempo vai passando, sua memória e sua história ficam cada vez mais nebulosas. Necessário se torna, que urgentes medidas sejam tomadas para atenuar este grave problema. Outro dia, um jovem foi até a emissora que trabalho, para perguntar-me se era VERDADE que o primeiro vôo da América do Sul deu-se realmente em Osasco? E, quis saber mais! Porquê Osasco foi palco deste fato tão relevante?"

Sem dúvida, esse acontecimento é um marco na cidade de Osasco e, lamentavelmente, muitos moradores desconhecem esse fato histórico. Há cerca de dois anos atrás, pesquisando a história do município descobri essa incrível façanha desse engenheiro francês que morou na cidade no início do século XX. Fascinado pelo feito de Alberto Santos Dumont, Demetric produziu, com a ajuda dos funcionários da antiga cerâmica Hervy instalada na outrora Vila Osasco, um aeroplano que recebeu o nome de São Paulo e que alçou vôo às margens do Rio Tietê. Na data do vôo, muitos jornalistas e pessoas dos arredores acompanharam a realização desse feito que foi notícia em todos os jornais da época na capital.

Em 2006, comemoramos o centenário do 14 BIS e várias matérias foram veiculadas ns diferentes mídias e uma série de eventos foram programados para homenagear essa data. A importância do vôo do brasileiro Dumont para a história da humanidade merece realmente muitas homenagens. Uma delas foi feita pela Escola de Samba Unidos do Peruche que teve no enredo do carnaval 2006 esse tema. Quando fui informada do enredo, em uma animada conversa com o carnavalesco Paulo Fuhro, no mesmo instante lembrei do vôo de Osasco e comentei com o mesmo. Ele ficou surpreso e muito interessado em conhecer essa história. Claro que fiz o convite para ele visitasse a cidade para saber mais sobre o primeiro vôo da América do Sul.

Ele aceitou meu convite e tive o prazer de levá-lo no Museu do município que abriga no seu acervo registros desse acontecimento, um deles, é uma réplica do aeroplano logo na entrada do Museu. Completando o passeio, fomos até a Biblioteca Municipal para pesquisar o material existente sobre a história da cidade e, claro, ficamos felizes em encontrar matérias dos jornais da época, desenho do aeroplano e outras informações que destacam a importância da experiência empreendida por esse francês que marcou seu nome na história de Osasco.

Concordo com o Baltazar quando ele escreve que é preciso criar ações urgentes para "atenuar este grave problema". Existe uma carência enorme nesse sentido aqui no município e, por essa razão, faz-se necessário aproximar essa rica história da população. Afinal, além do feito do primeiro vôo da América do Sul, Osasco tem outras histórias para contar.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O fascínio que as paisagens e palavras exercem sobre a escolha da viagem

Quantos de nós não nos sentimos tentado a fazer as malas para visitar uma cidade pelas paisagens que apreciamos sejam em fotos, cartão postal, em vídeo ou pela descrição de alguém que visitou o destino? Muitos, posso apostar. Imediatamente vamos nos imaginando passeando por aquela praia, fazendo aquela trilha na montanha, visitando aquele museu ou igreja, mergulhando na cachoeira ou simplesmente tendo o prazer de contemplar a beleza do lugar abraçando a paisagem com o olhar.

Isso também acontece na literatura. Sempre que leio um livro viajo pelo universo das paisagens que se descortinam como um sonho em meus pensamentos. As viagens literárias também despertam o interesse do leitor em ir visitar o lugar onde o romance se passa, ou, a poesia escrita em homenagem a uma cidade é tão profunda e afetiva que instantaneamente nasce o desejo de conhecer a urbe tão merecedora de belas palavras. Um exemplo disso são as poesias de João Cabral sobre Sevilha, na Espanha, a descrição das ruas, do clima e da arquitetura forma todo um conjunto que é um verdadeiro convite.

Quero também visitar Minas de Guimarães Rosa, embrenhar-me naquele sertão sedutor, ora amedrontador, repleto de “causos”. Esse é um cenário ainda muito desconhecido e que guarda, sem dúvida, gratas surpresas e mistérios. Tem também as fazendas mineiras que sei irão deslumbrar-me com sua arquitetura e história, as montanhas da Serra da Mantiqueira, da Canastra, do Cipó, os vales, os rios, grutas, cachoeiras e como não podia deixar de lembrar, as delícias da gastronomia que tanto ouço falar.

Quero conhecer Amazonas de Thiago de Mello, descobrir os pássaros e peixes que vivem na floresta que ele tão bem descreve em suas poesias. Como quero ouvir o som do uirapuru que segundo esse poeta tem o canto mais magnífico do planeta, capaz de fazer calar toda a floresta parta escutar sua melodia. E falando em pássaro, quero também ir desvendar os mistérios do Pantanal que li na poesia de Manoel de Barros, que sabiamente disse: “quero a palavra na boca dos passarinhos”. Imagino o quanto é sublime o gorjeio das aves do pantanal, que, segundo o poeta, enlouquece até as árvores.

Na minha programação de viagens que espero realizar, também está na lista Fernando de Noronha. Assistindo o programa Expedições da TV Cultura que mostrou as riquezas da ilha, o canto e dança dos golfinhos, o mar cristalino e toda a extraordinária natureza daquele lugar, enaltecidos pelos relatos dos turistas que visitavam a ilha na ocasião da gravação, meus olhos e coração filtraram a paisagem para não mais esquecer e me esforçar a planejar minha ida a esse “paraíso”.

A matéria e as fotos sobre a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, publicada na revista Terra, não me sai do pensamento. As flores do cerrado, a fauna, os riachos e cachoeiras, enfim, toda a grandeza desse ambiente natural do parque permeiam minha memória. É mais um destino na minha lista de viagens que pretendo ir planejando, e tem tantos outros que vou me apaixonando através das paisagens e palavras. É incrível como elas exercem um poder de decisão sobre a escolha do lugar da viagem.

Como estudante de turismo entendo que devemos nos preocupar imensamente com a importância da paisagem e das palavras que descrevem os destinos turísticos. Já visitei cidades que me decepcionaram e me cativaram. Essa tênue ligação entre encantamento e decepção tem a ver com as imagens que se apresenta no local. Claro que essa percepção varia de acordo com cada indivíduo, cada um tem sua forma de enxergar de acordo com seus valores sociais e culturais, no entanto, sempre será decepcionante receber um postal de um determinado atrativo turístico e quando vamos visitá-lo ele está sujo e pichado, ou, sermos atraídos pela paisagem maquiada de um lugar e quando chegamos lá não encontramos nada do que foi visto na agência onde compramos o pacote.

Essa é uma questão que me preocupa já que, infelizmente, muitas pessoas ainda não percebem a paisagem de sua cidade, e, consequentemente, não a valoriza, não defende, não preserva. Os turistas que visitam essas cidades com monumentos históricos pichados, ruas sujas, rios poluídos e com uma poluição visual devastadora, levam na bagagem uma péssima impressão dos moradores das mesmas. Creio que a cidade que moramos é nosso reflexo também e devíamos nos olhar no espelho de vez em quando.

A forma como interpretamos a paisagem é valiosa e esse fator é de extrema relevância para o turismo. Quando vendemos uma viagem estamos lidando com o sonho das pessoas, como um momento especial, cheio de expectativas que desabrocharam a partir do instante que a paisagem e a descrição da mesma levaram o turista a decidir visitar aquele determinado lugar. Ele vai alimentando esse sonho, vai imaginando esse mundo novo que ele irá revelar. A proximidade do dia da viagem aumenta a ansiedade do encontro como o local aguçando ainda mais o desejo do turista vivenciar essa experiência, que ele já pensa será inesquecível.

Claro que existem outros fatores que nos influenciam a viajar, como visitar a família, resolver algum negócio, mas, sempre iremos ter essa vontade de conhecer novos horizontes e essas descobertas nos traz um aprendizado imenso, por isso, não podemos esquecer que da mesma forma que as imagens nos seduzem, nos afastam. Como o turismo depende de uma rede de elementos agregados, procurar promover essa sintonia para atender o turista e atingir os seus anseios é fundamental. Essa é uma tarefa complexa e será sempre um desafio atingir esse objetivo já que depende da atuação dos vários atores que fazem parte do elenco dessa gigante peça teatral.

Espero sempre me surpreender com os lugares que pretendo visitar, assim, toda a atração aflorada pelas paisagens e pela escrita se transformará em uma vivência plena, e, ao retornar, espalharei aos ventos as maravilhas de um destino aprazível para que mais pessoas possam ir admirar também.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Conhecimento e Preconceito

É até comum presenciarmos pessoas que “torcem o nariz” quando falamos de um assunto que elas não conhecem e, muitas vezes, por não compreenderem já se posicionam de maneira preconceituosa. Por outro lado, há pessoas que segue outra linha, que respeitam e abrem espaço para aprender com o “diferente” e até se surpreendem com o conhecimento que conquistam quando se permitem ampliar sua percepção. Ao vencer a barreira do egoísmo e olhar o mundo com compaixão, o ser humano encontra a sintonia do amor.

Esse questionamento me fez pensar em como o mundo está impregnado de uma doença que incomoda muita gente. Lembrei da fala de um brilhante cartunista que esteve na cidade em dezembro/2006 participando de um evento que reuniu portadores de necessidades especiais: “a sociedade vive a terrível doença do preconceito”. E apesar de alguns avanços, quando lembramos que na Antiguidade Clássica, pessoas que nasciam com alguma deficiência eram abandonadas, mortas ou isoladas do convício social, observamos que ainda vivemos essa doença que causa uma gigante desigualdade entre os cidadãos e se faz presente em várias áreas como a espiritualidade, cultura, educação e tantas outras.

No campo da espiritualidade há muitas crenças e religiões que retratam a magnífica diversidade existente no planeta. Em todos os continentes encontramos um mosaico de manifestações espirituais com rituais que reverenciam o sagrado da natureza, muitas vezes com o mesmo símbolo, mas com características diferenciadas em função da cultura de cada região.

Os mitos da criação muito nos ensinam a esse respeito, na África, por exemplo, temos os Orixás como forças da natureza, os gregos contam a criação da Mãe Terra no Mito de Gaia, o povo celta sempre ouviu a “Voz da Floresta” e louvavam os rios, campos e árvores, os incas veneravam o Deus Sol e sua energia que alimenta a vida. São heranças que continuam presentes em nosso século e nos convidam a mergulhar no céu do conhecimento. Certamente, dentre as muitas estrelas do vasto campo celeste, uma terá um brilho especial e te cativará. Essa escolha de cada ser humano é essencial para que ele possa traçar seu caminho.

O grande Sócrates já dizia: "Conhece-te a ti mesmo" e em uma de suas mensagens o filósofo nos ensina: "(...) Na verdade, não é outra coisa o que faço nestas minhas andanças a não ser persuadir a vós, jovens e velhos, de que não deveis cuidar só do corpo, nem exclusivamente das riquezas, e nem de qualquer outra coisa antes e mais fortemente que da alma, de modo que ela se aperfeiçoe sempre, pois não é do acúmulo de riquezas que nasce a virtude, mas do aperfeiçoamento da alma é que nascem as riquezas e tudo o que mais importa ao homem (...)."

Presenciamos há séculos grandes divergências filosóficas e religiosas que causam atritos e guerras entre os homens. É um querendo provar que sua verdade é única quando deveríamos respeitar a crença e sabedoria do próximo. Registros históricos de pessoas queimadas vivas acusadas de bruxaria retratam o uso autoritário e cruel do poder. Então, antes de “atirar pedras” procure conhecer o assunto, estude, pesquise, vivencie e verá que há sempre muito que aprender nas mais diversas formas de culto ao divino.

Como diz um antigo provérbio do Antonio Machado: “caminhante não há caminho, faz-se caminho ao andar.” Construímos nossa estrada com nossos passos. A colheita será o fruto das sementes que plantamos e cultivamos no decorrer desse processo fantástico que chamamos de vida.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Asas que enfeitam a natureza

Não é a toa que as borboletas conquistam tantos fãs. Coloridas e graciosas, elas enfeitam os jardins da natureza. São muitas espécies presentes nos mais diferentes cantos do planeta e aqui no Brasil temos o privilégio de ter uma rica biodiversidade dessa bela representante da família dos insetos.

De aparência frágil, as borboletas tem um ciclo de vida curto e intenso. A fêmea deposita os Ovos nas plantas, o primeiro estágio. Em seguida é a fase Lagarta, uma espécie de ninho que a prepara para a sequência chamada de Crisálida na qual ela se prepara para a Metamorfose que é a etapa final quando a borboleta eclode, suas asas secam e ela inicia os vôos para reiniciar o ciclo com o acasalamento.

As borboletas, assim como tantas outras espécies, necessitam de ambientes adequados para sua sobrevivência. Infelizmente, a destruição do meio ambiente e a utilização em grande escala de produtos ofensivos como os pesticidas e fertilizantes pela agricultura intensiva, são fatores que estão contribuindo para o desaparecimento de muitas espécies de borboletas.

Por outro lado, a presença das borboletas em determinadas regiões indicam que o ambiente está preservado por apresentar condições favoráveis para sua vida que está integrada com a de outros habitantes da fauna e flora. Nas florestas tropicais, a grande presença de plantas, alimentos e o clima quente e úmido, é um cenário favorável para encontrarmos muitas espécies dessas “flores que voam”, uma metáfora que dá nome ao Borboletário de Campos de Jordão.
Observe as borboletas nos parques, no seu jardim, no canteiro de flores ou na praça próximo de sua casa. Elas se aproximam, pousam, voam e iluminam o dia com sua beleza. Seus estágios nos ensinam que tudo no universo tem seu tempo e que o equilíbrio é fundamental para que a vida se perpetue por muitas estações e gerações.

Obs. texto que escrevi para a Folha do Parque, edição julho/08